Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • RELAÇÃO DAS TURMAS COM OS(AS) ESTUDANTES SELECIONADOS(AS)

    Publicado em 22/05/2022 às 00:21

    Abaixo você encontra a relação de turmas, horários, salas e ESTUDANTES SELECIONADOS(AS)

    TURMA 1
    (PRESENCIAL)

    Profa. Sophia Valentim de Andrade
    Monitora Daniely de Lavega

    Francês (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Quartas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 25 de maio

    SALA: 246 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 2
    (PRESENCIAL)

    Prof. Hassur Mikael Dambrós Scapin
    Monitora Manoela Raymundo

    Italiano (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Terças-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 24 de maio

    SALA: 246 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 3
    (PRESENCIAL)

    Prof. Giorgio Buonsante
    Monitor Angelo Perusso

    Italiano (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Quartas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 25 de maio

    SALA: 248 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 4
    (PRESENCIAL)

    Prof. Leonardo Machado Peres
    Monitora Franciane Rodrigues

    Inglês (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Sextas-feiras, das 18h00 às 19h30
    Início dia 27 de maio

    SALA: 246 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 5
    (PRESENCIAL)

    Profa. Dienifer Leite
    Monitora Laiara Serafim

    Inglês (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Quintas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 26 de maio

    SALA: 246 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 6
    (PRESENCIAL)

    Prof. Vinicius da Silva Floriano
    Monitora Emmanuele Santos

    Japonês (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Sextas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 27 de maio

    SALA: 248 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 7
    (PRESENCIAL)

    Profa. Susana Echeverria
    Monitor Pedro Pedrollo

    Espanhol (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Terças-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 24 de maio

    SALA: 248 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 8
    (PRESENCIAL)

    Profa. María Teresa García-Casillas
    Monitor Andres Garcés

    Espanhol (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Segundas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 23 de maio

    SALA: 248 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 9
    (ON-LINE)

    Prof. Diogo Assis Pereira
    Monitoras Vitória Amancio e Mariane Pordeus

    Libras (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Quartas-feiras, das 15h00 às 16h30
    Início dia 25 de maio

    https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/pet-letras-ufsc

    TURMA 10
    (PRESENCIAL)

    Prof. Gustavo da Silva Flores
    Monitora Mariane Pordeus

    Libras (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Terças-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 24 de maio

    SALA: 238 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 11
    (PRESENCIAL)

    Profa. Andreza Vitória Bobsin Batista
    Monitora Vitória Amancio

    Libras (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Quintas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início 26 de maio

    SALA: 248 (CCE, BLOCO A)

    TURMA 12
    (PRESENCIAL)

    Profa. Emmanuele Santos e Prof. Angelo Perusso
    Monitora Débora Klug

    Português para estrangeiros (nível 1)

    RELAÇÃO DE ESTUDANTES

    Segundas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 23 de maio

    SALA: 246 (CCE, BLOCO A)

    ATENÇÃO: ESTEJA ATENTO(A) AOS HORÁRIOS.CHEGUE UM POUCO ANTES NO DIA DA PRIMEIRA AULA (AS SALAS ESTÃO INDICADAS ACIMA).


  • Seleção de estudantes para os cursos de línguas – PET-Idiomas 2022.1

    Publicado em 17/05/2022 às 18:01

    Quer aprender uma nova língua ou aperfeiçoar suas habilidades comunicativas?


    Então aproveite essa oportunidade:
    cursos gratuitos de diferentes línguas!

    As inscrições do PET-Idiomas estão abertas das 12h00 do dia 18 de maio de 2022 às 15h00 do dia 21 de maio de 2022.

    1) as inscrições somente serão realizadas por meio do sistema de inscrições da UFSC no período indicado acima;

    2) cada candidato poderá se inscrever em SOMENTE UMA TURMA e cada turma terá o máximo de 25 alunos;

    3) os cursos são gratuitos e abertos a todos e a todas e compreendem 15 horas presenciais e 15 horas de desenvolvimento de estudos e aprendizagem extraclasse requeridas pelos professores;

    4) os cursos ocorrerão presencialmente na UFSC ou de forma remota, on-line, através da plataforma WebConf, cujo link será disponibilizado para os alunos no início das aulas;

    5) as vagas serão distribuídas por meio de sorteio e o aluno deverá verificar as listas das turmas que serão disponibilizados neste site no dia 22 de maio a partir das 18h00;

    6) durante a primeira semana de aulas (ENTRE OS DIAS 23 E 27 DE MAIO), será realizada uma segunda chamada, caso haja desistências (será considerada desistência a ausência à primeira aula, sem justificativa oficialmente registrada);

    7) as aulas têm início previsto para a semana do dia 23 de maio de 2022 e término até o dia 27 de julho de 2022, conforme o cronograma de cada turma;

    8) a matrícula será realizada na primeira aula e o aluno deverá se comprometer a frequentar as aulas e a concluir o curso, sob pena de não mais poder concorrer a vagas em atividades promovidas pelo PET-Letras;

    9) a certificação será concedida mediante 75% de frequência aos encontros e aproveitamento satisfatório, avaliado pelo(a) professor(a).

    10) nesse semestre só serão oferecidas turmas de NÍVEL1. Provavelmente, algumas turmas de conversação em diferentes línguas serão oferecidas no PET-Grupos nas próximas semanas. Fique atento!

    Abaixo você encontra a relação de turmas e horários. Inscreva-se APENAS PARA UMA TURMA

    TURMA 1 (PRESENCIAL)

    Profa. Sophia Valentim de Andrade
    Monitora Daniely de Lavega

    Francês (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Quartas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 25 de maio
    TURMA 2 (PRESENCIAL)

    Prof. Hassur Mikael Dambrós Scapin
    Monitora Manoela Raymundo

    Italiano (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Terças-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 24 de maio
    TURMA 3 (PRESENCIAL)

    Prof. Giorgio Buonsante
    Monitor Angelo Perusso

    Italiano (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Quartas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 25 de maio
    TURMA 4 (PRESENCIAL)

    Prof. Leonardo Machado Peres
    Monitora Franciane Rodrigues

    Inglês (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Sextas-feiras, das 18h00 às 19h30
    Início dia 27 de maio
    TURMA 5 (PRESENCIAL)

    Profa. Dienifer Leite
    Monitora Laiara Serafim

    Inglês (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Quintas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início 26 de maio
    TURMA 6 (PRESENCIAL)

    Prof. Vinicius da Silva Floriano
    Monitora Emmanuele Santos

    japonês (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Sextas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 27 de maio
    TURMA 7 (PRESENCIAL)

    Profa. Susana Echeverria
    Monitor Pedro Pedrollo

    Espanhol (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Terças-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 24 de maio
    TURMA 8 (PRESENCIAL)

    Profa. María Teresa García-Casillas
    Monitor Andres Garcés

    Espanhol (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Segundas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 23 de maio
    TURMA 9 (ON-LINE)

    Prof. Diogo Assis Pereira
    Monitoras Vitória Amancio e Mariane Pordeus

    Libras (nível 1)

    CLIQUE AQUI! (on-line)

     

    Quartas-feiras, das 15h00 às 16h30
    Início dia 25 de maio (aulas no webconf)
    TURMA 10 (PRESENCIAL)

    Prof. Gustavo da Silva Flores
    Monitora Mariane Pordeus

    Libras (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Terças-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início dia 24 de maio
    TURMA 11 (PRESENCIAL)

    Profa. Andreza Vitória Bobsin Batista
    Monitora Vitória Amancio

    Libras (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Quintas-feiras, das 14h00 às 15h30
    Início 26 de maio
    TURMA 12 (PRESENCIAL)

    Profa. Emmanuele Santos e Prof. Angelo Perusso
    Monitora Débora Klug

    Português para estrangeiros (nível 1)

    CLIQUE AQUI!

    Segundas-feiras, das 12h10 às 13h40
    Início dia 23 de maio

    ATENÇÃO: A identificação de inscrições duplicadas em mais de uma turma implicará no cancelamento completo da inscrição.


  • Línguas artificiais: você sabe o que são?

    Publicado em 15/05/2022 às 19:58

    Hanna Boassi,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Português

    Sabemos que uma língua natural é aquela que se desenvolve espontaneamente dentro de comunidades, enquanto uma língua artificial, ou conlang (constructed languages), é criada com intuitos científicos, tecnológicos ou ficcionais. Na cultura popular, no universo ficcional de livros, filmes e séries, é muito comum observar a criação de línguas artificiais, tais como: a língua Atlante, no filme Atlantis, da Disney; Klingon, na franquia de Star Trek; a Ofidioglossia (língua das cobras) nos filmes de Harry Potter, entre outras.

    Em Atlantis – O Reino Perdido (2001), temos a história de um cartógrafo e linguista chamado Milo Thatch que encontra um antigo manuscrito que pode ajudá-lo a encontrar finalmente o reino de Atlantis. Para o filme, o linguista norte-americano Marc Okrand criou a língua artificial chamada Atlante, tendo seu próprio alfabeto criado por John Emerson — junto de Okrand. Eles utilizaram como base um sistema antigo de escrita, Okrand também desenvolveu a língua Klingon, da franquia de Star Trek (1966) — essa um pouco mais complexa, tendo em vista que alguns fãs da franquia estudam e aprendem a falar, foi criado o Instituto da Língua Klingon em 1992, uma organização que se dedica a estudar e ensinar a língua ficcional.


    Fonte: Imagem da Internet*

    Outra franquia de filmes que conta com a criação de uma língua artificial é Harry Potter, com a aparição no seu primeiro filme Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) a Ofidioglossia é a capacidade de falar a língua das cobras, os personagens ofidioglotas na saga são em sua maioria descendentes de Salazar Sonserina, com exceção de Harry Potter que obteve sua habilidade através de Lord Voldemort. O linguista responsável pela criação da língua das cobras foi Francis J. Nolan, a língua não possui vogais redondas (O, Ó e U) e nem consoantes bilabiais (M, P e B), isso para que se aproxime o máximo possível dos sons que as cobras produzem, isso porque a boca das cobras não são flexíveis para se arredondar.

    Além da cultura popular, as línguas artificiais podem ser criadas para serem utilizadas em situações de comunicação reais, isso com o objetivo de se tornarem a segunda língua falada e escrita por um grupo de pessoas que não compartilham do mesmo idioma (BATTISITI et al., 2022). Exemplo disso seria o esperanto que foi criado por Ludwig L. Zamenhof, no final do século XIX, com base em línguas europeias. A ideia é que a língua se torne universal, não de maneira que substitua as línguas oficiais dos países, mas, sim, servindo como uma segunda língua que seja utilizada e entendida por todos, outra língua artificial oficial é o gestuno que é uma língua auxiliar internacional utilizada normalmente pelos surdos em conferências internacionais ou em situações informais quando viajam.

    A criação de línguas artificiais é muito popular e requer muito estudo, apesar de que para nós, telespectadores, pareça algo simples e apenas com intuito de entretenimento. Entretanto, os linguistas responsáveis por tais empreitadas buscam sempre criar “línguas completas” com alfabeto, gramática e fonemas.

    *Descrição da imagem: Representação de uma cena do filme Atlantis – O Reino Perdido (2001) da Disney. A imagem mostra o personagem Milo Thatch lendo e apontando para um livro escrito na língua Atlante. O personagem é caucasiano, com cabelos castanhos curtos, usa um óculos e possui um lápis atrás da orelha. No fundo da imagem, no canto superior esquerdo se vê uma pilha de livros grossos em cima de uma mesa.
    REFERÊNCIAS

    BATTISITI, Elisa et al. Língua Artificial. In: BATTISITI, Elisa; OTHERO, Gabriel; FLORES, Valdir do Nascimento. Conceitos básicos de linguística: noções gerais. São Paulo: Contexto, 2022. p. 123-124.

    Recomendações de leitura:

    Ofidioglossia, Harry Potter Wiki, disponível em: <https://harrypotter.fandom.com/pt-br/wiki/Ofidioglossia#:~:text=Ofidioglossia%20%C3%A9%20a%20capacidade%20natural,muito%20rara%20e%20normalmente%20heredit%C3%A1ria>. acesso em: 7 maio 2022.

    HOCHSPRUNG, Vitor. Teremos Tom Holland como linguista? 7 mar. 2022. Instagram: @vitorlinguistica. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Ca0MVvNP0Wp/?igshid=YmMyMTA2M2Y=. Acesso em: 07 mai. 2022

    HOCHSPRUNG, Vitor. Harry Potter e a Linguística. 22 jul. 2021. Instagram: @vitorlinguistica. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CRoc4YFhGlh/?igshid=YmMyMTA2M2Y=. Acesso em: 07 mai. 2022


  • Dia das Mães: origens e reflexões sobre essa comemoração

    Publicado em 10/05/2022 às 17:23

    Emmanuele Amaral Santos,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Português

    Oficializado, em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o segundo domingo de maio foi “[…] consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano […]”, como declara o texto da lei que regulamenta o feriado de Dia das Mães no Brasil.

    Tanto a escolha da data quanto a ideia de homenagear os “sentimentos e virtudes” da maternidade surgiram politicamente a partir de Anna Jarvis, uma mulher estadunidense que se baseou nas vivências religiosas e pessoais da própria mãe, como uma oração apresentada para Anna ainda na infância e participação em um grupo de mulheres que se dedicaram aos cuidados de soldados no contexto da Guerra Civil Americana.

    O Dia das Mães foi oficializado em todos os estados americanos apenas em 1911, e, pouco tempo depois, a própria Anna Jarvis chegou criticar o propósito comercial que a data rapidamente ganhou nos EUA, assunto discutido pela pesquisadora Katharine Lane Antolini  na obra Memorializing Motherhood: Anna Jarvis and the Struggle for Control of Mother’s Day (“Em Memória da Maternidade: Anna Jarvis e a Luta pelo Controle do Dia das Mães”). Além de trazer os comentários de Anna sobre os chamados “aproveitadores do comércio” como as floriculturas que aumentam seus preços na época do Dia das Mães, o livro também reflete sobre o processo histórico de idealização da data e as suas repercussões contraditórias que levaram Anna a pedir desculpas por ter “criado” a comemoração.

    Fonte: Recorte de uma imagem da internet*

    É interessante refletir sobre como esse modelo estadunidense de feriado foi importado para o Brasil, tanto na perspectiva religiosa quanto na repercussão mercadológica. Na propaganda da década de 1960/70 que ilustra este texto, por exemplo, percebe-se o uso das rosas como imagem da maternidade remetendo à Maria na simbologia cristã e à ideia de presente como já ressaltou a própria Anna Jarvis.

    Atualmente, outros desdobramentos comerciais dessa celebração no Brasil podem ser percebidos em propagandas que ora reforçam o estereótipo da mãe como guardiã e cuidadora do lar para a venda de eletrodomésticos ora refletem superficialmente sobre contextos contemporâneos de independência financeira feminina e maternidade solo. Deste modo, o segundo domingo de maio ainda parece enfrentar uma dualidade mercadológica e cristã semelhante a que marca a sua origem, o que demonstra que a luta pelo controle do Dia das Mães ainda está em aberto.

     

     

    *Descrição de imagem: Reprodução digital de uma propaganda em preto e branco sobre o Dia das Mães. À direita da imagem, uma mulher sorridente com cabelos ondulados levantando uma criança de colo acima de sua cabeça, olhando para ela como se estivesse brincando. A criança usa um macacão e segura um pequeno pano. No canto superior esquerdo, está escrito “O Dia das Mães…” em fonte cursiva e sublinhado e, logo abaixo, em outra tipografia: “Dia de gratidão”, na primeira linha, e “dos filhos…”, na seguinte. No canto inferior esquerdo, aparece o desenho de um ramo com rosas e folhas.


  • EDITAL PET-LETRAS – SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE GRUPOS DE ESTUDOS E INTERAÇÃO 2022.1

    Publicado em 10/05/2022 às 17:09

    Você gostaria de realizar um grupo de estudos ou de interação no PET-Letras?

    Se sim, aproveite essa oportunidade! E submeta a proposta de um GEPET para acontecer entre junho e agosto de 2022!

    Entre os dias 10 e 17 de maio, o PET-Letras receberá propostas para criação de Grupos de Estudos/Interação. Podem apresentar propostas de criação e coordenação de Grupos de estudos os estudantes dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UFSC ou demais interessados, com vínculo com a universidade, que atendam aos requisitos apresentados no edital.

    Edital PET-Grupos 2021.2: CLIQUE AQUI

    ATENÇÃO: os GEPETs podem ocorrer on-line ou presencialmente na UFSC

    Período de inscrição: do dia 10 de maio ao dia 17 de maio de 2022.

    A relação dos GEPETs selecionados será divulgada a partir das 18h00min. do dia 19 de maio, nesta página.

    Relação de propostas de GEPETs selecionadas: CLIQUE AQUI

     


  • EDITAL PET-LETRAS – SELEÇÃO DE PROFESSOR(A) VOLUNTÁRIO(A) PARA 2022.1

    Publicado em 09/05/2022 às 16:12

    Você gostaria de ter uma experiência com o ensino de línguas?

    Se sim, aproveite essa oportunidade!

    Estão abertas as inscrições do processo seletivo para professores(as) voluntários(as) do PET-Idiomas Presencial e On-line para o primeiro semestre letivo de 2022 (junho a agosto). Podem se inscrever estudantes dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UFSC ou demais interessados que atendam aos requisitos apresentados no edital.

    Edital PET-Idiomas 2021.2: CLIQUE AQUI

    ATENÇÃO: as entrevistas ocorrerão na sala do PET-Letras, presencialmente, no UFSC

    Período de inscrição: das 18h00min. do dia 09 de maio às 12h00min do dia 13 de maio de 2022.

    As inscrições homologadas serão divulgadas no dia 13 de maio a partir das 18h00min. (1ª etapa)

    INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS (1ª ETAPA) – CLIQUE AQUI.

    As entrevistas presenciais ocorrerão na segunda-feira dia 16 de maio (matutino, vespertino e noturno).  (2ª etapa)

    RESULTADO FINAL (e 2ª ETAPA) – CLIQUE AQUI.

    Conheça a experiência de alguns ex-professores do PET-Idiomas, assista ao vídeo PET Idiomas – Relatos de experiências (legenda disponível).

     


  • Um diálogo com a Morte: “A menina que roubava livros”

    Publicado em 02/05/2022 às 17:42

    Daniely Karolaine de Lavega,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Português

    Se você está em busca de um livro que o devaste como a perda de um ente querido, A menina que roubava livros, escrito pelo australiano Markus Zusak, com sua primeira publicação no Brasil pelas mãos da Intrínseca, em 2007, é a alternativa perfeita para você. Apesar de sua adaptação cinematográfica, dirigida por Brian Percival e lançada em 2014 nos cinemas brasileiros, ser brilhante, ela não é capaz de transmitir com precisão a complexidade da narradora desenvolvida por Zusak.

    A menina que roubava livros é um romance narrado pela Morte.

    Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo. (ZUSAK, 2010, p. 9, grifo do autor).

    Liesel Meminger, a pequena ladra de livros que protagoniza essa história, é filha biológica de uma comunista perseguida pelo nazismo. Devido às circunstâncias, a mulher envia Liesel e o irmão mais novo desta para um subúrbio alemão, onde um casal extremamente pobre deseja adotá-los por dinheiro. Porém, o menino falece no decorrer da viagem de trem e é enterrado por um homem que deixa cair um livro no solo coberto de neve. O manual do coveiro é o primeiro livro surrupiado pela menina. Tendo a Segunda Guerra Mundial como cenário e um judeu escondido no porão de sua nova casa, Liesel é ensinada a ler por seu pai adotivo e encontra, na literatura, uma maneira de sobreviver à violência da Alemanha Nazista — que gera trabalho em dobro a Morte.

    Liesel escapa da Morte três vezes. Entre os anos de 1939 e 1943, a Morte acompanha os passos de Liesel e narra, com assombro e uma pitada de humor ácido, os acontecimentos em torno da ladra de livros. A narradora demonstra nutrir uma afeição inusitada pela menina, descrevendo-a como uma especialista em ser deixada para trás. As reflexões que a Morte realiza acerca das ações humanas nos leva a pensar profundamente sobre nossa existência e o quão cruel o homem é capaz de ser. É impossível ler a história fictícia de Liesel Meminger e não relembrar a trágica história vivida por Anne Frank.

    O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo, na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer. (ZUSAK, 2010, p. 426).


    Fonte: Amazon.*

    A menina que roubava livros, com suas 480 páginas, é um livro que nos afeta como um desastre. Como uma obra premiada e classificada como favorita em muitas estantes, a história de Liesel e sua louvável narradora não nos permite dormir antes de alcançar a última página. Além das interessantes reflexões que o livro propõe, ele mostra o papel de refúgio e transformação que a leitura pode exercer em nossas vidas. Depois de finalizar a leitura de A menina que roubava livros, como nossa ilustre narradora declara certo dia, posso-lhes afirmar: “Os seres humanos me assombram” (ZUSAK, 2010, p. 478).

    Referência:

    ZUSAK, Markus. A menina que roubava livros. 2. ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2010. 480 p. Tradução de Vera Ribeiro.

    *Descrição da imagem: A capa do livro é predominantemente branca, representando um solo coberto de neve. Na parte inferior, há um asfalto estreito por onde a silhueta de uma pessoa de vestimenta longa caminha segurando um guarda-chuva vermelho. Um pouco acima, lê-se o título do livro em duas cores: “a menina que roubava…”, em preto, e “…livros”, em vermelho. Um pouco acima do título, lê-se o nome do autor na cor preta. Ao lado esquerdo do título e do nome do autor, há uma árvore seca. No canto superior direito, encontra-se o logotipo da editora, que consiste em uma letra I minúscula em preto (tendo seu ponto em vermelho) com o nome da editora escrito verticalmente em branco em seu interior.


  • O retorno ao presencial: uma expectativa realizada

    Publicado em 27/04/2022 às 16:11

    Débora Klug,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Português

    Parte deste texto foi desenvolvida em um carro em movimento. Em uma viagem de 850 quilômetros pela frente, e um destino muito esperado: Florianópolis. O momento chegou, com dois anos de atraso, mas chegou, estamos finalmente retornando às atividades presenciais. Muita coisa aconteceu nesses anos, e trazemos as cicatrizes provindas das crises que vivenciamos. Foram dois anos que, para mim, pareceram cinco; mas ao mesmo tempo tenho a impressão de que foi um período em suspenso, aéreo, inacessível e inconcluso. O que fazer com as coisas que eu vi, ouvi e vivi na pandemia, mas que parecem tão distantes? E o que fazer com o que estamos vivendo agora — o retorno ao presencial —, mas que também parece tão distante?

    Alguns acreditam que a pandemia causou uma individualização maior de nós mesmos, o “eu” foi forçado a se separar de “outros”, e deixou essa marca de distanciamento, que foi, obrigatoriamente, físico, mas também psíquico. E, agora, o iminente parece distante.

    Fonte: Imagem da Internet*

    Eu — assim como muitos outros estudantes — ingressei na universidade na modalidade remota. Nunca havia vivido a dinâmica presencial, não tinha ideia de como ela funciona. Era difícil imaginar a presencialidade sem ser tomada por ansiedades e expectativas. Por outro lado, algo que a pandemia nos obrigou foi a lidar com expectativas frustradas. Uma vida toda sonhando com o ingresso na universidade, precedido da tensão do pré-vestibular, com as promessas de compensação repousando nos momentos do primeiro encontro com os colegas, das comemorações da calourada, da participação ativa nas dinâmicas acadêmicas. Entretanto, a realidade foi uma tela, foi virtual. Adaptações foram necessárias, e, apesar disso, ainda havia uma empolgação com o início da vida universitária. Contudo, a modalidade remota logo saturou e levou à exaustão. O tempo em excesso nas telas foi desgastante, cansou os olhos e cansou a mente. A capacidade de concentração foi se fragmentando, e realizar obrigações simples passou a ser um desafio torturante.

    Por diversas vezes eu pensei em desistir dos estudos. Conversando com os professores nas aulas, percebi a preocupação deles quanto ao aumento da evasão nas disciplinas. Vivemos momentos difíceis. O que me motivou a continuar foi a expectativa do retorno ao presencial. E cá estamos nós. É empolgante e energizante, ao mesmo tempo em que há uma sensação de estranhamento. Ter contato com o espaço físico da universidade é muito diferente, em comparação com a prisão dos escritórios, quartos, salas etc. em que fomos obrigados a permanecer trabalhando nesses últimos dois anos. Para mim é revigorante o ato de caminhar nos corredores espaçados, ou entre as calçadas envoltas de grama e árvores. Trocar de sala e transitar geograficamente entre espaços, e não virtualmente; através de passos e não de cliques.

    Conhecer, finalmente, as pessoas que estiveram comigo nesses momentos remotos, vê-las fisicamente, corporalmente, é algo que parecia ser inimaginável. Mas agora é real, realmente real, e não virtual. É emocionante.

    Por fim, desejo a todos, todas e todes um ótimo retorno, nunca esquecendo, claro, das medidas de proteção!

    *Descrição da imagem: Uma foto da entrada principal do campus da UFSC em Florianópolis, no bairro Trindade. A rua centralizada na imagem possui uma fila de carros estacionados à esquerda. Na direita é possível ver algumas pessoas transitando na calçada. Em volta há grama e árvores, e no último plano da imagem é possível ver parte de um morro. No foco principal da foto há duas colunas, uma do lado direito e outra do lado esquerdo da rua, que sustentam uma placa grande e retangular azul, onde se lê em letras brancas “Bem-vindo à Universidade Federal de Santa Catarina”.


  • Seleção de Bolsistas e Voluntários – PET-Letras 2022.1

    Publicado em 15/04/2022 às 15:19

    O PET-Letras torna público o processo seletivo para preenchimento de 03 (três) vagas para bolsista e até 06 (seis) vagas para voluntários(as) no Programa de Educação Tutorial. Podem se inscrever estudantes dos Cursos de Graduação em Letras da UFSC que tenham disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais e que atendam aos requisitos apresentados no edital: Edital 01-PET-Letras-2022.1 (clique aqui).

    Período de inscrição: 12h00min do dia 18 de abril de 2022 às 12h00min do dia 22 de abril de 2022

    Divulgação das inscrições homologadas: 25 de abril de 2022, após as 18h00min. nesta página.

    INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS, CLIQUE AQUI!

    Primeira etapa: 26 de abril de 2022 – sem a presença do(a) candidato(a)

    Resultado da primeira etapa: 26 de abril de 2022, após às 18h00min. (divulgação do horário da segunda etapa que ocorrerá presencialmente na sala do PET-Letras).

    RESULTADO DA PRIMEIRA ETAPA, CLIQUE AQUI!

    Segunda Etapa: 27 de abril de 2022, quarta-feira (12h00min.)

    Banca da entrevista: Prof. Carlos Rodrigues, Profa. Silvana Aguiar dos Santos, Camila Vicentini (petiana) e Vítor Pluceno (petiano).
    Intérpretes de Libras-Português: Mariane Pordeus (estagiária de Acessibilidade) e Vitória Amâncio (estagiária de Acessibilidade).

    Resultado Segunda Etapa e Final: 28 de abril de 2022, após às 18h00min.

    RESULTADO DA SEGUNDA ETAPA, CLIQUE AQUI!

    RESULTADO FINAL, CLIQUE AQUI!

    Antes de se inscrever, leia atentamente o Edital.

    Conheça mais o PET-Letras, assista ao vídeo (legendas disponíveis).


  • Como é que chama o nome disso?

    Publicado em 11/04/2022 às 20:16

    Sofia Quarezemin,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Português

     

    Uma hora de fila de espera ao lado de uma estante de livros para adoção. Demorei muito para prestar atenção porque olhando rapidamente só enxergava livros didáticos, mas o tédio era tamanho que considerei me divertir explorando cada título daqueles. Que linda história, a do meu encontro com “Como é que chama o nome disso?” (ANTUNES, 2006). Me chamou atenção primeiro pelas cores; em seguida, pelo título; mais tarde, pelas páginas. O autor, Arnaldo Antunes, é um dos nomes da MPB (Música Popular Brasileira) na atualidade e também desenvolve trabalhos nas artes visuais e nas letras. Essa obra não é sua primeira experiência com poemas visuais, mas é uma vivência ensurdecedora e imagética, que pede para ser lida e degustada aos poucos, ao mesmo tempo em que nos convida a devorá-la. Para conhecer mais da sua produção, o documentário “Arnaldo, Sessenta” passeia pelas várias modalidades artísticas exploradas por Arnaldo Antunes e está disponível na plataforma de streaming Globoplay.

    Fonte: plataformamedia.com *

    Essa obra, que é um compilado de poemas, músicas, ensaios e experimentações, não poderia ser melhor intitulada: “Como é que chama o nome disso?”; já que este é o pensamento que se faz presente em toda a leitura. Tem muito de poesia concreta, muito de arte plástica, muito de prosa, muito de aventura, claramente não se encaixa em gênero textual algum e não se pode separar sua intertextualidade, então como chamar?

    A questão que o autor levanta, assim nomeando o livro, nos leva a reflexões efervescentes, porque seus escritos, altamente empíricos, provocam o desejo de compreender algo que, muitas vezes, não está para ser compreendido. É preciso habituar-se com o “não entendi” e seguir as linhas quebradas, deixando para trás essa busca incansável pelo sentido. Muitas coisas na obra de Arnaldo são ilógicas. Muitas coisas são tão lógicas que me pergunto: por que não pensei nisso antes? E me perguntando isso, me pergunto como uma pessoa chegou a essa conclusão tão lógica. Com isso tudo, só fica a pergunta: como é que chama o nome disso?

    Fonte: amazon.com**

    O livro é dividido em algumas seções. A primeira parte é a antologia poética, com diversas produções poéticas já publicadas e uma inédita (Nada de DNA); nesse conjunto, temos também ensaios e letras de músicas. Em seguida, quarenta páginas de uma entrevista esclarecedora e desconcertante concedida pelo autor a Arthur Nestrovski, Francisco Bosco e José Miguel Wisnik. Por último, ficamos com a bibliografia e a discografia do multi-artista.

    Fonte: acervo pessoal***

    Ao fim dessa leitura, o que fica é um convite e um incômodo. Passa a ser incômodo escrever em linha reta, da esquerda para a direita, Arial 12, espaçamento 1,5. É um enorme incômodo as folhas serem brancas, as palavras pretas, a linguagem formal, a norma padrão. Por isso reforço o convite, para que possamos brincar com as letras e falar do óbvio mais vezes.

    Referências:

    ANTUNES, A. Como é que chama o nome disso?. São Paulo: PubliFolha, 2006.

    Plataforma Media. Arnaldo Antunes celebra 60 anos com documentário especial no Globoplay. 2020. Disponível em: <www.plataformamedia.com/2020/11/06/arnaldo-antunes-celebra-60-anos-com-documentario-especial-no-globoplay/>. Acesso em: 31 mar. 2022.

    *Descrição Imagem 1: Foto em preto e branco em que aparece somente o topo da cabeça de Arnaldo Antunes. Trata-se de um homem branco, com marcas de expressões faciais, sobrancelhas grossas, cabelos curtos grisalhos e olhos claros um pouco caídos em que se reflete a pessoa que o está fotografando.

    **Descrição Imagem 2: Imagem da capa do livro. No topo, em letras brancas e de forma, está escrito “arnaldo antunes”. Logo abaixo, alinhada a esquerda, “Como é que chama o nome disso”, com o mesmo tipo de letra. Abaixo, o selo da editora PubliFolha. O fundo é de cor bege, sobre o qual estão várias letras em vermelho, laranja, marrom, que são como repetições do título. Essa sobreposição de letras cria uma confusão visual.

    ***Descrição Imagem 3: foto em preto e branco em que aparece a página de um livro. Em letras grandes, ocupando a página inteira, lê-se “Todas as coisas do mundo não cabem numa ideia. Mas tudo cabe numa palavra, nesta palavra tudo.