Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • Podcast: o que é, para que serve e como ouvir?

    Publicado em 13/07/2020 às 15:40

    Vítor Pluceno Behnck
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Inglês

    Você provavelmente já deve ter ouvido falar deles em algum lugar: os podcasts, mídia em ascensão na internet, têm conquistado muitos usuários e produtores de conteúdo. De acordo com o UOL, um levantamento da plataforma Deezer registrou que o consumo nacional de podcasts cresceu 67% só em 2019. Mas afinal, você sabe o que é um podcast?

    Sabemos que muitas vezes as tendências que surgem por aí nada mais são do que uma repaginação de algo que já existiu no passado. Com os podcasts a situação não é muito diferente. Um podcast é como um programa de rádio que você pode ouvir em diferentes plataformas de streaming, como Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, dentre outras.

    A maior diferença é que, diferentemente do rádio, o podcast pode ser reproduzido de maneira assíncrona, ou seja: você pode escutar os programas de seu interesse em qualquer lugar e a qualquer momento, desde que você tenha um dispositivo com acesso à internet. Isso permite que você baixe os episódios e ouça-os enquanto lava a louça, limpa a casa ou até mesmo banha os pacotes do mercado com álcool gel.

    Fonte: Acervo pessoal (Imagem de livros e revista do petiano Vítor)*

    A melhor parte dos podcasts é que você simplesmente encontra todos os tipos de assuntos por lá. Pra quem curte cultura pop e arte, o Take 2 Podcast e VIVIOUVI podem ser uma boa. Quem tem interesse em ouvir mais sobre história e política, Tese Onze e PETcast História (do PET História da Universidade Federal Fluminense) podem te agradar. E pra quem busca algo na área de Letras, eu recomendo o Parafraseando (do PET Letras da Universidade Federal de Pernambuco) e a Rádio Companhia, da editora Companhia das Letras.

    Last, but not least, deixo a indicação dos meus podcasts favoritos, que são o Foro de Teresina, podcast de política da Revista Piauí; o Teaching in Critical Times, produzido pelos professores Leonardo da Silva (IFSC) e Priscila Fabiane Farias (UFSC); e obviamente o podcast do PET-Letras UFSC, onde você pode encontrar todas nossas matérias do comunicaPET em formato de áudio. Gosta de podcasts? Tem alguma sugestão de tema para nossos episódios? Entre em contato pelo nosso Instagram @petletras.ufsc ou pelo email petletrasufsc@gmail.com e acompanhe nosso podcast!

    *Fotodescrição: Imagem formada por uma composição de três livros e uma revista encostados uns aos outros sobre uma mesa de madeira. A imagem tem um aspecto envelhecido de filme analógico, com um efeito de queima de filme no lado esquerdo. No topo da imagem há o livro “Sapiens: Uma Breve História da humanidade”, de Yuval Noah Harari, que possui uma capa branca com o título centralizado e uma imagem da evolução do gênero Homo; ao lado a revista Dossiê Super Interessante – Freud, que possui um fundo preto e em destaque a face de Sigmund Freud estilizada com um aspecto de pintura. Sobre o olho esquerdo de Freud há uma caixa de texto branca com o título “Freud” e o subtítulo “Para entender de uma vez”. Abaixo, há o livro “Caderno H” de Mário Quintana, que possui um fundo laranja, o título está em preto na parte inferior do livro e o nome do autor na parte superior em branco. Ao lado esquerdo deste livro e embaixo do livro Sapiens, há o livro “Viva a Língua Brasileira” de Sérgio Rodrigues. O livro está virado 90 graus à esquerda, e possui capa com fundo azul. No topo da imagem há o desenho de um homem falando com um megafone, e dele saem várias expressões do português brasileiro. Abaixo, há o título em destaque em letras laranjas, e mais abaixo o nome do autor e da editora Companhia das Letras também em laranja. Acima do livro Sapiens há um potinho de álcool gel, e acima da capa da revista de Freud há dois fones de ouvido, um em cada orelha dele.


  • Ajude as comunidades indígenas a sobreviverem à pandemia!

    Publicado em 06/07/2020 às 19:37

    Moara Zambonim,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Português

    “Enterrar o corpo de um Yanomami é arrancá-lo do mundo dos humanos”.

    É assim que a reportagem de Eliane Brum, publicada pelo El país Brasil, começa a nos explicar como uma das etnias indígenas mais afetadas pela pandemia de COVID-19 enxerga a morte.  O corpo Yanomami deve ser cremado e meses depois, terá suas cinzas diluídas em um mingau para “que se dissipe no corpo de todos”. A importância desse ritual está na compreensão de que todos compõem uma unidade e, ao se enterrar aquele que se foi, a unidade seria perdida para sempre.

    Foi o que aconteceu com três bebês Yanomami, em maio. Infectados pela COVID-19 num hospital em Boa Vista, seus corpos desapareceram e possivelmente enterrados. As mães, desesperadas, buscam reaver seus filhos — e buscam também os culpados.

    No 14° episódio do programa de jornalismo humorístico Greg News, o apresentador Gregório Duvivier descreve o descaso governamental que territórios e populações indígenas vêm sofrendo desde muito antes da propagação do vírus, por meio da falta de acesso à cidadania, aos serviços de saúde ou à proteção territorial. A crise de saúde pública atual, segundo o programa, tem sido aproveitada como mais uma ferramenta de fragilização e extermínio desses povos originários. Hoje, dia 06 de julho de 2020, são 11385 casos de COVID-19 confirmados, 426 indígenas mortos pela doença e 122 povos afetados. Os dados são do site “COVID-19 e os povos indígenas”, uma das poucas e mais completas plataformas que tem levantado os números de contaminação e mortes nas comunidades indígenas do país.

    Henry Bugalho, filósofo e youtuber, também traz uma reflexão acerca do comportamento do presidente Bolsonaro em relação aos povos indígenas. Segundo o comunicador, Bolsonaro tem um projeto de aculturamento dessas populações, com o objetivo final de apropriação de terras. Em um dos seus vídeos, Bugalho apresenta depoimentos de indígenas sobre a destruição de suas etnias e o que eles esperam de um governo responsável – como uma política de demarcação efetiva de suas terras.

    Fonte: Imagem da campanha*

    Retomando o vídeo de Duvivier, é importante destacar que ele termina seu vídeo divulgando a campanha de doação “Amazônia contra a COVID-19”, que pretende arrecadar dinheiro para ajudar dez etnias indígenas, mais de 1200 famílias, a não morrerem de fome durante essa pandemia. O objetivo é comprar cestas básicas e produtos de higiene pessoal por seis meses e ajudar famílias indígenas que estão fora das aldeias. Inicialmente, a campanha tinha como meta garantir apoio para três meses, mas o projeto viralizou e muita gente está contribuindo.

    Então ajude você também!

    Apoie, doe e compartilhe!

    * Fotodescrição – Na imagem, vemos a parte de cima de uma casa em primeiro plano e árvores ao redor compondo o cenário, em diversos tons de verde. Ao centro, lê-se em letras brancas estilizadas “AMAZÔNIA CONTRA A COVID-19”, nome da campanha. Ao lado esquerdo, há o desenho de dois ramos folhosos, também em branco, os quais formam um coração. Abaixo da escrita, há uma faixa horizontal branca formada por desenhos indígenas e, embaixo dela, lê-se em letras brancas “AJUDA HUMANITÁRIA AOS POVOS DA FLORESTA”. Ainda mais embaixo, centralizado e em cor branca, lemos “Doe agora e garanta que comunidades indígenas da Amazônia possam enfrentar a Covid-19 e a fome!”


  • Você conhece ou já consultou algum glossário em Libras?

    Publicado em 03/07/2020 às 18:51

    Daniel Guilherme Gonçalves,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Libras

    Atualmente, temos diversos glossários em Libras disponíveis na internet. Esses glossários costumam ser organizados a partir de áreas temáticas específicas. Temos os glossários da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que reúnem sinais do curso de Letras Libras e das áreas de Arquitetura, Cinema, Psicologia e Literatura; e os glossários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) que disponibilizam sinais da área de Português e Literatura e termos técnicos de Design, Animação e Fotografia.

    Fonte: Interface do Glossário da UFSC – Internet. *

    Fonte: Interface de um Glossário do IFSC – Internet. **

    Além desses glossários, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, o IFSC – Campus Palhoça Bilíngue, também possui um glossário multimídia que utiliza inclusive o registro em SignWriting (Escrita de Sinais). Tenho tido a oportunidade de acompanhar um grupo de colegas surdos que estão trabalhando com um esse projeto. O Campus Palhoça Bilíngue (clique aqui para conhecer mais sobre o campus) é bastante conhecido pela Comunidade Surda e tem os cursos oferecidos a partir de dois itinerários formativos: o de multimídia e o de educação bilíngue. Diante disso, temos muitos surdos no IFSC e a área de multimídia tem sido bem explorada nesse contexto, contribuindo para a criação e divulgação de novos sinais por meio de glossários em Libras.

    Há algumas termos relacionados à multimídia que já possuem sinal em Libras, porém, há outros que ainda não possuem sinais. E, então, os alunos surdos juntamente com os intérpretes que fazem uso desses termos em sala de aula, criam os sinais que precisam ser registrados. Assim, identificamos os termos importantes da área de multimídias e o processo de criação de sinais, no intuito de ampliar o Glossário do Campus Palhoça Bilíngue. Nesse sentido, esses sinais são registrados em Libras em vídeo e, também, por meio da escrita de sinais (SignWriting).

    Fonte: Arquivo Pessoal de Daniel – Alguns termos em escrita de sinais (signwriting)***

    Portanto, os termos são criados e registrados por meio de um processo bem organizado, no qual alunos, professores e intérpretes de Libras-Português refletem sobre qual seria o sinal mais adequado em Libras para aquele termo. Com os sinais já convencionados pelo grupo, usamos a escrita de sinais para seu registro. Assim, a escrita de sinais é importante nesse processo, pois auxilia aos professores, aos alunos e aos intérpretes que podem registrar os sinais e facilmente consultá-los. Esse projeto ainda é inicial e continuará sendo desenvolvido, já que temos muito ainda para pesquisar e muitos sinais para serem registrados.

    Por fim, os glossários são um importante recursos de organização e disponibilização de um vocabulário específico de uma determinada área. Embora eu tenha citado apenas os glossários da UFSC e do IFSC Palhoça Bilíngue, temos diversos outros disponíveis na internet e em várias línguas de sinais.

    * fotodescrição 1: Interface do Glossário da UFSC. Na parte superior em cinco retângulos azuis está escrito em branco, respectivamente em cada um deles, Envie Sinais, Contato, Equipe, História e Admin. No canto superior direito está a logo da UFSC. E no lado esquerda da imagem, abaixo do retângulos azuis está um ícone de uma lupa focando uma mão branca de contorno azul com o escrito Glossário, na cor preta, e abaixo, LIBRAS, na cor azul. Em letras pretas pequenas está escrito a seguir, alinhado à esquerda: “Bem vindo ao Glossário de Libras / O conteúdo está dividido nos temas abaixo:”. Então temos seis diferentes ícones, com o seguinte escrito abaixo de cada um, respectivamente: Letras Libras (sob o icone do Letras Libras); Arquitetura (sob o desenho de um sinal de arquitetura em Libras); Cinema (sob o desenho do sinal de cinema em Libras); Psicologia (sob o desenho do sinal de psicologia em Libras); Literatura (sob a escrita de sinais do sinal de Literatura em Libras) e Mais em breve… (sob três quadradinhos pequenos simulando reticencias).Na parte inferior há uma margem verde ondulada.

    * fotodescrição 2: Interface do Glossário do IFSC da parte de Design. Na parte superior há uma imagem de uma mesa vista de cima com alguns objetos diversificados espalhados por ela e em letras maiúsculas brancas no centro da imagem está escrito: DESIGN. Logo abaixo, há, a esquerda um vídeo com uma garota tocando a cabeça com o indicador, e no alto do vídeo está escrito ao lado de um pequeno ícone amarelo: Brainstorm (Libras). À direita o termo se repete seguido de uma explicação e de um exemplo (uma imagem com uma serie de palavras ligadas como um mapa conceitual). O mesmo se repete na linha de baixo:  há, a esquerda um vídeo com uma garota tocando a mão direita com a esquerda em frente ao seu corpo, e no alto do vídeo está escrito ao lado de um pequeno ícone amarelo: Briefing (Libras). À direita o termo se repete seguido de uma explicação e de um exemplo (uma série de tópicos ordenados).

    *** fotodescrição 3: a imagem apresenta alguns termos em escrita de sinais. Na parte superior da imagem estão enumerados quatro termos, os quais estão escritos em português ou inglês com a escrita de sinais abaixo de cada um deles, a saber 1. Multimidia; 2. ENGENHEIRO DE S.; 3. Design interface; 4. Java, escritos na cor azul dentro de retângulos e destacados com cinza. Na parte inferior da imagem temos mais três termos, em inglês com a escrita de sinais abaixo, a saber: 5. Sulime; 6- Adobe Premiere pra CS6 e 7- After Effects, escritos na cor azul dentro de retângulos e destacados com cinza.


  • ¿Depresión y ansiedad? ¿Qué es ser feliz?

    Publicado em 02/07/2020 às 21:24

    Andrés Leonardo Salas Garcés,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Libras

    La depresión y la ansiedad han sido temas que se han venido tocando en estos últimos años. Ahora, en estos tiempos de cuarentena, la preocupación de que más personas padezcan estos trastornos ha subido exponencialmente en las redes sociales. Por lo tanto, en este texto, se hablará sobre la felicidad del individuo en la sociedad, pero con un enfoque más científico, basándose en estudios del área de la psicología, biología e historia. ¿Qué es la felicidad; es dinero, libertad, salud, o es vivir en un país con democracia o es la igualdad y equidad social, la virtud; es encontrar el amor de tu vida? Las ideologías y programas políticos hoy en día se basan en ideas bastante triviales acerca del origen real de la felicidad humana(HARARI, 2017, p. 413). 

    Los comunistas, aseguran que la felicidad se encuentra en una sociedad donde hay igualdad y equidad. Los nacionalistas dicen que es cuestión de autodeterminación política. Los capitalistas dicen que el libre mercado es el camino para la deseada felicidad, la cual gozará la mayoría, ya que da crecimiento económico y abundancia de material, enseña a la gente a confiar en sí misma y ser emprendedora. Décadas recientes, psicólogos y biólogos han aceptado el reto de estudiar científicamente lo que hemos estado llamando de “felicidad”. La definición generalmente aceptada de este es <<bienestar subjetivo>>. La felicidad según esta concepción es algo que siento en mi interior, una sensación o bien de placer inmediato, o bien de satisfacción a largo plazo con la manera en cómo se desarrolla mi vida.

    Con estos primeros estudios se llegaron a unas conclusiones bastante interesantes (HARARI, 2017, p. 416). Al parecer el dinero y la salud (siempre y cuando no sea algo que deteriore a la persona progresivamente, dolor o debilitamiento a lo largo de la vida) tienen gran influencia en el bienestar subjetivo de las personas, pero al parecer efímero. Esto varía mucho dependiendo de las situaciones. Pero imagine usted una persona que considerada adinerada, se gana la lotería. Seguramente estará emocionada, su bienestar subjetivo estará por los cielos, se comprará un mejor carro, una casa más grande, viajará, etc. Todo para intentar sentirse realizada, pero es muy probable que en cuestión de dos semanas normalice esa situación y deje de ser especial para ella. Lo mismo para una persona diagnosticada con diabetes; al principio será muy complicado cambiar su rutina, el nivel de bienestar subjetivo estará muy abajo, pero con el tiempo se acostumbrara a su nuevo estilo de vida y dejará de sentirse con desgracia.

    La familia y comunidad también parece ser un factor, incluso, más influyente que el dinero y la salud, hay una fuerte relación entre mayor nivel de bienestar subjetivo de personas que vienen de una familia estable o de una comunidad estructurada, ya sea por cuestión de identidad o ¿quizá genética?  Partiendo de esto, objetivamente hay tres tipos de mensajeros químicos responsables de que sintamos aquella sensación que llamamos de “felicidad”: la serotonina, dopamina y la oxitocina. Expertos bioquímicos tienden a comparar el sistema de neurotransmisores con los niveles de un aire acondicionado común, estas máquinas normalmente se fijan en un grado determinado, irán a oscilar en una cierta margen dependiendo de una oleada de calor o frío, pero siempre irán a retornar a su estado predeterminado (HARARI, 2017). Como punto importante para intentar entender lo que es el bienestar subjetivo, se llegó a la conclusión de que es el resultado de algo objetivo (como el dinero, la salud, familia, etc.) y expectativas subjetivas

    “Así como se fijan aires acondicionados a 25 grados, otros se fijan a 20 grados. Los sistemas que condicionan la felicidad de los humanos también difieren de una persona a otra, en una escala de 1 a 10 algunas personas nacen con un sistema bioquímico alegre que permite que su humor oscile entre los niveles 6 y 10, y que con el tiempo se estabilice en 8.” (HARARI, 2017, p. 423) En general, este tipo de personas tienden a vivir una vida más feliz, satisfactoria, así tengan un accidente, vivan en una ciudad grande, sean millonarias o pobres. De la misma forma hay personas que tienen una genética que hace su humor oscilar entre los niveles 3 y 7, y que con el tiempo se estabilice en 5. Una persona infeliz como esta, estará fácilmente deprimida, así goce de una familia estable, gane millones en la lotería o esté tan saludable como un atleta olímpico. 

    Fonte: Imagen tomada de internet – Edad de la felicidade*

    ¿Pero qué sentido tiene esa búsqueda insaciable de algo que desaparece apenas llega? ¿Vale la pena tanto esfuerzo por una recompensa efímera? Es esta recompensa la responsable de que nos rasquemos la pierna, compremos cosas innecesarias, incluso crear guerras mundiales. En esa búsqueda de la felicidad, el budismo ha sido una de las religiones que a través de muchos años se ha enfocado en conocer y entender la felicidad del individuo. “Según el budismo, la raíz del sufrimiento no es ni la sensación de dolor ni la tristeza, ni siquiera la falta de sentido. Más bien, el origen real del sufrimiento es la búsqueda continua e inútil de sensaciones fugaces que hace que estemos en un estado de tensión constante de desazón e insatisfacción” (HARARI, 2017, p. 431). “La gente se libera del sufrimiento no cuando experimenta este o aquel placer pasajero, sino cuando comprende la naturaleza no permanente de todas sus sensaciones y dejar de anhelarlas” (HARARI, 2017, p. 423).

    Por otro lado, durante muchos años los filósofos, religiosos y pensadores, han entrado en el equívoco intentando definir el placer (dopamina, como tipo de recompensa, instinto de reproducción) y el amor (serotonina, sensación de conformidad, tranquilidad, confianza) como el mismo sentimiento. Mensajeros químicos diferentes, siendo una efímera y la otra más duradera, explicado por Robert H. Lustig en su libro Brain Washed (LUSTIG, 2018). 

    Para concluir, como se mencionó anteriormente, es importante resaltar que la sociedad o las personas que nos rodean también son un factor de nuestro bienestar subjetivo, normalmente tendemos a rodearnos de personas que siguen nuestra misma línea de discurso, ya que esto nos genera un sentimiento de tranquilidad; este grupo social es también el responsable de determinar lo que está bien y lo que no. Cuando seguimos esas reglas pre-determinadas, la sociedad tiende a recompensarnos dándonos reconocimiento, colocándonos como ejemplo y catalogándonos como personas de “bien”. Por la búsqueda de ese reconocimiento, nos vemos con la necesidad de comprar los mejores carros, ropa que está a la moda cada 6 meses, ir a los restaurantes más prestigiosos y exhibirlo en las redes sociales, incluso también, estudiar carreras universitarias que tengan un cierto estatus social, ser culto y esforzarnos por tener una posgraduación.

    Tal vez en una sociedad llena de insatisfacciones y exponencialmente sensible a imperfecciones e incomodidades, donde los países de estructuras sociales de primer mundo son el ejemplo a seguir para otras muchas naciones “menos desarrolladas”, teniendo algunos de estos países una tasa de suicidios más altos que muchos considerados de tercer mundo, es importante intentar entender los factores de la “felicidad”, ese algo que nos dicen que debemos encontrar en cosas objetivasCon ayuda de la ciencia,  ahora podemos acercarnos un poco más a entender lo que quizá sea necesario para poder combatir esta oleada de depresión de la que muchos jóvenes hoy en día enfrentan en este periodo de pandemia. Y tal vez, considerar hacer uso del conocimiento que el Budismo como alternativa de tratamiento a la depresión antes que los antidepresivos o estimulantes químicos.

    Bibliografía

    HARARI, Y. N. Sapiens – de animales a dioses, breve historia de la humanidad , 2017

    LUSTIG, R. H. Brain Washed, 2018

    ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Prevención del suicidio: un imperativo global. Washington, DC: OPS, 2014.

     

    * fotodescrição: Foto de um homem de costas com os braços abertos e as mãos levemente abertas olhando para o sol que aparece sobre seu ombro direito. A luz do sol faz com que se veja apenas a silhueta do homem que está sobre um alto de frente para um vale com a paisagem coberta por neblina. O céu limpo e as cores predominantes na fotos são os tons de laranja e amarelo comuns ao entardecer. À esquerda do homem e ao fundo da imagem observam-se montanhas, mais embaixo algumas árvores cobertas pela neblina. Do lado direito, montanhas menores e algumas copas de árvores que ultrapassam a neblina.


  • Já se Perguntou Sobre a Sua Existência?

    Publicado em 23/06/2020 às 19:13

    Andreia Gomes Araújo,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Português

    Você já deve ter feito algumas perguntas, tais como: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Há um Deus ou vários deuses? Se sim, com o que se pareceria(m)? Será que essa aparência tem alguma semelhança com aquelas criadas pelo homem, as quais podem ser facilmente encontradas em templos, igrejas, santuários, terreiros etc. de diversas religiões e credos? Na verdade, quem nunca se questionou sobre os mistérios que nos cercam, não é mesmo?

    Fonte: Foto de Deborah Ory/Ken Browar (https://portaldocurta.wordpress.com/)*

    Entretanto, podemos encontrar muitos que imaginam que esse tipo de questionamento não passa de um conjunto de perguntas inúteis que não nos levam a nada. Pode até ser que tenham alguma razão, mas como saberemos se essas perguntas não são de fato importantes? E qual seria a motivação para deixarmos de fazê-las? Entendo que essas perguntas nos possibilitam pensar sobre a nossa existência e, inclusive, a dar sentidos a ela.

    A compreensão de nossa existência é algo que nos instiga. Perguntar-se sobre sua realidade, sobre si mesmo, é uma forma de estar no mundo, é um modo de buscar motivações e possibilidades para o viver. É por meio de perguntas que iniciamos nossas buscas e reflexões em direção a descoberta diária do novo. É nessa constante procura que as coisas começam a se encaixar; é que as peças vão formando o quebra-cabeça de nossa vida.

    Curiosamente, tenho buscado informações sobre a realidade na física quântica, já que a religião que eu conhecia não me deu as respostas que eu queria. Agora, estou explorando outras possibilidades de explicação e compreensão da realidade e sinto que estou no caminho certo. Existe um livro, cujo título é “O universo autoconsciente”, do físico quântico Amit Goswami (referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade), que pode até ser visto por alguns como mero livro de autoajuda, mas, que tem o propósito de apresentar algumas descobertas da física quântica em relação à compreensão da realidade e às crenças das quais, muitas vezes, fazemos parte. Sugiro a leitura, pois vale muito a pena.

    Fonte: Site sincronicidade mágica: você é o que  sincroniza**

    Além de compartilhar essas descobertas da física quântica, Goswami menciona a religião, dizendo que “[…] em todas as grandes religiões existem tendências dualistas. Na maioria delas, ocorre o endeusamento de um dado mestre ou a promulgação de um dado sistema de ensinamentos ou crenças. No cômputo final, estes têm que ser transcendidos. Dessa maneira, no estágio final de desenvolvimento, o esquema idealista deve transcender todas as religiões, credos, sistemas de crenças, e mestres” (1998, p. 310). Interessante a visão que ele apresenta, não é mesmo? Então, se ficou curioso indico que o leia, pois não vou dar spoiler.

    Por fim, há um documentário também muito interessante, do qual, inclusive, o Amit participa como entrevistado: “Quem somos nós”. Como são feitas muitas críticas a esse documentário, ele se torna ainda mais interessante. O documentário mexe com certas estruturas tradicionais do sistema social e, por sua vez, vai de encontro a muitas crenças que nos foram socialmente ensinadas. Então, se você já se fez e ainda se faz muitas perguntas sobre o que é e como funciona nossa realidade e, consequentemente, está em sua busca por respostas, deixo essas duas boas sugestões: o livro “O universo autoconsciente” e o documentário “Quem somos nós”.

    Referência:

    GOSWAMI, Amit; REED Richard E.; GOSWAMI, Maggie. O universo Autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. Tradução de Ruy Jungmann. 2. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1998.

    *fotodescrição: Na imagem um homem suspenso no ar em posição frontal, sua cabeça está levemente inclinada para a sua esquerda, assim com sua mão esquerda (como se estivesse dando a mão para alguém), está com semblante de paz e olhos fechados. O homem, branco de cabelos lisos e escuros, veste uma cueca tipo boxer branca. Sua musculatura é sarada.  A imagem está em preto e branco.

    **fotodescrição: É uma imagem do livro “O universo autoconsciente”, a cor predominante é azul marinho, bem escuro, quase preto. Na parte superior, mais para esquerda, uma cabeça, que mostra mais o rosto (virada para baixo) de um humano, não dá para saber se é homem ou mulher, apesar de se aproximar da imagem de um homem. Não dá para saber direito porque onde seria o cabelo tem flechas de luz. Este rosto está em cor branca luminosa que transcende a cabeça. O livro está levemente inclinado para sua direita. Na parte inferior esquerda, de cima para baixo, está escrito: “O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material”, depois estão os nomes dos autores: “Amit Goswami (autor do best seller a física da alma) com Richard E. Reed e Maggie Goswami”. Na lateral de baixo para cima temos o símbolo da editora e o título “Universo autoconsciente” e o nome do físico Amit Goswami.


  • As artes marciais e a formação do humano: uma aproximação

    Publicado em 22/06/2020 às 17:05

    Felipe Mateus dos Santos,
    Bolsista PET – Letras
    Letras – Português

    A história das artes marciais indica que elas começaram a aparecer na sociedade a partir do desenvolvimento das civilizações e de suas necessidades de acumular e proteger riquezas, territórios e poder. Entretanto, sua origem é incerta, pois não existem muitos registros históricos que nos permitam atestar tal surgimento. Portanto, muitas teorias, inclusive dúvidas, a respeito desses primórdios das artes marciais são propostas. Uma teoria oriental, por exemplo, considera que um monge indiano, chamado Bodhidharma, teria saído da Índia no século VI e ido para a China, chegando a um mosteiro onde ensinou yoga e uma forma de luta rudimentar indiana, que mais tarde constituiria a luta shaolin e se espalharia por toda a China e, posteriormente, por toda Ásia. Por outro lado, há relatos de arqueólogos que descobriram a existência do kung fu há mais de 5.000 anos. 

    A origem do termo “artes marciais” também gera algumas interpretações diversas, mas a mais difundida é aquela baseada em uma teoria latina ocidental, a qual faz menção ao deus da guerra, Marte. Na mitologia greco-romana, Marte era aquele que ensinava a arte da guerra aos homens. Já no oriente, alguns termos mais específicos são utilizados para se referir às artes marciais, como Wu Shu, na China, e Bu-Shi-Do, no Japão, os quais podem se referir às artes de guerra ou ao “Caminho do Guerreiro”. Hoje em dia, esses termos são utilizado por todos os sistemas de combate — seja oriental ou ocidental — e com ou sem o uso de armas tradicionais.

    Ainda que se atribua as origens das artes marciais às necessidade de manutenção de poder e bens, é possível perceber que a sua prática dentro de um dojô (local do caminho, ou seja, local onde são praticadas as artes marciais) apresenta uma estrutura notadamente nobre. A principal característica da arte marcial seria a defesa pessoal em uma situação de risco, porém, no dia a dia dos treinamentos, considera-se necessário que diferentes aspectos do nosso corpo, da nossa mente e do nosso espírito sejam devidamente trabalhados, para que as artes marciais sirvam ao seu propósito, sendo utilizadas da forma mais justa possível.

    Duas grandes áreas do Taekwondo — uma das artes marciais coreanas mais antigas, a qual pratico atualmente — são boas evidências de que a arte marcial pode contribuir para a formação de valores éticos e morais, tais como responsabilidade, respeito e autonomia. Na primeira área do Taekwondo, podemos observar que ele se pauta em cinco princípios básicos, que orientam o caminho de quem o pratica, a saber: Cortesia, Integridade, Perseverança, Autocontrole e Espírito Indomável.  Esses princípios são constantemente relembrados, repetidos e cobrados durante os treinamentos para que o artista marcial tenha sempre em mente os valores aos quais deve se orientar não só na luta, mas também em sua vida. A segunda área dessa arte, de maneira geral, é a sequência de faixas (Kup), que orientam o caminho do praticante, que são elas:

    • Primeira faixa: Branca – Representa a inocência, o artista iniciante que não possui nenhum conhecimento sobre a arte.
    • Segunda faixa: Amarela – Significa a Terra, a qual uma planta brota e começa a germinar, ao passo que o alicerce vai sendo construído.
    • Terceira faixa: Verde – Significa o crescimento da planta, representando o desenvolvimento das habilidades na arte.
    • Quarta faixa: Azul – Representa o céu, através do qual a planta cresce até se tornar uma grande árvore frondosa, enquanto as habilidades na arte progridem.
    • Quinta faixa: Vermelha – Significa o perigo, advertindo o lutador a exercitar o autocontrole e advertindo o adversário a se manter longe.
    • Sexta faixa: Preta – Representa a maturidade e habilidade na arte, indicando também a imunidade ao medo e ao obscuro.

    Fonte: Arquivo Pessoal (Imagem de uma cerimônia de troca de faixa)*

    Cada faixa é carregada de um significado e de um Tul, que é uma sequência de movimentos que simula um combate com adversários imaginários em diversos ângulos e posições, cada Tul representa um dos personagens históricos ou momentos relativos aos eventos da história coreana.

    Com isso, vemos como o caminho que o artista marcial percorre dentro da arte marcial, juntamente com os valores que são trabalhados pelos mestres e professores, tem uma extrema importância para a formação e desenvolvimento do caráter no ser-humano, contribuindo com sua construção de valores morais, que são sempre exigidos na vida em sociedade, e para que ele se lembre da sua história e da história dos seus antepassados. Portanto, assim como é considerado no Japão como Bu-Dô, as artes marciais são vistas como “um caminho educacional através das lutas”.

    *Foto descrição: Imagem com um fundo de uma parede branca e uma janela de vidro aberta. Em primeiro plano, sobre um tatame com as folhas intercaladas nas cores azul e laranja, está Felipe em pé à esquerda, de cabelo curto, recém cortado, vestindo um dobok (uma vestimenta branca de pano leve, com a parte de cima de manga longa e uma abertura na frente, e a parte de baixo uma calça confortável). Ele tem os braços levemente abertos e a cabeça baixa, olhando em direção à cintura, enquanto uma menina, de cabelos longos, cacheados e presos em rabo de cavalo, também de dobok e faixa verde amarrada na cintura, amarra uma faixa na cor azul na cintura de Felipe. Mais à direita está um homem branco, de cabelo curto e dobok com listras pretas nas extremidades, uma faixa preta na cintura e segurando uma faixa verde na mão, acompanhando sorridente o momento da troca de faixa.


  • “The first pride was a riot”: em tributo a Stonewall e ao mês do orgulho LGBT

    Publicado em 18/06/2020 às 19:14

    Ananda Henn,
    Bolsista do PET-Letras
    Letras – Português

    Se você usa redes sociais, é provável que esse mês tenha visto rolando bastante por aí o termo “pride month”. Talvez tenha aparecido para você em threads de recomendações de filmes no Twitter, ou quem sabe até em e-mails de promoções de lojas virtuais. Aqueles que sabem que no dia 28 de junho é celebrado o dia internacional do orgulho LGBT — e que em sua homenagem ocorre a famosa “parada gay”, ou melhor, a parada do orgulho LGBT — podem ter chegado automaticamente a conclusão de que no Brasil, assim como em outros países, junho é celebrado como o pride month, ou “mês do orgulho”, para a comunidade LGBT. Mas afinal, você sabe por que dia 28 de Junho? Uma palavra: Stonewall.

    Fonte: Montagem feita pela autora a partir de imagens retiradas da internet.*

    Quem já pesquisou sobre a história dos movimentos LGBT por direitos, inevitavelmente, deve ter esbarrado em algum momento com os protestos de Stonewall, mas mesmo dentro da comunidade poucos realmente conhecem o que aconteceu naquele junho de 1969 e o porquê de ter sido tão significativo. Para isso, é preciso entender um pouco do contexto histórico daquelas manifestações.

    Como exposto por Carter (2004) no livro Stonewall: the riots that sparked the gay revolution, em grandes metrópoles como Nova York, bairros como Greenwich Village se tornaram no pós-guerra o lar de um grande número de homossexuais; eram poucos os estabelecimentos, porém, onde membros da comunidade pudessem se reunir abertamente. Os “bares gays”, portanto, ocupavam um espaço central da comunidade, mas devido a uma regra da New York State Liquor Authority (em português, Autoridade de Bebidas do Estado de Nova York), a presença de um “homossexual conhecido” em um estabelecimento com licença para venda de álcool por si só tornaria o local “desordenado” e passível de ter a licença revogada. Assim, quem assumiu o controle de bares gays foi ninguém menos que a máfia, que pagava aos policiais para evitarem ataques frequentes aos bares e, em compensação, garantirem para si muito lucro ao vender bebidas superfaturadas misturadas com água, além da cobrança da taxa de ingresso aos estabelecimentos.

    Um desses bares era o Stonewall Inn, localizado na Christopher Street do Greenwich Village e controlado pela Família Genovese. Era um dos bares mais populares por ser barato e o único bar para homens gays na cidade onde era permitido dançar — um grande atrativo. Muito frequentado por “street kids”, jovens homossexuais moradores de rua, e por drag queens, sua clientela era bastante diversa entre brancos, negros e hispânicos, sendo a maioria gay, e, também, contava com significativa presença de lésbicas.

    As invasões da polícia costumavam ocorrer cedo e em noites da semana, momentos de menor movimentação do bar, e os funcionários geralmente eram avisados com antecedência pelos seus contatos na polícia para que a bebida pudesse ser escondida (o estabelecimento não tinha licença para vender álcool). Na madrugada de um sábado de 28 de junho de 1969 não foi assim que aconteceu. Pressionado a “limpar a cidade” em busca da re-eleição em Novembro, o prefeito de Nova York incentivou a polícia a aumentar as invasões nos bares gays. Naquela noite, o bar lotado foi invadido e, para alguns, era a primeira vez que presenciavam a ação policial. O procedimento padrão era conferir as identidades dos clientes e fazer com que as policiais do sexo feminino levassem aqueles vestidos como mulheres para o banheiro para verificar seu sexo, sendo que qualquer pessoa fazendo cross-dressing seria presa (era obrigatório por lei o uso de ao menos três itens de vestimenta “apropriados ao próprio sexo”).

    Por algum motivo, ao invés de aceitar com resignação, a população revidou. Ninguém sabe ao certo como tudo começou — as pessoas que conseguiram sair do bar não foram embora, como de costume, mas se juntaram na frente do prédio; alguns clientes se recusaram a mostrar suas identidades; drag queens se recusaram a terem seu sexo confirmado; os selecionados para serem levados para delegacia se recusaram a entrar no comboio policial. Logo, segundo consta nos registros, a sensação era de revolta e indignação e, com o número de homossexuais do bar e da vizinhança, atraídos pela movimentação, era significativamente maior que o de policiais, a situação acabou virando de tal maneira que todos os policiais entraram no bar com medo da violência (STONEWALL, 2010).

    O que se seguiu foram horas de conflitos. Os frequentadores do bar atearam fogo em latas de lixo, quebraram janelas, atiraram moedas (em referência à propina recebida da máfia), pedras e outros objetos nos policiais, se recusaram a deixá-los levar os clientes presos, cercaram o quarteirão para os impedir de irem embora, saquearam o bar e, enfim, começaram o que ficou conhecido como a Rebelião de Stonewall. No dia seguinte, o bar já estava em funcionamento novamente e a polícia voltou com gás lacrimogêneo e mais violência, mas a população estava preparada. Inspirado e apoiado pelos crescentes movimentos de direitos civis e das mulheres, de ações antiguerra, de Maio de 68 e da contracultura da década de 60, nasce com força o movimento LGBT por direitos.

    Fonte: Montagem feita pela autora a partir de imagens da internet.**

    Além dos eventos de Stonewall terem incentivado a criação de grupos como a Frente de Liberação Gay e instigado muitos membros da comunidade a se tornarem ativistas, no ano seguinte, para marcar o aniversário de Stonewall, foi organizada uma marcha de protesto no dia 28 de junho, divulgada como “Christopher Street Gay Liberation Day” (em português, “Dia da Libertação Gay Rua Christopher”), considerada a primeira parada de orgulho LGBT, a qual, hoje, é realizada em diversas cidades por todo o mundo. Embora infelizmente tenha perdido muito do seu caráter político e de protesto, e mesmo muitos participantes sequer saberem de sua história, toda parada carrega consigo um pouquinho do espírito de Stonewall.

    Referências:
    CARTER, David. Stonewall: the riots that sparked the gay revolution. Nova York: St. Martin’s Griffin, jun. 2004. 323 p.)
    STONEWALL Uprising. Direção de Kate Davis‎ e David Heilbroner. Nova York: First Run Features, 2010. (82 min.).

    *fotodescrição 01: colagem de três fotos em preto e branco. Na esquerda, foto do bar Stonewall Inn como era na época dos protestos: prédio de dois andares, tendo a parte inferior revestina de tijolos aparentes, contornando duas portas com o topo oval e uma grande janela de vidro retangular; e a parte superior pintada de branco; atrelado ao prédio um grande letreiro vertical onde se lê “Stonewall Inn”. Na direita, a foto superior retrata jovens manifestantes na rua sendo empurrados pela policia; eles estão de frente para a câmera e somente as costas dos policiais aparecem na foto; ao fundo, pessoas em escadas observam o tumulto. Na foto abaixo, observa-se um grupo participando de uma parada/marcha; a figura central é um homem de barba preta comprida, boné e com a camisa aberta segurando uma bandeira americana, cuja a ponta, somente, aparece na foto — atrás, ao seu lado direito, dois jovens de cabelo comprido e bigode estão também caminhando, e em seu lado esquerdo, caminhando atrás, pode-se observar outro jovem de bigode e cabelo curto castanho; ao fundo desses três homens, acima de suas cabeças pode se observar uma faixa sendo carregada por participantes da macha, onde se lê “Stonewall means fight back! Smash gay opression! Gay Caucus – Youth Against War & Fascism” (em português, “Stonewall significa revidar! Esmague a opressão gay! Caucus Gay – Juventude Contra Guerra e Fascismo”), sendo que a cabeça do rapaz principal cobre parcialmente a palavra “youth” (em português, juventude).

    **fotodescrição 02: colagem de quatro fotos em preto e branco. Na esquerda, a foto superior retrata dois jovens posando em pé na rua com uma faixa onde se lê “Christopher Street Gay Liberation Day 1970” (em português, “Dia da Libertação Gay Rua Christopher 1970”), que seguram por hastes de madeira acima de suas cabeças; ao fundo, vê-se outras pessoas em pé interagindo. A foto inferior retrata um grupo de manifestantes em pé atrás de uma barreira da polícia, na extrema esquerda pode-se identificar Sylvia Rivera, falando de perfil, e ao seu lado Marsha P. Johnson, sorrindo de frente e segurando um guarda-chuva, duas ativistas proeminentes de Stonewall; as outras manifestantes também sorriem, sendo que a da extrema direita segura um cartaz onde se lê “Gay Rights for Lesbian People Vote for Intro 475” (em português, “Direitos dos Gays para Pessoas Lésbicas Vote para a Intro 475”), e apoiado na barreira policial em outro cartaz se lê “Dyke Power” com o desenho de um triângulo logo abaixo. Na esquerda, a foto superior retrata um jovem participante dos protestos de Stonewall sendo confrontado por cinco policiais; ele está de frente para a câmera, virado para a direita, e tem seu braço direito segurado por um policial de costas para a câmera e o outro braço erguido para afastar outro policial que se aproxima pela sua esquerda; o manifestante está posicionado de forma meio abaixada e parece falar alguma coisa para o policial da esquerda. Na foto abaixo, quatro jovens caminham em uma marcha/parada; o da extrema esquerda, negro e de cabelo crespo curto, sorri para a câmera com a boca coberta pela mão esquerda, ao seu lado, dois jovens brancos e de cabelo castanho curto tem o rosto virado para a esquerda, sendo que o terceiro sorri e carrega um balão preto amarrado em um barbante, e o quarto jovem, da extrema direita, branco de cabelo loiro e curto, sorri e carrega uma ponta da faixa que paira acima dos outros três, em que se lê “Gay Liberation Front” (em português, “Frente de Libertação Gay”) e é ilustrada pelos símbolos duplo marte, que representa a homossexualidade masculina, e duplo vênus, que representa a homossexualidade feminina.


  • Você conhece as motivações, os significados e as consequências do que fala?

    Publicado em 17/06/2020 às 20:19

    Ana Maria Santiago,
    Bolsista de Acessibilidade
    Letras – Português

    Com certeza você já usou ou viu alguém usando alguns termos, tais como “cego” ou “surdo”, como metáforas para burrice, alienação ou até falta de caráter. Exemplos sobre esse tipo de uso não faltam, nos mais diferentes contextos sociais. A internet está cheia deles, seja em sites de notícias ou nas diversas redes sociais. Entretanto, você já se questionou por que isso acontece?

    Essas metáforas são tão naturalizadas que parecem algo já dado, simplesmente parte da língua, mas não podemos deixar que isso nos impeça de pensar sobre isso e de mudar de atitude. Além disso, quando essas metáforas são usadas algumas pessoas tendem a pensar que estão sendo inteligentes ou sofisticadas, mas, na verdade, estão sendo capacitistas. Contudo, o que isso significa? Então, vamos entender um pouco mais o porquê você deveria parar de usar esse tipo de metáforas.

    O primeiro ponto importante é que a maneira que usamos a língua e, por sua vez, as palavras nunca é aleatória. Nunca! Por si só, o fato de se referir a uma condição, a uma deficiência, ao modo como muitos de nós estamos no mundo, para ofender alguém já é um problema. Deficiência não pode ser sinônimo de ofensa. Se você usa o termo “cego” com o mesmo sentido que alienado ou desinformado, por exemplo, você está associando diretamente que o fato de se ter uma deficiência visual implica em ser alienado ou desinformado; ainda que você não pense assim.

    Não importa que não seja a sua intenção. Não importa que você nunca tenha pensado nisso antes. Você está dizendo que essas características pejorativas estão relacionadas a não enxergar, o que também significa que pessoas com deficiência visual seriam alienadas ou desinformadas pelo fato de não enxergarem. Não enxergar, desse modo, é sinônimo de irracionalidade, alienação, ignorância e assim por diante. Como você acha que nós, que de fato somos pessoas cegas, nos sentimos com isso?

    Fonte: Cenas do documentário Crip Camp: Revolução pela Inclusão (Disponível na Netflix)*

    Vivemos em uma sociedade capacitista que, diariamente e de forma estrutural, entende que as pessoas com deficiência são menos capazes, inclusive menos humanas. Nada mais natural que o uso da linguagem reflita essas visões. Alguns defendem o seu direito a usar metáforas em seu cotidiano, outros, inclusive, dizem que nós que somos pessoas com deficiência exageramos nesse ponto. Todavia, por que não utilizar nossa língua, que é tão nossa, para evitar expressões que não só ofendem pessoas, mas que também ajudam a perpetuar uma estrutura capacitista? Por que insistir nessas metáforas ofensivas? A língua é feita por nós e é dinâmica, a constituímos a partir do que pensamos e do que acreditamos. Então, por que continuar dizendo que acreditamos que pessoas com deficiência são problemáticas ou que carregam características ruins?

    Falo aqui da cegueira porque sou uma pessoa cega e isso me atinge de forma direta, mas é igualmente comum usar outras deficiências para ofender e ridicularizar. Repito, isso não é aceitável de jeito algum. Não se justifica. Não existe cegueira intelectual ou surdez seletiva. Essas expressões são apenas reflexo do capacitismo que está arraigado em tudo: em nossa estrutura social, nas instituições e no comportamento. A língua é um instrumento político e pode ser usada para dominação e poder, por isso, cabe a nós desconstruí-la para que não seja mais uma forma de opressão. Pense nisso! Ao disseminar metáforas capacitistas, mesmo sem pensar nelas, você contribui para que as pessoas com deficiência sejam discriminadas e postas à margem da sociedade.

    *fotodescrição: A imagem é uma montagem com cinco cenas em preto e branco do documentário “Crip Camp: Revolução pela Inclusão”. À direita da imagem estão duas fotos maiores, uma sobre a outra. Na foto superior, temos um homem negro carregando no colo um homem branco. Ambos muito sorridentes. Ao fundo da foto aparece um homem à direita em uma cadeira de rodas e à esquerda duas mulheres sentadas, uma delas olhando para um outro homem se apoiando em uma bengala. Atrás deles árvores, um vasto gramado e uma grande casa. Na foto inferior, diferentes garotas reunidas sorriem. Uma está de joelhos, três em cadeiras de rodas e três sentadas no chão. Vemos os pés de mais garotas que não estão aparecendo. Estão num grande gramado com arbustos ao fundo e à esquerda. Ao chão há alguns copos e caixas de bebidas, dando a entender que estão num piquenique. À esquerda da imagem, estão três fotos menores. Na foto superior, vemos algumas pessoas diante de grades com a casa branca ao fundo. Duas pessoas estão em cadeiras de rodas, uma mulher e um garoto. O garoto segura um cartaz onde está escrito: “SIGN 504 REG.S NOW” com um símbolo de cadeirante na parte inferior. Na foto do centro, vemos um rapaz negro atrás de uma cadeira de rodas, sem camisa, segurando um violão com sua mão direita, o qual está sobre seu ombro direito. Sua mão esquerda está na cadeira de rodas onde há um garoto sorrindo. Ao fundo, uma estrada de terra que parece ser no campo, com algumas casas à sua direita. Na foto da parte inferior, há um garoto negro com um chapéu de palha e uma camisa de bolinhas brancas com uma jaqueta por cima. À direita dele, há uma menina em uma cadeira de rodas cochichando no ouvido de outro rapaz que também está na cadeira de rodas que quase não aparece. Ao fundo pessoas sentadas no chão e em pé no gramado.


  • Pranayamas: O que são? Para que servem?

    Publicado em 16/06/2020 às 16:59

    Ana Gabriela Dutra Santos,
    Bolsista de Acessibilidade
    Letras – Libras

    Os pranayamas são respirações conscientes e controladas feitas durante as práticas de yoga. Eles podem ser realizados em todos os momentos do dia. Pranayama deriva de duas outras palavras de origem sânscrita, prana que significa energia vital e yama que significa controle. A respiração, quando feita de forma adequada, nos auxilia a aquietar a mente, a equilibrar nossas emoções, a manter o corpo e organismo saudáveis, entre outras vantagens. Assim, os pranayamas são exercícios respiratórios capazes de trazer diversos benefícios.

    Vejamos três pranayamas diferentes para que você possa fazer no seu dia a dia:

    1- Chaturánga Pranayama (Respiração Quadrada) – Vídeo disponível, clique aqui!

    Este pranayama auxilia no controle da mente, pois ele acalma a respiração e permite que as etapas da respiração tenham efeito no corpo (inspiração, retenção com pulmões cheios, expiração e retenção com pulmões vazios). Assim, este pranayama auxilia no autocontrole, equilíbrio emocional, estabilidade, entre outros, permitindo que você se sinta mais tranquilo/a.

    • Inspire durante quatro (04) segundos;
    • Retenha os pulmões cheios por quatro (04) segundos;
    • Expire durante quatro (04) segundos;
    • Retenha os pulmões vazios por quatro (04) segundos.

    Observação: O tempo pode ser alterado conforme você se sinta confortável, pode passar para cinco (05) segundos, seis (06) segundos ou mesmo três (03) segundos. O importante é que todas as etapas da respiração tenham a mesma duração.

    2- Maha Pranayama ou Prana Kriya (Respiração Completa) – Vídeo disponível, clique aqui!

    Esta respiração é bastante usada nas práticas de yoga, pois ela permite que os pulmões recebam o máximo de ar possível, fazendo com que o ar entre e saia em sua completude, utilizando-se a caixa torácica como um todo. Além disso, esta respiração pode acalmar o sistema nervoso central, sendo bastante recomendado para pessoas com hipertensão e com problemas cardíacos, pois trabalha com os músculos, articulações do aparelho respiratório, cartilagens e sistemas circulatório e digestório.

    • Inspire levando o ar primeiramente para o abdômen, expandindo-o, e, após isso, permita que o ar chegue até o início do tórax, afastando suas costelas, e, em seguida, preencha a parte superior do tórax.
    • Expire, soltando primeiro o ar da parte superior do tórax, e, após isso, solte o ar da parte inferior do tórax e, em seguida, o do abdômen, fazendo os movimentos inversos da inspiração.

    Observação: Você pode colocar as mãos sobre o abdômen para senti-lo se expandir, bem como sobre as costelas para as sentir se afastando e, por fim, sobre a parte superior do tórax (peito) sentindo-o se expandir (a expansão da parte superior é suave, pouco perceptível).

    3- Eka Surya Bedha Pranayama (Respiração apenas pela Narina Solar) – Vídeo disponível, clique aqui!

    Este pranayama pode aumentar a energia corporal, acordar a mente e aquecer o corpo. Excelente para praticar pela manhã ou antes dos estudos e trabalho, pois ajuda a despertar. Assim, este pranayama é uma ótima dica para quem está devagar ou com preguiça de fazer suas atividades. Não é muito indicado para se praticar a noite, mas, se o fizer, tenha consciência de que, possivelmente, ficará mais desperto.

    • Com a mão em Chin Mudrá (o mudrá da foto) feche a narina esquerda;
    • Inspire e expire pela narina direita, pode acrescentar retenções durante a respiração.

    Fonte: Arquivo Pessoal. Ana Gabriela em postura do Yoga*

    Espero que façam esses pranayamas e sintam os benefícios que eles podem trazer. É importante lembrar que existem diversos pranayamas, não apenas esses três. Se sentirem interesse e quiserem aprender mais sobre estas respirações, sugiro que procurem um/a professor/a de yoga e que peçam a ele/a que lhes ensine e explique sobre outros pranayamas.

    Namastê!

    Fotodescrição: Ana Gabriela está sentada sobre um tapetinho azul. Ela está de calça legging cinza e blusa de frio de cor salmão claro. Ela está sentada com as pernas flexionadas de forma que a sola do pé esquerdo encosta em sua coxa direita e a perna direita está na frente da perna esquerda. Seu cabelo está solto sobre seus ombros. Seus olhos estão fechados e ela está com sua mão esquerda apoiada no joelho esquerdo e sua mão direita em Chin Mudrá (dedos polegar e indicador com as pontas unidas formando um círculo e dedos mínimo, anelar e médio estendidos) em que o dorso dos dedos médio, anelar e mínimo pressionam a narina esquerda, fechando-a. Atrás de Ana Gabriela há um sofá nas cores marrom escuro e claro e ao fundo uma cortina branca.


  • Dedico este texto aos não tão amantes da literatura

    Publicado em 15/06/2020 às 21:25

    Sarah Ortega,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Espanhol

    Na bolha social de uma estudante de Letras, a leitura, nesta época de quarentena, tem aumentado exponencialmente. A curiosidade e, ouso dizer, até mesmo, a necessidade para compreender, refletir ou usá-la como válvula de escape para as diferentes realidades caóticas que estamos e sempre estivemos — mas que para alguns foi aflorada somente pela pandemia — é um sustento para uma mente saudável. Contudo, ao mesmo tempo, observo mais atentamente alguns, inclusive familiares, para quem a literatura não se fez amiga e é para eles que escrevo. Hei de recomendar alguns clássicos nacionais que rompem com o estereótipo de que a leitura seria monotonia e incompreensível subjetividade.

    A leitura de clássicos literários é, muitas vezes, associada a um livro gigantesco, tedioso e de difícil entendimento, mas que de alguma forma se fez famoso. Não se engane, alguns fazem jus à fama, mas aqui vou recomendar aqueles que, a meu ver, dão gosto de ler, que afloram diferentes sentimentos e com uma quantidade nada “indecente” de páginas.

    Fonte: Arquivo pessoal. Montagem com Caio, Lygia e Nelson, feita pela autora*

    Um gênero que em minha opinião é divertidíssimo para começar é a peça de teatro. Acredite! Ler é tão intrigante quanto fazer performance. Assim, escolho o queridinho, mas polêmico, Nelson Rodrigues e seu livro Beijo no Asfalto. Dramaturgo que teve suas peças adaptadas em novelas da Rede Globo de Televisão, Nelson é para aquela tia conservadora que gosta de ouvir uma fofoca trágica. Acredite! O final da obra irá impactá-la.

    Aproveitando o solo de leituras provocativas, Morangos Mofados de Caio Fernando de Abreu não poderia faltar, com críticas ácidas e dissimuladas, é um ótimo livro para ler em uma bela tarde de inverno acompanhado de um chá, mas cuidado para não queimar a língua com a escrita excitante do autor.

    Por último, deixo o palco com a grande escritora paulista Lygia Fagundes Telles, uma grande contista brasileira que ganhou o Prêmio Camões e qualquer coração humano que a ler. Essa mulher não tem piedade de seus leitores. Com uma narração, muitas vezes, simples, esconde uma vastidão de dúvidas e possíveis acontecimentos, aquela pegada de “Capitu: traiu ou não?”, fica a escolha do leitor — traiu não, mas deveria; e, se traiu, traiu pouco —, mas como a própria escritora diria em seu conto Potyra — para mim não há outra frase que mais traduza sua literatura: “Não peça coerência ao mistério nem lógica ao absurdo”.

    Compartilhe essa matéria com seus familiares e os incentive a se entregar a leitura!

    Leia bastante, não somente nessa quarenta! Fica a dica!

    * fotodescrição: imagem em fundo preto com riscos cinzas. Há uma colagem em preto e branco com três rostos. No canto esquerdo está Caio Fernando de Abreu, é um homem branco, com sobrancelhas grossas e cabelo raspado, usa óculos e tem suas mãos cruzadas de forma a tapar seus lábios inferiores. Em seu lado direito, e ao meio, está Lygia Fagundes Telles, uma mulher branca com finas sobrancelhas, usa batom, tem um cabelo liso e dividido de lado. Ao seu lado direito, no canto esquerdo da imagem, está Nelson Rodrigues, é um homem branco que tem sobrancelhas grossas, cabelo liso penteado para trás e tem sua mão esquerda posicionada com o polegar para o alto e o indicador para frente.