Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • Homologação das inscrições – Edital 10/2022 | Seleção de voluntárixs

    Publicado em 23/09/2022 às 08:07

    O PET homologa as inscrições para o edital 10/2022, quais sejam:

     

    Fabiana Ferreira da Silva

    Jéssica Alves Padilha 

    João Rio 

     

    A próxima etapa é de avaliação dos documentos e seu resultado será divulgado até o dia 26 de setembro.

     

     


  • O amor, o nunca e a arquibancada

    Publicado em 19/09/2022 às 08:26

     Por Angelo Perusso

    PET-Letras

    Letras Português

     

    Todos nós já usamos a palavra “nunca” em tom de banalidade. Quem nunca (olha ela aí de novo) disse que nunca mais beberia depois de um porre, e duas sextas-feiras depois estava com a garrafa de bebida nas mãos novamente? Ou então disse que nunca mais voltaria com o ex, ou que não mais ficaria com alguém, e cedeu às tentações meses ou até dias depois de dizer “nunca mais”? Fazemos isso porque não sabemos o significado real dessa palavra, e só há uma coisa no mundo que pode nos ensinar: a morte. Todo “nunca” dito é vazio, um mero modo de dizer; mas quando alguém que amamos se vai, esse é um “nunca” definitivo. O abraço, o beijo, a piada fora de hora, o bilhete carinhoso, o cuidado, nunca mais. A morte é como o passado, onde cada momento vivido se torna um eterno “nunca”. Você pode beber novamente aquela Coca-Cola gelada que salvou seu ânimo numa tarde quente, mas nunca mais vai sentir a mesma sensação daquela vez, não do mesmo jeito. Assim como você pode recriar o seu primeiro beijo trinta anos depois a fim de reviver a paixão, mas, por mais incrível que seja, o primeiro beijo, nunca mais. A vida mora no instante que precede o “nunca”.

    Porém o amor tem o dom de lembrar. Nossa memória, por mais frágil e abstrata que seja, é o melhor meio de manter vivos aqueles que se foram, de reviver na mente o “nunca”. O casal Mumtaz Amca e Ihsan Teyze são a prova disso. Esse casal de velhinhos era o casal mais apaixonado pelo futebol e pelo Fenerbahçe  que já viveu. Os pombinhos nunca perderam um jogo em casa do clube do coração. De mãos dadas, fizesse chuva ou sol, frio ou calor, tio Mumtaz e tia Ihsan estariam nas arquibancadas, nas poltronas 32 e 33,  recebendo doses semanais de vida através do amor que partilhavam um pelo outro e pelo jogo de bola. O mundo todo se apaixonou pela linda história de amor dos dois, e um dia, a foto que flagrou tantos sorrisos e abraços, flagrou tia Ihsan sozinha na arquibancada, com a poltrona vazia ao seu lado. Mumtaz havia se tornado “nunca”. Mas tia Ihsan, sábia que era, foi ao estádio em todos os jogos como sempre fez, na poltrona que sempre sentou, como uma forma de mostrar ao amor de sua vida que ela não deixaria de preservar o amor por ele. A cada gol do Fenerbahce, Mumtaz e Ihsan viveram mais um pouco.

    Descrição da Imagem: A foto, na parte de cima, retrata Ihsan e Mumtaz, um casal de idosos. Mumtaz, à direita, é um senhor de mais ou menos oitenta anos, com o rosto cheio de rugas e sorridente, vestido com uma boina preta e a camiseta do Fenerbahce, que tem listras verticais azuis e amarelas; do seu lado direito está Ihsan, senhora de cabelos curtos e loiros e rosto sorridente e enrugado, da mesma faixa de idade, vestindo a camiseta igual a de Mumtaz. Na parte de baixo da imagem está a arquibancada azul do estádio do clube, em que, na poltrona 32 e 33, está um pôster com a foto descrita na parte de cima.

    Em 2020, tia Ihsan foi encontrar seu amor no “nunca”, e de onde quer que isso fique, os dois comemorarão milhões de gols do Fenerbahçe. Quando Ihsan deixou a segunda poltrona vazia, foi a vez do clube, que recebeu seu amor por tanto tempo, retribuir o carinho. O Fenerbahçe retirou as poltronas 32 e 33 das arquibancadas e colocou um banner com a imagem dos dois, de mãos dadas, sorrindo na arquibancada turca, com os dizeres: “Nunca esqueceremos vocês. Ihsan e Mumtaz são a lembrança, para todo fã de futebol, que a arquibancada é o lugar do amor e da vida”.


  • Seleção de professorxs | PET Idiomas | Homologação das Inscrições

    Publicado em 19/09/2022 às 08:12

     

    O PET-Letras torna públicos a homologação das inscrições e os horários da segunda etapa que será realizada no dia 20 de setembro de 2022 na sala do PET-Letras (sala 221, bloco A, CCE).

     

    Atualização: Onde se lê “Francês: 16h”, leia-se “Francês: 14h”. Confira a homologação – CLIQUE AQUI


  • Oficina | Projetos Didáticos com Produtos Audiovisuais

    Publicado em 14/09/2022 às 08:57

     

    O PET vai ofertar, entre 20 e 22 de setembro, a oficina Projetos Didáticos com Produtos Audiovisuais. A oficina é gratuita e será ministrada pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Martins de Souza (Laboratório de Análise e Criação Multimídia) – FLET/UFAm. A ementa, data, link de inscrições e outras informações estão abaixo:

    Ementa: Elementos essenciais na criação de projeto didático; as principais etapas da abordagem discursiva de análise fílmica; elementos básicos da construção de roteiros de documentários e ficções em curta-metragem; os elementos básicos de linguagem cinematográfica; noções de direção, de produção, de direção de arte, de direção de fotografia, de sonorização, de edição, e de atuação e interpretação para audiovisual; evento, produto final: exibição e divulgação.

    Data: 20, 21 e 22 de setembro de 2022
    Horário: 18h até 22h
    Local: Sala Drummond, Centro de Comunicação e Expressão (CCE), UFSC
    Atividade gratuita e com certificação de 15h.

    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/projetosaudiovisuais


  • Seleção de voluntárixs para o PET

    Publicado em 12/09/2022 às 10:48

     

    O PET-Letras torna público o processo seletivo para preenchimento de até 03 (três) vagas para estudantes não bolsistas — voluntários(as) — do Programa de Educação Tutorial. Podem se inscrever estudantes dos Cursos de Graduação em Letras da UFSC que tenham disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais e que atendam aos requisitos apresentados no edital.

     

    Edital_10-PET-Letras-2022.2-Selecao_voluntariado

    • Seleção voluntariado | Resultado da Primeira Etapa

      O PET homologa o resultado da primeira etapa do edital 10/2022.

      Foram classificados:

      Jéssica Alves Padilha 

      João Rio 

       

      Não foi classificada:

      Fabiana Ferreira da Silva

       

      A próxima etapa é  a entrevista, que acontecerá na sala do PET. Os horários são os seguintes:

      Jéssica Alves Padilha – 13h30min

      João Rio – 13h50min

       

      • Resultado | Seleção voluntariado | Final

         

        Não houve aprovados. 


  • ‘Coralice’: as intersecções entre ‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘Coraline e o Mundo Secreto’

    Publicado em 12/09/2022 às 08:52

     Por Hanna Boassi

    Bolsista PET-Letras

    Letras Português

     

    É provável que vocês conheçam a história de Alice, a menina que, perseguindo um coelho branco, caiu em sua toca e acabou parando em um mundo mágico chamado de “País das Maravilhas”. Mas e a história de Coraline, vocês conhecem?

     

    No filme Coraline e o Mundo Secreto (2009), em um dia chuvoso que não pôde sair de casa, o pai de Coraline sugere a ela que conte o número de portas e janelas do novo apartamento em que estão vivendo. Durante essa atividade, Coraline encontra uma porta, pequena e murada, que é aberta por uma chave com formato de botão. Durante a noite, a garota vê camundongos indo em direção a pequena porta e os acompanha; chegando lá, se depara com um portal que a leva para outra dimensão, muito parecida com a dela, mas à primeira vista melhorada, onde tudo é perfeito e seus pais a dão toda atenção que ela necessita, porém, nessa dimensão, todos que ela conhece são iguais, com a diferença que possuem olhos de botões. Mesmo que Coraline dormisse naquela dimensão, ela acordava em sua vida monótona de sempre, o que a fazia ficar mais tentada a ir toda noite para sua realidade desejada. Entretanto, após algumas noites, as coisas fogem do controle de Coraline e ela começa a perceber que seu mundo perfeito não é tão perfeito assim.

     

    Descrição da imagem: na imagem se observa a personagem Coraline Jones, que veste um pijama laranja, tem cabelos azuis e está ajoelhada abrindo uma pequena porta escondida atrás do papel de parede de uma sala em sua casa; é noite, o cômodo está escuro e há um feixe de luz sobre a menina. Ao fundo da sala, há uma lareira apagada; logo acima da lareira um quadro de um menino segurando um sorvete e nas laterais do quadro se vê duas janelas fechadas.

     

    Coraline e o Mundo Secreto, dirigido por Henry Selick, é uma adaptação cinematográfica do livro de Neil Gaiman, Coraline. A animação, produzida em 2009 pela produtora Laika, teve indicações aos prêmios Oscar e Golden Globe, no ano de 2010, na categoria “Melhor Filme de Animação”. O filme narra as aventuras da personagem-título que se muda com seus pais para o condomínio Palácio Cor-de-Rosa. Os pais de Coraline trabalham compulsivamente e a menina, por se sentir abandonada, faz uma quase amizade com o neto de sua senhoria, Wybie – ela não aprecia a amizade, mas o menino é sua única companhia. Conhece seus estranhos vizinhos, Sr. Bobinski, o treinador de camundongos, as atrizes aposentadas, Spink e Forcible, e um misterioso gato preto que fica pelas redondezas do Palácio.

    Descrição da imagem: A imagem representa o poster do filme Coraline, ao centro se vê a personagem caminhando, vestida com uma capa de chuva amarela e galochas também amarelas, segurando um graveto e acompanhada de um gato preto. Sobre eles há uma árvore, cujo os galhos formam a figura de uma mão monstruosa, e ao fundo uma lua representada na forma de um botão. Na parte superior, a frase “The braver you are, the more you’ll see.” e na parte inferior, o nome do filme Coraline.

     

     

    Descrita Coraline, volto à Alice – que citei no início do texto – para comparar as animações Coraline e o Mundo Secreto, dos estúdios Laika, e Alice no País das Maravilhas (1951), dos estúdios Disney. Coraline, assim como Alice, busca por aventuras novas que a tire da monotonia do dia a dia, e assim acaba encontrando novos mundos que parecem sonhos realizados, mas que, no final, não são perfeitos.

    Ainda com a perspectiva da história de Alice, na animação Alice no País das Maravilhas (baseada no livro de Lewis Carroll, Alice’s Adventures in Wonderland & Through The Looking Glass and What Alice Found There), a menina, enquanto estudava com sua mãe e cansada da sua rotina, se distrai com um coelho branco vestindo luvas de pelica e um relógio de bolso na mão que se queixa de estar atrasado. Movida pela curiosidade, Alice segue o coelho e acaba caindo em sua toca e aterriza no País das Maravilhas, lugar em que vive muitas aventuras e conhece personagens “ilustres”, tal como o Chapeleiro Maluco e o Gato de Cheshire.

     

    Descrição da imagem: à esquerda é possível ver o nome do filme “Alice no País das Maravilhas” com uma fonte dourada e logo acima o nome “Disney” em fonte branca. Na direita se vê a personagem Alice, que tem cabelos loiros e veste um vestido azul, sobreposto com um avental branco, meias brancas, sapatos pretos e um laço azul escuro na cabeça. Na sua frente se vê o coelho branco vestido com uma roupa formal, gravata borboleta e óculos redondos, ele segura em sua mão esquerda um guarda-chuva fechado e em sua mão direita um relógio de bolso o qual encara. Sobre eles se observa um galho de árvore com o Gato de Cheshire sobre ele, o gato é rosa com listras roxas, tem olhos amarelos e um sorriso no formato de meia lua. Atrás deles pode se ver a Rainha de Copas, vestida de vermelho e segurando um flamingo rosa.

     

     

    Uma figura semelhante nas duas histórias são os portais para uma outra dimensão: em Alice no País das Maravilhas, o portal se revela na toca de coelho e por uma pequena porta dentro da toca que se abre com uma chave escondida; já em Coraline e o Mundo Secreto, em um poço muito fundo no quintal do Palácio Cor-de-Rosa e pela pequena porta que a menina encontra explorando seu apartamento novo.

    Outra figura presente nas duas obras é a do gato. Em Alice, ele aparece como o Gato de Cheshire, e em Coraline, ele aparece como um gato preto que a acompanha pela sua aventura entre os dois mundos.

    Descrição da imagem: Na imagem temos o Gato de Cheshire, ele é rosa com listras roxas, tem olhos amarelos e um sorriso no formato de meia lua.

     

    Descrição da imagem: Na imagem se vê um gato preto, com olhos azuis e orelhas pontudas

     

    Na adaptação cinematográfica de Coraline, o elemento que aguça a curiosidade da menina são os camundongos que a levam até a porta-portal, se assemelhando mais ainda à obra de Carroll: “[…] o elemento usado por Gaiman (no livro) é a figura estranha que aguçará a curiosidade da menina. Neste caso, é a sombra que faz com que Coraline vá até a sala e veja a porta aberta, mesmo tendo certeza de que sua mãe a fechara. É devido a essa sombra que Coraline abre a porta no dia seguinte e, em vez de uma parede de tijolos, encontra um túnel, que a leva ao outro lado. Gaiman substituiu o coelho branco de Lewis Carroll pela sombra da “outra mãe” de Coraline” (CASTILHO, 2011).

    Mas o que mais se aproxima nas duas obras é, de fato, a representação das duas personagens pela inocência da criança e o desejo por uma vida mais alegre e divertida. Na história de Alice, ela vai parar em um mundo desregrado, onde seus habitantes não medem suas ações e vivem quase como querem. Inclusive, a governante do País das Maravilhas, a famosa Rainha de Copas, que em qualquer desagrado pune os habitantes “cortando-lhes as cabeças!”. Enquanto em Coraline, a personagem vai parar em um mundo ( o “Outro Mundo”) em que precisa medir cada atitude e resolver situações pré-planejadas por sua criadora, a Outra Mãe, como se fosse um jogo e ela precisasse estar sempre um passo à frente para que ela possa ganhar e voltar para sua casa verdadeira.

    As duas obras, por fim, têm efeitos semelhantes: as duas meninas desejam por aventuras e felicidade constantes, mas acabam percebendo que nada é como parece e, no final, ambas desejam voltar para suas vidas e aprendem a aproveitar o que já possuem.

     

    REFERÊNCIA

    CASTILHO, Natália de Melo. Intertextualidade entre Coraline e Alice’s Adventures in Wonderland & Through The Looking Glass and What Alice Found There. 2011. 29 f. Monografia (Especialização) – Curso de Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2011.

     


  • PET Idiomas | Edital para professor(a) voluntário(a)

    Publicado em 09/09/2022 às 11:48

    O PET-Letras torna público o processo seletivo para professores(as) voluntários(as) do PET- Idiomas Presencial e On-line para o segundo semestre letivo de 2022. Podem se inscrever estudantes dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UFSC ou demais interessados que atendam aos requisitos apresentados neste edital.

    O período de inscrição será das 18h do dia 12 de setembro às 12h do dia 16 de setembro de 2022.

    Todas as informações podem ser conferidas no edital – EDITAL atualizado PROFESSORES IDIOMAS 2022.2.docx

    INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS (1ª ETAPA) – CLIQUE AQUI


  • O romance de formação no contexto de obras escritas por mulheres

    Publicado em 03/09/2022 às 09:01

    Por Emmanuele Amaral Santos

    PET-LETRAS

    Letras Português

    Em um vídeo elaborado pela TV Brasil no quadro “trilha de letras”, a escritora Carola Saavedra comenta que o “romance de formação” permite compreender um pouco mais sobre quais são as definições culturais que transformam uma criança em adulto. Dentre essas definições, podemos pensar em ritos de passagem como a menarca, mudanças na escolha das vestimentas, usos da linguagem, faixa etária e diversas responsabilidades que envolvem não só as escolhas do ser “em formação”, mas também o que é socialmente esperado dele.

    Historicamente, a tradição canônica traz obras escritas e protagonizadas por homens brancos como exemplos de romance de formação por excelência, tais como David Copperfield, de Charles Dickens, e O apanhador no campo de centeio de J.D. Salinger.  Em contrapartida, as vivências femininas, que ainda são pouquíssimo representadas nos contextos de “romances de formação”, podem ser percebidas em diversas obras quando assumimos a ideia de que livros podem ser lidos e interpretados como “romances de formação” – escolha de narrar as vivências de um personagem no decorrer do seu processo de amadurecimento – tal como argumenta Saavedra. Deste modo, obras como Jane Eyre e A redoma de vidro também podem ser analisadas como exemplos dessa perspectiva.

    Um maior número de escritos que se enquadrem como “romances de formação” permite são só investigar as diferenças e as semelhanças entre definições histórico-culturais para homens e mulheres em diferentes décadas, mas também como esses paradigmas ainda interferem em nossas concepções contemporâneas de “torna-se” adulto. Além disso, quando somamos essa escolha narrativa a aspectos autobiográficos, certas obras como Eu sei porque o pássaro canta na gaiola, de Maya Angelou, e os diários publicados de Maria Julieta de Andrade, Helena Morley e Anne Frank, podem ser incluídos como um importante material para entender mais intimamente sobre aspectos formadores característicos de cada época e suas dualidades.

    Em Metáforas de vida e de escrita, apresentado na edição 203 da revista Cult, por exemplo, Miriam Adelman cita as percepções distintas da casa/ambiente doméstico como local restritivo para mulheres brancas e da perspectiva de um lar como sinônimo de uma liberdade e de uma segurança que era negada às mulheres negras. As nuances dessa dualidade perpassam violências estruturais e reflexões íntimas na obra de Maya Angelou, que relata a importância da comunidade afro-americana em um contexto de forte segregação racial, no qual a sua casa (segurança) virou seu bairro.

    Assim, tanto Miriam Adelman quanto Carola Saavedra reafirmam a importância de perceber as dualidades de conceitos, percepções e objetivos da escrita de mulheres, identificando como essas obras expressam diversas vivências mais ficcionadas ou menos ficcionadas do que são as trajetórias de se compreender como mulher em diferentes recortes sociais, raciais e históricos.

    Eu Sei Por Que O Pássaro Canta Na Gaiola - 9788582467756 - Livros na Amazon Brasil

    Descrição da imagem: Na imagem apresenta-se um livro apoiado em uma parede de fundo branco. A capa do livro é composta pelas feições de uma jovem mulher na horizontal, desenhadas a partir de traços beges em um fundo escuro no qual destacam-se os olhos e os lábios. Na bochecha inferior é possível identificar “Maya Angelou” em laranja ao lado de “eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, escrito em bege.

    REFERÊNCIAS

    ADELMAN, Miriam. Metáforas de vida e de escrita. Revista Cult, 7 jul. 2015. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/metaforas-de-vida-e-de-escrita/. Acesso em: 02 set. 2022.

    ROMANCE de formação. Direção de Emília Ferraz. São Paulo: Tv Brasil, 2019. YouTube (26 min.), son., color. Série Trilha de letras. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/trilha-de-letras/2019/08/romance-de-formacao. Acesso em: 02 set. 2022.


  • Pessoas surdas influenciadoras da comunidade LGBTQIA+

    Publicado em 01/09/2022 às 17:05

    Gustavo da Silva Flores,
    Estagiário de Acessibilidade
    Letras-Libras

    Talvez você ainda não saiba, mas junho é conhecido como o “Mês do Orgulho”, um momento especial para dar ainda mais visibilidade à luta da comunidade LGBTQIA + por igualdade e respeito. Mas por que Junho? Essa história começa na madrugada do dia 28 de junho de 1969. Neste dia, aconteceu a chamada “Revolta de Stonewall”, em Nova York, quando um grupo de pessoas decidiu enfrentar os policiais que costumavam entrar em bares LGBT para prender o público que ali frequentava, mesmo que não estivessem violando a lei.

    Episódios como este nunca mais deveriam se repetir, mas infelizmente ainda vemos casos parecidos nas notícias. Desconstruir qualquer resquício de preconceito na nossa sociedade é uma pauta urgente! Se o nosso objetivo é um futuro mais justo e livre de desigualdade, precisamos de representatividade em todos os âmbitos, hoje. Desde o trabalho até o conteúdo que você consome na internet, é necessário garantir a diversidade e aprender com quem realmente entende do assunto.

    O significado da sigla LGBTQIA+ :

     

    L = Lésbicas: São mulheres que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outras mulheres.
    G = Gays: São homens que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outros homens.
    B = Bissexuais: Diz respeito aos homens e mulheres que sentem atração afetivo/sexual pelos gêneros masculino e feminino. Ainda segundo o manifesto, a bissexualidade não tem relação direta com poligamia, promiscuidade, infidelidade ou comportamento sexual inseguro. Esses comportamentos podem ser tidos por quaisquer pessoas, de quaisquer orientações sexuais.
    T = Transgênero: Diferentemente das letras anteriores, o T não se refere a uma orientação sexual, mas a identidades de gênero. Também chamadas de “pessoas trans”, elas podem ser transgênero (homem ou mulher), travesti (identidade feminina) ou pessoa não-binária, que se compreende além da divisão “homem e mulher”.
    Q = Queer: Pessoas com o gênero “Queer” são aquelas que transitam entre as noções de gênero, como é o caso das drag queens. A teoria queer defende que a orientação sexual e identidade de gênero não são resultado da funcionalidade biológica, mas de uma construção social.
    I = Intersexo: A pessoa intersexo está entre o feminino e o masculino. As suas combinações biológicas e desenvolvimento corporal — cromossomos, genitais, hormônios etc. — não se enquadram na norma binária (masculino ou feminino).
    A = Assexual: Assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independente do gênero. Existem diferentes níveis de assexualidade e é comum essas pessoas não verem as relações sexuais humanas como prioridade.
    +: O símbolo de “ mais ” no final da sigla aparece para incluir outras identidades de gênero e orientações sexuais que não se encaixam no padrão cis-heteronormativo, mas que não aparecem em destaque antes do símbolo.

    Fonte: Fundo Brasil

    Assim como vivemos em uma sociedade diversa, existe uma grande diversidade dentro da comunidade surda e pessoas LGBTQIA + também fazem parte dela. Muitas são profissionais de diversas áreas e estão compartilhando seu conhecimento nas redes sociais, em Libras e em português, com propriedade e lugar de fala. Pensando nisso e em celebração a essa data, vamos compartilhar alguns perfis de pessoas surdas influenciadoras e que se identificam como LGBTQIA +, para você seguir, aprender muito e compartilhar com seus amigos e amigas. Vamos expandir essa rede de representatividade, educação, respeito e amor!

    1- Andreia de Oliveira (@falamesmaoideia):

    Para começar, ela compartilha conteúdos muito legais sobre feminismo, comunidade surda e LGBTQIA +, além de vídeos superengraçados com a avózinha dela!

    Fonte: foto de arquivo pessoal.

    2- Kitana Dreams (@kitanadreams):

    É drag queen, YouTuber, influenciadora e maquiadora. Ela produz um conteúdo super educativo e divertido de acompanhar, além de dar ótimas dicas!

    Fonte: Imagem da Internet

    3- Leo Castilho (@leocastilho):

    É slammer, influenciador, ator, performer e produtor. Ele cria conteúdos super relevantes sobre a cultura e comunidade surda de um jeito descontraído e legal de acompanhar.

    Fonte: Imagem da Internet

    4- Léo Viturinno (@leoviturinno):

    É Youtuber, professor universitário, tem seu próprio curso de Libras e ainda compartilha um monte de conteúdo bacana e educativo sobre variados temas.

    Fonte: Imagem da Internet

    5- Stefany Kreds (@stefanykrebs11): 

    Uma super atleta de Futsal e Futebol! Já conquistou muitas medalhas em vários campeonatos diferentes.

    Fonte: Imagem da Internet

    6- Gabriel Isaac (@isflocos):

    É criador de conteúdo digital, ator, influenciador e tradutor. Ele fala tudo sobre o mundo surdo, cultura LGBT, conteúdos leves e divertidos! Garantimos que você vai curtir!

    Fonte: Imagem da Internet

    7- Yanna Porcino (@meussinaisexpressam):

    Por último, mas não menos importante…. Se o que você curte é um bom convite à reflexão, conheça a Yanna, que é poetisa, tradutora e consultora de Libras. Ela produz um conteúdo encantador sobre autoconhecimento, cultura surda e LGBTQIA +, representatividade e muito mais! Tudo isso de uma forma super fluida. Uma artista nota mil!

    Fonte: Imagem da Internet

    Vale ressaltar que a diversidade deve ser celebrada e valorizada todos os meses do ano, não apenas em Junho. Lembre-se sempre que ela está presente em diferentes grupos e isso não seria diferente dentro da comunidade surda

     

    Descrição de imagens:

    Imagem 01: Foto de duas pessoas abraçadas em uma festa, lado esquerdo um homem de camiseta bege segurando um copo e lado direito uma mulher branca de cabelo cacheado castanho escuro e com as pontas azul. Ela está sorrindo e veste uma jaqueta azul e óculos de grau. Ao fundo há pessoas e luzes de festa.

    Imagem 02: Foto de uma drag queen sorridente. Ela tem um cabelo ondulado lilás médio jogado para a direita e à esquerda tem uma flor laranja. A maquiagem é rosa pink e ela usa um vestido laranja com flores. O fundo da foto é levemente rosado.

    Imagem 03: Foto de um homem de cabelos curtos e cacheados, ele está vestindo uma regata cinza e usa uma bandana branca no pescoço. Os braços estão erguidos com as mãos atrás da cabeça e ao fundo dele tem o desenho de um arco-íris e quadros sobrepostos a uma parede cor de rosa.

    Imagem 04: Foto de um homem moreno com cabelo curto cacheado, de barba curta e usando brinco de argola pequeno na orelha esquerda. Ele veste uma camiseta vermelha e ao fundo desfocado uma prateleira com livros e parede com quadros.

    Imagem 05: Foto de uma mulher sorridente, com cabelo todo preso em um rabo de cavalo, ela está com as mãos abertas atrás das orelhas e veste uma camiseta verde do Palmeiras. Ao fundo está a arquibancada do estádio.

    Imagem 06: Foto de um homem sorridente, com o rosto levemente virado para a esquerda, ele usa óculos de grau redondo com armação preta, brinco pequeno, cabelo liso ondulado, barba, casaco branco e atrás dele uma parede amarela.

    Imagem 07: Foto de uma mulher negra com cabelo estilo black. Ela está com as mãos tocando levemente o pescoço. Ao fundo um muro amarelo e na frente dela há um pequeno ramo de flores amarelas.


  • Você já ouviu falar sobre o paradoxo dos gêmeos?

    Publicado em 26/08/2022 às 18:04

    Andres Garces,
    Bolsista PET Letras
    Letras Libras

    Uma das questões mais interessantes — que entendi há alguns meses— é que o tempo não é linear, ou seja, ela pode variar para cada objeto no espaço. E, dependendo da velocidade do objeto ou da pessoa, o tempo pode ir mais lento ou mais rápido. 

    Isto me deixou pirado… e me fez refletir sobre essa questão e suas possíveis implicações! Por isso, decidi compartilhar algumas ideias relacionadas a esse paradoxo dos gêmeos que envolve noções de relatividade, tempo, espaço, velocidade etc.

    Pode-se dizer que tudo começou com a equação feita pelo famoso físico alemão Albert Einstein, a relatividade especial. De maneira bem simplificada, ela fala que a velocidade depende da percepção de cada pessoa. Pense se você não vivenciou a seguinte experiência:  você está sentado na janela do ônibus — ou de outro veículo — com outro paralelamente alinhado e, de repente, sente que esse outro ônibus começa a se mover, mas, em seguida, você se dá conta de que era o seu ônibus que estava se movendo e que o outro estava parado? Pois é, algo normal. Duas pessoas que estão com uma velocidade constante podem dizer que não estão se movendo, mas é tudo ao seu redor o que está se movendo. É por essa mesma razão que quando você se deita na cama antes de ir dormir, sente que está quieto(a) e não que está viajando a 1.666 km/h que é a velocidade de rotação da terra.

    Contudo, sempre existe um “porém”. E a única velocidade absoluta no vácuo ante qualquer pessoa ou objeto, independente do seu movimento, é a velocidade da luz. Mesmo se estivermos viajando a 460 km/h em um trem na China e emitirmos uma luz estando nele, o lógico seria que a velocidade dessa luz se acrescentasse a velocidade do trem, certo? Mas com a luz não funciona assim, se nós medirmos a velocidade da luz nesse momento — VT (velocidade do trem) e C (velocidade da luz)— o resultado vai ser sempre o mesmo: VT + C = C. Isto traz consequências muito doidas, do meu ponto de vista, pois significa que o tempo não é um relógio que faz tick-tock para todos no universo, já que o tempo varia dependendo da velocidade da pessoa ou objeto. Então, a velocidade cria algo que se chama: dilatação temporária, quer dizer, quanto mais rápido viajar uma pessoa, mais lento vai passar o tempo para ela. 

    Fonte: Imagem extraída de vídeo do YouTube**

    Após essas reflexões, agora chegaremos  neste paradoxo criado a partir das descobertas anteriores.

    Marcos e Polo são gêmeos, por motivos desconhecidos, Marcos decidiu fazer uma viagem para o espaço deixando o seu irmão Polo na terra. Marcos com ajuda de alguns engenheiros construiu uma nave que consegue chegar até 90% da velocidade da luz, e nela fez um trajeto de ida e volta. No momento de a nave do Marcos pousar de volta na terra, perguntamos para o Polo quanto tempo ele ficou afastado do seu irmão e ele responde que a viagem do Marcos foi de 5 anos, mas o Marcos no seu relógio e calendário, fala que foram alguns meses menos que isso. 

    Concluindo, o Marcos volta sendo mais jovem do que seu irmão gêmeo Polo.

    Fonte: Imagem da Internet**

    O aprendizado da nova percepção do tempo não-linear, dá-nos entender o pouco que conhecemos do universo e das leis que nos governam. Ele é gigante, massivo… e nós, realmente mínimos, quase insignificantes. Contudo, o nosso ego é maior do que nossas próprias calças e a destruição do nosso planeta será a confirmação disso.

    *Descrição da imagem 1: Fundo embaçado com céu azul e montanhas rochosas. Na frente, tem um desenho de um trem vermelho e cinza com duas carroças. Na caixa da fumaça do trem, está sentado um homem branco, cabelo curto, de camisa cinza, jeans e sapatos azuis. Na frente dele, há uma pedra cinza marcando seu trajeto  com uma linha vermelha que vem desde a cabeça do homem até o chão. De letras amarelas, acima das carroças: Vtren, com uma seta amarela abaixo. Na parte superior: Vpedra=Vtren+Vlanz; na parte superior direita, acima da trajetória da pedra: Vlanz, com uma seta amarela abaixo.

    **Descrição da imagem 2: Desenho de céu azul, do lado esquerdo tem um foguete novo de cor branca apontando para o o céu, diante dele, dois homens jovens da mesma estatura, com cabelos castanhos. O homem da esquerda está vestido de astronauta, roupas de cor azul e vermelha, o outro homem está de terno marrom e estão apertando as mãos. Do lado direito da imagem, tem um foguete deitado e ainda com fumaça. Mais adiante dele, estão os mesmos homens, só que o astronauta com o cabelo um pouco mais claro e o outro homem de terno bem mais velho, careca e grisalho.