Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • AFINAL, O QUE É O AMOR? Um diálogo com bell hooks

    Publicado em 20/10/2021 às 18:52

    Mayumi Motta Esmeraldino,
    Bolsista PET Letras
    Letras – Francês

    Vivemos em uma sociedade que está sempre à busca do amor. Seja ele romântico, parental, espiritual ou, até mesmo, o amor-próprio. Nos deparamos, por incontáveis vezes, ao longo da nossa vida, com filmes, músicas, livros, obras de arte e até crenças religiosas que nos ditam o que é o amor e como devemos amar. Por isso e por outros motivos, o amor passa a ser o centro de todas as nossas angústias, anseios, medos e desejos.

    Quer a gente se identifique como pessoas amáveis e que amam intensamente, quer a gente se identifique como pessoas com um perfil mais cético, que vê o amor como uma equação e que diz não precisar dele; a verdade é que, cada um de nós, quando se depara com o amor, se dá conta de que aquilo que deveria ser amor, talvez não seja. Ainda que, mesmo com tantos ensinamentos, no fundo, nós não saibamos realmente amar, pois sequer sabemos o que de fato é o amor.

    bell hooks em seu livro Tudo Sobre o Amor, Novas Perspectivas traz inúmeras e interessantíssimas reflexões sobre o amor e sobre a sua relação com a sociedade. Com toda sua genialidade, a autora mostra, mais uma vez, que política é tão inerente à existência humana que podemos vê-la, até mesmo, quando o assunto é amor.

    Fonte: capa do livro retirada da internet*

    No decorrer de treze capítulos, em que cada um deles nos mostra uma forma de manifestação do amor, a autora traz uma reflexão importante a todos nós. Desde muito cedo, ouvimos e aprendemos a falar “eu te amo” para aqueles que deveríamos amar; utilizamos “amor” como apelido carinhoso; e colocamos a palavra em todas as nossas ações, sem antes entender o que é amor. Uma vez que aprendemos a palavra (“amor”), continuamos dizendo “eu te amo” em diversas situações, para diferentes pessoas, até que, em algum momento, a força da palavra perde a sua real essência e o “eu te amo” passa a ser algo quase banal.

    Será que uma mudança de definição ortográfica teria o poder de mudar a maneira como entendemos o amor? bell hooks, logo nas primeiras páginas de seu livro Tudo Sobre o Amor, Novas Perspectivas, nos instiga a pensar que se parássemos de conceituar o amor como substantivo, mas, sim, como verbo, talvez chegássemos mais perto do que o amor realmente pode ser. Para isso, ela cita a definição do psiquiatra “M. Scott Peck”

    “O amor é o que o amor faz. Amar é um ato de vontade — isto é, tanto uma intenção como uma ação. A vontade também implica escolha. Amar é um ato da vontade”. (citado por hooks, p. 47).

    A partir dessa citação, já fica claro que a autora não só descontrói as concepções comuns sobre o que é amor, mas nos leva a desconstruirmos e reconstruirmos o amor em nós mesmos. Construir o significado de amor em cima de definições errôneas, ou de definição nenhuma, torna muito difícil nos tornamos seres amorosos e amarmos ao próximo quando amadurecemos. Sendo assim, essa não é uma questão que atinge apenas a nossa individualidade. Ao nos construirmos como indivíduos que não compreendem o amor, construímos uma sociedade que também não sabe como amar.

    E você, já se perguntou o que é amor?

    Se sim, convidamos você a entrar nesse diálogo com bell hooks; se não, que tal aproveitar essa pergunta para iniciar suas reflexões e se preparar para dialogar com ela.

     

    Referência:

    hooks, bell. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. tradução Stephanie Borges. São Paulo: Efefante, 2021. 272p.

    *Descrição da imagem: Fundo verde musgo com a capa de um livro de bordas arredondadas ao centro. a capa do livro tem fundo na cor vermelha e está escrito em roxo, ocupando mais da metade da capa, “bell hooks”, logo abaixo, na cor creme: “tudo sobre amor”; e abaixo da palavra “amor” está escrito, em branco: “novas perspectivas”.

     


  • Quem seremos nós quando a pandemia acabar?

    Publicado em 15/10/2021 às 13:29

    Vítor Pluceno Behnck,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Inglês

    Há algum tempo, eu estava conversando com uma amiga sobre as coisas que deixei de fazer antes da pandemia e o quanto me arrependia por não as ter feito: participar do carnaval, pela primeira vez; iniciar a natação;  ir em mais festas e ao bar; sair com o namorado para o cinema… A lista de arrependimentos e vontades que ficaram para trás aumenta ao passo em que a pandemia não finda. E a ansiedade, potencializada pela vida estagnada há quase dois anos, se agrava. De acordo com a segunda edição da pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), seis a cada 10 jovens  entrevistados relataram terem sentido ansiedade e usado exageradamente as redes sociais, durante a pandemia; e, outros 51%, também, apontaram que sentiram exaustão ou cansaço.

    Fonte: Arquivo pessoal do autor*

    Você, leitor, provavelmente, se vê nesses dados, assim como eu: do dia pra noite, não havia perspectiva de futuro. A vida se resumiu ao se isolar dos outros, resultando no isolamento de nós mesmos, pois a falta de convivência dificulta as trocas sociais que constituem nossas subjetividades. De repente, a satisfação de nossos desejos foi suspensa e adiada ad infinitum, sem previsão de voltar, gerando frustração, angústia e tristeza. Em um país como o Brasil, que chegou a registrar três mil mortes diárias por conta da COVID-19, qual o espaço que sobra para a preocupação com o bem-estar emocional da juventude? O que sobrará de nós e quem seremos nós quando a pandemia acabar?

    O mal-estar geracional causado pela pandemia certamente persistirá nas entrelinhas da nossa sociedade. O descontentamento, o isolamento e a súbita virtualização da vida trarão impactos significativos nos nossos modos de vida e de consumo, constituindo novas problemáticas, no que diz respeito à saúde mental coletiva e a maneira com que nos relacionamos e vivemos em comunidade. Por ora, me apego a um conselho muito sábio que uma amiga me deu durante uma de nossas conversas: “tudo poderá ser melhor, como nunca foi”. Queridos leitores e amigos: nós sairemos dessa! Pularemos em festas, beberemos cerveja na mesa do bar, suaremos muito, nas imensas filas do Restaurante Universitário. Faremos tudo o que queríamos poder ter feito e o que ainda não sabíamos que queríamos. Tudo poderá ser melhor, como nunca foi. E com certeza será!

    *Fotodescrição: imagem de uma placa de concreto com o logotipo da UFSC. A placa está suja, com a pintura desgastada, e repleta de fungos, como líquens, e algumas outras plantas acopladas em toda a placa. Ao fundo, é possível ver árvores e, ao lado direito, um prédio da UFSC, com uma pessoa caminhando na calçada.


  • Através dos olhos de Rigoberta Menchú

    Publicado em 11/10/2021 às 14:23

    Sarah de Carvalho Ortega,
    Bolsista PET Letras
    Letras – Espanhol

    Você já ouviu falar sobre Rigoberta Menchú? Mulher que, apesar de ter realizado inúmeras ações dignas de reconhecimento, ainda permanece oculta. Uma das poucas ganhadoras do Nobel da Paz, Menchú revolucionou a história guatemalteca. Com o intuito de compartilhar mais sobre sua trajetória, segue uma breve apresentação de uma das obras dedicadas a ela.

    O livro “Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació mi conciencia”, escrito por Elizabeth Burgos, dedicou-se a narrar a vida de Rigoberta, de maneira sensível, levando o leitor a conhecer parte da cultura quiche e, sobretudo, as diferentes violencias simbólicas sofridas pelos indígenas. Tal obra não se minimiza a uma mera biografia, mas fala sobre a vida de uma comunidade expressa de maneira subjetiva e complexa.

    Fonte: Imagem da Internet*

    É válido ressaltar que o livro foi produzido de forma distinta: Rigoberta, nascida em 1959, um ano antes da Guerra Civil da Guatemala (1960-1966), conta oralmente sua história no idioma espanhol, uma língua que começou a estudar há apenas três anos. Enquanto narrava partes de sua vida, a escritora gravou audios de maneira que, pode preservar na escrita a forma e as estruturas linguísticas utilizadas. Mais além, o livro está dividido em trinta e três capítulos que objetivam expor momentos de sua vida desde a infância, compartilhando práticas culturais de sua comunidade, até o início de sua militância na história da Guatemala.

    Ao longo da leitura, Rigoberta relata a relação do indígena com o trabalho, desde os produzidos na comunidade até os das Fincas — terras pertencentes a famílias ricas, responsáveis pela exploração em massa e, por consequência, pela morte de muitos indígenas. Nestes capítulos iniciais, a narrativa foca em descrever a relação de sua comunidade com a natureza, as relações sociais e suas tradições, contrastando-as com as relações familiares dos ladinos.

    Posteriormente, é possível observar na história de Menchú seu crescimento político tendo como exemplo seus familiares, abarcando o desenvolver nas ações de militância e da própria consciência das múltiplas violências as quais foi submetida. Ao fim, é inegável concluir que o livro de Rigoberta envolve o leitor em sua narrativa, convidando-o a inúmeras reflexões, uma obra essencial para a compreensão da história da Guatemala e, portanto, dos povos indígenas.

    *Foto Descrição: Na foto, o rosto Rigoberta Menchú, uma mulher indígena de pele parda, veste uma blusa colorida com estampas bordadas e usa um colar vermelho com uma grande medalha de cor prata e usa, também, um brinco de pedrinhas brancas. Tem seus cabelos, pretos e lisos, presos, e sobre a cabeça um lenço com listras de diversas cores. Ao fundo, há uma parede de tom bege claro. Seu olhar está direcionado para o canto direito e esboça um sorriso.

     

     

     


  • Jogos no ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira

    Publicado em 05/10/2021 às 16:59

    Camila Vicentini Camargo,
    Bolsista PET-Letras
    Letras Italiano

    Você alguma vez já estudou uma língua estrangeira (LE) — ou qualquer outra matéria — por meio de jogos e dinâmicas em sala de aula? Posso apostar que quando criança, sim. Mas hoje estamos tão acostumados/as com aulas expositivas que, às vezes, quando o/a professor/a propõe algum jogo ou dinâmica diferente, questionamos se aquilo vai realmente nos ajudar no aprendizado ou se é apenas um passatempo, algo para deixar de lado o conteúdo e relaxar.

    Durante um semestre letivo, a depender da proposta e do plano de ensino, nem sempre há tempo para a realização de tais atividades, ainda mais se pensarmos o jogo como algo extra, a ser aplicado “apenas se der tempo”. No entanto, um jogo pode muito bem substituir toda uma aula expositiva, se for bem planejado, e assim o conteúdo da aula é passado apenas através do jogo. Pode ser uma dinâmica de apresentação do conteúdo, para introduzir o que será estudado na sequência didática, por exemplo. Pode também servir para consolidar os conhecimentos já adquiridos, como uma dinâmica de revisão. São muitas as possibilidades.

    Mas de que jogos, de fato, estamos falando? Como esses jogos podem ser aplicados para uma turma de LE?

    Antes de tudo, um jogo, entendido como atividade majoritariamente coletiva, se baseia num conjunto de regras e desenvolve a perspectiva do lúdico nas pessoas. Possui tempo e espaço próprio para ser realizado e permite que seus/suas jogadores/as tenham liberdade, ainda que apoiados/as nas regras. O jogo está sujeito a muitos significados e sentidos e também se relaciona diretamente ao contexto sociocultural — costumes, normas e padrões — do qual os indivíduos fazem parte.

    Podemos, aqui, pensar em algumas classificações de jogos em geral para que possamos compreender quais jogos e tipos de jogos melhor funcionam no ensino-aprendizagem de LE e como podem ser aplicados em sala de aula, seja no ensino presencial ou remoto. Importante ressaltar que determinados jogos funcionam melhor em determinados contextos e isso deve ser observado pelo/a docente para que o jogo atinja seu objetivo pedagógico.

    Vamos às classificações determinadas por Retondar (2007):

    • Jogos de competição: atividades competitivas em que os/as participantes se encontram em situações igualitárias e há um/a vencedor/a. Ex.: competições esportivas.
    • Jogos de acaso: atividades em que predominam o acaso, a sorte, o destino e em que não se faz uso de qualquer habilidade previamente adquirida; aqui o/a jogador/a atua passivamente. Ex.: roleta, bingo, loterias.
    • Jogos de imitação: jogos fictícios em que o/a jogador/a adota um papel para si; atividades em que não existem submissão a regras; jogos protagonizados. Ex.: teatro; imitação; mascaramento.
    • Jogos de vertigem: jogos em que se destrói a estabilidade de percepção do corpo humano e em que se busca atingir algo como transe, espasmo, afastamento da realidade. Ex.: giros, volteios, trocas de direção.

    Além das classificações de Retondar (2007) analisadas, também, por Grillo e Prodócimo (2017), poderíamos acrescentar outras duas categorias, bastante significativas para a área de jogos e dinâmicas no ensino de LE, que vemos a seguir:

    • Jogos de cooperação: dinâmicas de grupo que promovem a cooperação, o espírito de equipe e a ajuda mútua entre os/as integrantes; se desenvolve uma série de habilidades cognitivas e socioemocionais nos/as participantes. Ex.: telefone sem fio.
    • Jogos sensoriais: jogos que trabalham com um ou mais dos sentidos: tato, audição, visão, paladar e olfato; estimulam a imaginação; desenvolvem habilidades e permitem ao/à participante interagir com seu entorno. Ex.: estátua (entre outros jogos com música), jogos em que se deve, de olhos vendados, descobrir um objeto usando apenas o tato, por exemplo.

    Fonte: Montagem feita pela autora a partir de imagens retiradas da internet.*

    Alguns jogos podem ser elencados em mais de uma categoria, por exemplo, cooperação + competição (como vários esportes jogados em equipe); imitação + acaso (como jogos de improviso teatral, por exemplo, em que se deve interpretar a partir dos comandos ditados por terceiros ou de uma carta tirada na hora).

    No ensino de língua estrangeira, podem ser trabalhados jogos como Stop (competição); Complete a história (cooperação); Jogos com dados (acaso); Descreva o objeto (sensorial); Adivinhe o personagem (imitação); etc.

    Jogos de vertigem, ainda que menos comuns para uma aplicação em sala de aula, poderiam ser adaptados, numa situação guiada, por exemplo, em que se tenha um/a participante que diga, na língua estrangeira, que movimentos corporais os outros devem fazer, para atingir determinado objetivo.

    Com tantas possibilidades, e como já dito anteriormente, é interessante observar o contexto de aprendizagem dos/as estudantes e delimitar os objetivos pedagógicos para a realização dos jogos e, claro, planejar e explicar muito bem as regras para que não haja dúvidas durante a atividade e não se prejudique o desempenho dos/as participantes. 

    Se a ideia é revisar o conteúdo, por exemplo, você pode propor um jogo de competição, de tabuleiro, em que o/a aluno/a que acertar a resposta avança uma casa; ou um jogo de cooperação, em que cada grupo deve ordenar as frases para finalizar a história. Se a ideia é introduzir o conteúdo, você pode propor um jogo de adivinhação ou de associação, por exemplo, em que as equipes devem relacionar as palavras sugeridas à imagem apresentada. Essas são apenas algumas sugestões. É possível misturar as categorias e criar um jogo totalmente novo ou aproveitar jogos tradicionais como caça-palavra, stop, forca, trava língua, quebra-cabeça, e tantos outros.

    A dica que posso dar, com base nas experiências que tive como aluna e professora, é não ter medo de experimentar, mas, também, não ir com muita sede ao pote. Na dúvida, realize jogos mais simples ou mais rápidos, no início, para ir sentindo a resposta da turma e ir adaptando as dinâmicas da melhor forma possível. Com o tempo vamos ganhando segurança para propor as diferentes atividades com as quais não éramos acostumados/as antes e, assim, conseguimos facilitar uma transformação no ambiente do/a estudante e uma ampliação de suas habilidades linguísticas.

    Referências:

    RETONDAR, J. J. M. Teoria do jogo: a dimensão lúdica da existência humana. Petrópolis: Vozes, 2007.
    GRILLO, R. de M.; PRODÓCIMO, E. Teoria do jogo: a dimensão lúdica da existência humana. Conexões, Campinas, v. 15, n. 2, p. 251-256, 2017.

    *fotodescrição: Montagem com seis imagens. No canto superior esquerdo, há uma pessoa pegando fichas azuis e laranjas que estão dispostas sobre três mesas. No centro superior, peças quadradas e pequenas de madeira, com letras pretas carimbadas, empilhadas sobre um tabuleiro quadriculado. No canto superior direito, um bloco de caça-palavra, com letras variadas e embaralhadas, dispostas em colunas. No canto inferior esquerdo, um desenho do jogo da forca, com um boneco palito pendurado por uma estrutura, como se estivesse enforcado. No centro inferior, há duas mãos sobre um jogo de tabuleiro. Uma segura um dado e outra segura um peão amarelo. O tabuleiro possui linhas traçadas e coloridas que cada peão deve seguir. No canto inferior direito há quatro estudantes escrevendo com giz sobre um quadro negro. Cada estudante está completando uma coluna da tabela do jogo Stop. Outros estudantes sentados acompanham a escrita.

     


  • Você sabia que na Câmara Municipal tem interpretação para Libras?

    Publicado em 29/09/2021 às 17:15

    Filipe da Silva Gemaque,
    Bolsista de Acessibilidade
    Letras Libras

    Talvez você ainda não saiba, mas a Câmara Municipal de Florianópolis (CMF), em suas sessões ordinárias e sessões solenes, possui intérpretes de Libras-português.

    Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para entendermos essa história, vamos voltar alguns anos atrás. No ano de 2002, quando a Lei n° 10.436 reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão dos surdos brasileiros. Com essa lei, as comunidades surdas brasileiras sinalizantes de Libras passaram a ter mais visibilidade. Assim, no ano de 2005, foi publicado o Decreto n° 5.626 que regulamentou a Lei n° 10.436 e o artigo 18 da Lei n° 10.098 de 2000.

    Fonte: Imagem da Internet*

    Então, no ano de 2016, a mesa diretora apresentou uma proposta de licitação que tinha por objetivo a contratação de  intérpretes de Libras-português para as sessões da Câmara Municipal de Florianópolis, oferecendo informação às comunidades surdas sobre os projetos que estavam em pauta. Contudo, foram muitas as discussões, até que, em 2017, foi feita a licitação para contratação desses profissionais.

    Em janeiro de 2018, foram contratados dois intérpretes para atenderem a essa demanda. Com isso, foi possível perceber a presença da comunidade surda de Florianópolis com mais frequência na Câmara, pois, os intérpretes contratados também estavam disponíveis para o acompanhamento do atendimento aos surdos, seja no esclarecimento de dúvidas sobre a emissão de documentos ou em reuniões com os vereadores; estimulando, portanto, a participação mais efetiva da comunidade surda de Florianópolis no legislativo municipal.

    Atualmente é possível acompanhar as sessões da Câmara as segundas, terças e quartas a partir das 16h pelo YouTube e facebook no camarafpolis e pelos canais da tv 16 da Net e 11.2 da tv aberta.

    Fonte: Print feito do YouTube**

    * Descrição da imagem 1: foto da faixada da Câmara Municipal de Florianópolis com quatro mastros cada um com uma bandeira, da esquerda para direita a primeira bandeira é a do estado de SC, a segunda do Brasil, a terceira do município de Florianópolis e a quarta a bandeira do Mercosul, atrás temos uma fonte imitando uma piscina com várias árvores de porte pequeno e, mais ao fundo, um painel em mosaico contendo figuras do folclore local, representações de aves, pescadores, boi de mamão, renda de bilros.

    ** Descrição da imagem 2: foto de um homem pardo com barba grisalha usando um Taqiyah cor branca ( parecido com uma boina, muitas vezes usado para fins religiosos), uma camisa social cinza e um paletó cinza escuro, ao fundo uma parede cor bege com a metade em madeira, ao lado direito inferior a janela com uma intérprete de cabelos pretos, barba curta, negro, camisa preta, gravata preta e fundo azul claro, ao lado direito da janela de Libras, temos a informação de que trata-se de uma sessão comemorativa ao dia internacional da solidariedade com o povo palestino e a data de 27/11/2019.

     

     


  • Criação artística em tempos pandêmicos

    Publicado em 27/09/2021 às 10:09

    Maria Elis Michels,
    Bolsista de Acessibilidade
    Letras – Libras

    Fotógrafo, estilista, roteirista, cantor, escritor, ator e publicitário se tornaram funções a serem desempenhadas apenas por uma pessoa de dentro de casa. A junção dos serviços de toda uma equipe, concentrada num só artista, foi o estopim da reinvenção da criação e consumo de arte. A importância da criação artística não se faz somente para o público, mas também para os criadores, que fazem da possibilidade de criar arte um refúgio. Em tempos de luta, e de luto, artistas dão vida a projetos, obras e eventos, que funcionam para aliviar, conscientizar e emocionar. Com isso, vemos a criação artística durante a pandemia se destacar no Brasil e ao redor do mundo.

    Fonte: Notícias R7*

    Por trás de toda arte que consumimos, há um criador com seus próprios conflitos e necessidade de se reinventar. Os shows viraram lives, as peças viraram produções em vídeo, reuniões físicas viraram web conferências e, assim, nasceu uma infinidade de produtos digitais. Além disso, as redes sociais se tornaram essenciais para a divulgação de conteúdo. Contudo, cada artista sente o impacto de sua reinvenção de forma diferente. Uma pesquisa, realizada com os alunos da Universidade de São Paulo (USP), mostra relatos que variam desde a arte como refúgio até o bloqueio artístico. A pesquisa abrange desde alunos que criaram projetos artísticos beneficentes à estudiosos que constatam que o consumo de cultura vem diminuindo, sendo um dos motivos ao desestímulo dos artistas na produção.

    Os tipos de produção vão de contos à documentários, entretenimento infantil à arte com objetivo de conscientização. O contexto artístico, assim como toda a população, cresce em responsabilidades e possibilidades. A arte, esteve e está presente em todos os momentos, e é de grande nobreza produzi-la em tempos de crise. Vale lembrar que foram em tempos de crise que surgiram obras como “Guernica”, de Pablo Picasso, e “Decamerão”, de Giovanni Boccaccio. Atualmente, obras grandiosas são criadas todos os dias, e alguns dos exemplos de obras digitais feitas após o início da pandemia são os museus digitais: CAM (Covid Art Museum) e o Museu do Isolamento, por exemplo. Veja mais obras criadas, durante a pandemia, ao redor do mundo clicando aqui.

    Vários estudiosos já se dedicaram a descobrir quais seriam os efeitos da arte no cérebro humano. Menciona-se a atribuição de significados distintos por cada indivíduo, ao ter contato com o conteúdo artístico, o que causa a liberação de diversas substâncias no cérebro, podendo acarretar melhora em pacientes em situação crítica no hospital. Estudos mostram que tanto o apreciador de arte quanto o criador passam por melhoras no sistema cognitivo. Enquanto o criador se mantém imerso no fluxo da atividade criativa, aumentando o fluxo sanguíneo do cérebro, o apreciador, além de liberar dopamina, contribuindo para o bem estar, entra em estágio de “cognição incorporada”, que é, basicamente, um estado de imersão na obra apreciada. Saiba mais sobre esses estudos clicando aqui.

    Diante do cenário pandêmico caótico que afetou toda a população mundial, se não fosse a arte, o sentimento e a imersão no que nos faz sentir vivos, o que mais nos ajudaria a passar por tudo isso?

    Fica o questionamento!

     

    REFERÊNCIAS

    PRADO, Samantha. Como é manter a arte viva em tempos de pandemia. Jornal do Campus, 2020. Disponível em: http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2020/07/como-e-manter-a-arte-viva-em-meio-a-uma-pandemia/. Acesso em: 16 de setembro de 2021

    Guia das artes. Arte reflete impacto mundial do coronavírus. Guia das artes, 2020. Disponível em: https://www.guiadasartes.com.br/noticias/coronavirus-arte-reflete-impacto-mundial-da-doenca. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    Da redação. Decameron. Super Interessante, 2005. Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/decameron/. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    BITTENCOURT, Claudia. Estudo diz que produzir arte é bom para seu cérebro e dizemos que você deve estuda-lo. UNA-SUS, 2015. Disponível em: https://www.unasus.gov.br/noticia/estudo-diz-que-produzir-arte-e-bom-para-seu-cerebro-e-dizemos-que-voce-deve-escuta-lo. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    A mente é maravilhosa. O efeito da arte no nosso cérebro. A mente é maravilhosa, 2019. Disponível em: https://amenteemaravilhosa.com.br/efeito-da-arte-no-nosso-cerebro/. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    Panamericana escola de arte e design. A importância da arte em tempos de incertezas. Escola Panamericana, 2020. Disponível em: https://www.escola-panamericana.com.br/acontece/a-importancia-da-arte-em-tempos-de-incertezas. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    COMCIENCIA. A arte pode melhorar estados emocionais em períodos de isolamento social. COMCIENCIA, 2020. Disponível em: https://www.comciencia.br/a-arte-melhora-estados-emocionais-durante-a-pandemia/. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    Arte Versa. Pandemia e arte: resistência frente ao novo coronavírus. UFRGS, 2020. Disponível em: https://www.ufrgs.br/arteversa/pandemia-e-arte-iniciativas-de-resistencia-frente-ao-novo-coronavirus/. Acesso em: 16 de setembro de 2021.

    Descrição*: Parede branca com uma planta percorrendo a parede até o chão do lado esquerdo. Do lado direito, mais uma planta, vindo do chão com folhas verdes e galhos finos, e, no canto superior direito, mais um galho fino, dessa vez sem folhas. Ao centro, uma obra de arte feita à grafite na parede. A imagem ilustra um homem vestindo tênis, e roupa toda branca, sendo a parte superior uma camisa de força. Os olhos do homem estão totalmente brancos, sem pupila, enquanto ele enxerga um celular à altura do seu olhar que mostra a imagem do coronavírus. O topo da cabeça do homem é completado com parte da imagem ilustrativa do coronavírus, que é redondo, vermelho e possui antenas curtas. No canto superior esquerdo, por trás da planta suspensa, bolinhas vermelhas que ilustram o coronavírus são desenhadas suspensas no ar.


  • Será que a sua senha é fácil de hackear?

    Publicado em 16/09/2021 às 21:05

    Andrés Salas Garcés
    Bolsista PET-Letras
    Letras Libras

    Já imaginou que sua senha pode ser insegura? Para que você possa avaliar o nível de segurança de suas senhas, vou apresentar algumas explicações sobre o que faz uma senha ser fácil de ser descoberta e, também, vou dar algumas dicas para que você possa tornar a sua senha mais segura.

    Para começar, qual dos dois exemplos de senhas você acha que seria mais segura?

    A. minhamaemeama

    B. x09mws

    Então, antes de responder a esta pergunta, vamos entender quais são os métodos mais comuns que os hackers utilizam para conseguir descobrir as senhas.

    Fonte: Technology photo created by master1305 – www.freepik.com


    O ataque de força bruta

    Um computador demora mais ou menos 20 milissegundos (um milissegundo é 1 segundo / 1.000) para fazer uma tentativa com uma senha “x”, quer dizer que ele pode testar 50 senhas diferentes em um segundo. Portanto, em uma hora, é possível testar 180.000 variações. São muitos testes em pouco tempo, não é verdade? E, dependendo dos tipos e quantidade de caracteres da tua senha, é possível calcular quanto tempo um hacker levaria para definir a sua senha utilizando esse método.

    Fonte: https://www.hivesystems.io/blog/are-your-passwords-in-the-green

     

    Agora, considerando os dados da tabela e a senha do exemplo acima (A), podemos ver que ela possui 13 caracteres e conta apenas com letras minúsculas e que, nesse sentido, um hacker pode demorar até 1 ano para quebrar a senha. A senha do outro exemplo (B) possui 6 caracteres entre letras e números. Nesse caso, os criminosos podem levar apenas 1 segundo para descobri-la. Com isto, já está claro qual dos dois exemplos apresentados é o mais difícil de hackear como o método de força bruta, porém, existem outros métodos um pouco mais estratégicos que quebram facilmente a segurança de muitas contas, por exemplo, no caso de contas com senhas de frases comuns.


    Ataques de dicionário

    Com algumas bases de dados de plataformas que foram vítimas de ataques como Canvas no ano 2020, Adobe no ano 2013, Linkedin 2021 ou muitas plataformas de dates.  Os hackers, tendo acesso às bases de dados, começam a utilizar as senhas de outros usuários para fazer match com outras contas. E, por incrível que pareça, esse método funciona muito bem para os criminosos, pois no mundo têm muitas senhas iguais ou comuns. E para piorar, as plataformas para fazer esse tipo de ataque são gratuitas e de código aberto como: Cain and Abel, John the Ripper, Hashcat, Hydra, DaveGrohl, ElcomSoft, Aircrack etc.

    Se você tem dúvida sobre a segurança de seus dados, se eles já foram filtrados, existe um site que é considerado seguro, o qual oferece informação de algumas bases de dados que foram hackeadas: https://haveibeenpwned.com/

    Na continuação, apresentamos a lista das senhas mais usadas no mundo e no Brasil.

    Fonte: https://pt.safetydetectives.com/blog/the-most-hacked-passwords-in-the-world-pt/

    “Estas são as 10 piores e mais frequentemente usadas senhas de 2020, de acordo com a lista de senhas mais comuns do NordPass:

    • 123456
    • 123456789
    • picture1
    • password
    • 12345678
    • 111111
    • 123123
    • 12345
    • 1234567890
    • Senha

    Após falar da importância de termos uma senha mais segura, ou seja, mais difícil de ser hackeada, a qual, inclusive, recomenda-se trocar de tempos em tempos, deixo algumas dicas para você.

     

    Dicas para uma boa senha

    1. Utilizar frases fáceis de lembrar incluindo espaços.

    2. Letras maiúsculas e minúsculas.

    3. Adicionar números.

    4. Caracteres especiais exemplo: @! , . – _

    5. NÃO UTILIZE A MESMA SENHA EM TODAS AS PLATAFORMAS.

    Exemplo: Minha mae me ama*100

     

    *Descrição da imagem: foto de um quarto escuro com um homem sentado numa mesa de madeira com um laptop preto. Ele veste um moletom cinza com o capuz na cabeça e um tecido preto que tapa a metade da sua cara. É difícil ver os olhos dele, uma da suas mãos está no teclado da laptop e a outra está levantada na altura da sua cara fazendo o sinal de joia (mão fechada e polegar estendido apontando para cima).

    **Descrição da imagem: Tabela de fundo azul escuro com título em letras brancas e em letras maiúsculas: “TIME IT TAKES A HACKER TO BRUTE FORCE YOUR PASSWORD”. A tabela tem diferentes cores: roxo – Instantly, vermelho – até 8 horas, laranja – até 1 ano, amarelo até 800.000 anos e verde  – 2 milhões de anos +

    Number of Characters Numbers Only Lowercase Letters Upper and Lowercase Letters Numbers, Upper and Lowercase Letters Numbers, Upper and Lowercase Letters, Symbols
    4 Instantly Instantly Instantly Instantly Instantly
    5 Instantly Instantly Instantly Instantly Instantly
    6 Instantly Instantly Instantly 1 sec 5 secs
    7 Instantly Instantly 25 secs 1 min 6 mins
    8 Instantly 5 secs 22 mins 1 hour 8 hours
    9 Instantly 2 mins 19 hours 3 days 3 weeks
    10 Instantly 58 mins 1 month 7 months 5 years
    11 2 secs 1 day 5 years 41 years 400 years
    12 25 secs 3 weeks 300 years 2k years 34k years
    13 4 mins 1 year 16k years 100k years 2m years
    14 41 mins 51 years 800k years 9m years 200m years
    15 6 hours 1 k years 43m years 600m years 15 bn years
    16 2 days 34k years 2bn years 37bn years Itn years
    17 4 weeks 800k years 1 OObn years 2tn years 93tn years
    18 9 months 23m years 6tn years 100 tn years 7qd years

    No canto inferior  direito o logo e letras da HIVE SYSTEMS em amarelo e oposto a ele tem um texto em amarelo -Data sourced from HowSecureismyPassword.net.

    ***Descrição da imagem: fundo verde com azul um mundo no canto superior esquerdo. No título de letras brancas está escrito “Top 30 Most Used”. Abaixo, temos “Passwords in the World” com letras brancas e fundo vermelho com amarelo. Ao lado dos títulos há ilustrações: uma chave, no lado direito, e um cadeado aberto, no lado esquerdo. Abaixo do título uma tabela de fundo branco com letra azuis de 30 senhas mais utilizadas, listadas em três colunas:

    1. 123456
    2. password
    3. 123456789
    4. 12345
    5. 12345678
    6. qwerty
    7. 1234567
    8. 111111
    9. 1234567890
    10. 123123
    11.     abc123
    12. 1234
    13. password1
    14. iloveyou
    15. 1q2w3e4r
    16. 000000
    17. qwerty123
    18. zaq12wsx
    19. dragon
    20. sunshine
    21. princess
    22. letmein
    23. 654321
    24. monkey
    25. 27653
    26. 1qaz2wsx
    27. 123321
    28. qwertyuiop
    29. superman
    30. asdfghjkl

  • Uma pergunta: quão acessível seu discurso é?

    Publicado em 02/09/2021 às 07:33

    Isabella Flud,
    Bolsista PET-Letras
    Letras – Português

    O ato de tornar o seu discurso inclusivo e acessível vai além de descrever imagens ou, até mesmo, de requerer a presença de intérpretes de Libras-português em eventos. Apesar de serem ações imprescindíveis e que devem ser muito mais recorrentes em nossa sociedade, quero chamar a atenção para a transposição que o seu discurso pode ter ao partir da esfera científica — o meio acadêmico e o conhecimento teórico — para a midiática —, onde se encontram, por exemplo, as redes sociais. Você já parou para pensar como explicar um trabalho da graduação para algum parente que não é da área? Ou apresentar sua pesquisa em um evento com pessoas que, apesar de serem da academia, não possuem familiaridade com o seu objeto de estudo?

    A ação de transformar um assunto “complexo” em algo compreensível deveria ser vista como um dever, já que essa é uma forma de contribuir com a sociedade e, por sua vez, de retornar a ela o conhecimento adquirido durante a sua formação. Cunha & Giordan (2009) afirmam que, pelo fato de a ciência ter um percurso que permeia o meio histórico e cultural dos indivíduos, é preciso considerar a constituição e a estruturação de um discurso que seja entendido com mais facilidade.

    Fonte: Banco de imagens do Canva*

    Transpor seu discurso, divulgar e ampliar o alcance das suas produções do meio acadêmico é muito desafiador, mas deve ser visto como um exercício constante. Atualmente, temos uma forte popularização da divulgação científica que contribui para disseminar a ciência e informar a população, além de combater, principalmente, a propagação de fake news. Cunha & Giordan (2009) enfatizam que, dentro desta transposição, há a necessidade de chamar a atenção de quem está consumindo o conteúdo, justamente para gerar interesse e despertar curiosidade. Geralmente, assuntos que estão inseridos no dia a dia possuem mais destaque por terem mais identificação. Por um lado, uma ciência objetiva, a qual estamos acostumados, e, por outro, um conhecimento adaptado que deve ter em vista a subjetividade de um indivíduo.

    Quem é o seu interlocutor? Para além da adequação linguística, moldar o seu discurso de acordo com o ouvinte é, sobretudo, uma estratégia que contribui com a compreensão do conteúdo explicitado. O Instituto Serrapilheira possui uma série de vídeos no YouTube que desafiam os cientistas brasileiros a reorganizarem o seu discurso de acordo com os três tipos de público: as crianças, os universitários e os especialistas. Temas, como matemática, física, química, entre outros, que são vistos como “difíceis”, são adaptados para três estágios diferentes. É incrível como os pesquisadores realizam a escolha de palavras e expõem diferentes exemplos de cada nível.

    Faça esse exercício! Use metáforas, faça analogias, construa mapas mentais, exponha exemplos do cotidiano, use qualquer outra estratégia ou ferramenta para alcançar a população que não tem familiaridade com o que você estuda. Em diferentes esferas de circulação e com um público diversificado, molde o seu discurso. O conhecimento deve e tem que ser acessível para todos!

    Referências:

    CUNHA, M. GIORDAN, M. A Divulgação Científica Como Um Gênero De Discurso: implicações na sala de aula. Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Florianópolis, 2009.

    *Descrição da imagem:

    Uma sala grande com bastante iluminação com uma mulher branca de cabelo escuro no centro gesticulando com as mãos, vestida com uma blusa social branca e uma calça preta. Atrás, há um quadro branco, uma tela fixada para projetar slides que também está em branco e uma pequena mesa com um monitor. A mulher está se direcionando para uma audiência de sete alunos em seu redor, sendo homens e mulheres que parecem estar prestando atenção por direcionarem seu olhar para ela.


  • Chamada para publicação na Preguiça: Revista (des)acadêmica do PET-Letras (4ª edição)

    Publicado em 30/08/2021 às 11:53

     

    Pensando em todo potencial criativo engavetado pela vida acadêmica, a Revista Preguiça propõe um lugar onde possam ser publicados pequenos textos literários de estudantes da UFSC e de autores(as) externos(as) à Universidade. Textos para serem lidos nos momentos de preguiça, nos breves ócios diários, nos intervalos obrigatórios, nos espreguiçamentos do dia. Textos para serem produzidos com preguiça, breves, de modo que as delongas sejam nossas e não deles. Textos preguiçosos por natureza, pela simples ausência de compromisso.

    Prazo para submissão de textos: de 30/08/2021 a 12/09/2021.

    Inscrição através do seguinte formulário: https://forms.gle/bQ1hF91aZELfzeU56

     

    Ilustração por Lara Norões Albuquerque

    #fotodescrição: Logo da Revista Preguiça, que consiste em uma sequência de ilustrações em forma similar a de aquarela de três rostos do bicho-preguiça. Da esquerda para a direita as ilustrações passam de tons mais escuros para tons mais claros, todas em escala de cinza.


  • PETLitterārium: vivências poéticas (volume 1)

    Publicado em 27/08/2021 às 10:22

    Este livro foi construído pelo trabalho, união e paixão de muitas pessoas diferentes, sendo a manifestação da multiplicidade de talentos e vivências de cada um de nós, além de conter em si os bons momentos que nos trouxe. […] foi idealizado e criado a partir das discussões realizadas no âmbito do PET-Letras UFSC no ano de 2020 e se desenvolveu de forma remota em meio a pandemia da COVID-19 […] Por fim, nosso maior desejo é que este livro contribua de alguma forma com um mundo melhor, mais alegre e mais justo, incentivando a produção literária e o prazer de sua leitura!
    Equipe do PET-Letras UFSC
    (Carlos Henrique Rodrigues e Ana Maria Santiago).

    Em março de 2020, em decorrência da pandemia da COVID-19 e, consequentemente, da suspensão de atividades presenciais na Universidade Federal de Santa Catarina, nós, do Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras, PET-Letras UFSC, reorganizamos nossas atividades para ocorrerem remotamente e, assim, mantermos em funcionamento nossos projetos de ensino, de pesquisa e de extensão.

    Foi nesse contexto que o projeto, “PETLitterārium: leitura, prazer e (re)flexão”, foi idealizado e criado, como parte do projeto estruturante: PET-Grupos: interação e estudo. Em sua concepção original, a equipe pretendia criar um espaço de produção literária que pudesse ser compartilhada e discutida coletivamente. O projeto efetivou-se por meio de seis fases distintas: (1) etapa de produção; (2) etapa de compartilhamento; (3) etapa de leitura; (4) etapa de discussão; (5) etapa de revelação da autoria; (6) etapa de aperfeiçoamento e finalização dos textos.

    O projeto incentivou os petianos e as petianas, estudantes dos cursos de Letras da UFSC (Português, Libras, Espanhol, Francês, Alemão, Inglês e Italiano) a explorarem sua criatividade na produção de poemas, contos e crônicas, os quais resultaram no livro PETLitterārium: vivências poéticas (volume 1), o qual é composto por três partes: (1) Poemas, com textos organizados em forma de verso, seguindo diferentes estilos e propostas; (2) Traduções, com aqueles escritos em língua estrangeira ou em escrita de sinais e que estão acompanhados por sua tradução para o português; e (3) Narrativas, com contos e crônicas.

    Capa do livro**

    O livro foi prefaciado pela profa. Dra. Eliane Debus e reúne mais de cinquenta textos, a maioria de autoria dos integrantes do PET, assim como conta com a participação de alguns convidados: um professor do Cursos de Letras Libras e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC, João Paulo Ampessan; duas doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC, Vitória Tassara e Ingrid Bignardi; um doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UDESC, Rogers Rocha; um servidor da Universidade Federal do Paraná e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Jonatas Medeiros; um professor do Instituto Federal do Sul de Minas, campus Inconfidentes, Davi Medeiros; e uma servidora do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, campus Juiz de Fora, Daniele Fabre.

    Em breve, será realizado um Sarau On-line para o lançamento do livro! Mas você já pode ter seu livro nessa fase de pré-lançamento!

    Baixe gratuitamente o seu e-book, clique aqui!

    **DESCRIÇÃO DA CAPA DO LIVRO PARA TORNÁ-LA ACESSÍVEL*: A capa traz uma explosão, do centro para as extremidades, produzida com pó em diversas cores formando uma nuvem de fumaça colorida sobre um fundo preto com escritos centralizados e em letra branca. Tons de amarelo, laranja, vermelho, bordô, rosa, magenta, lilás, roxo, azul, ciano, verde, turquesa, marrom, bege, e suas variações, se misturam. No alto da página, está escrito: Carlos Henrique Rodrigues; na próxima linha: Ana Maria Santiago; e na seguinte, em letras menores e minúsculas: organizadores. Logo abaixo, mais próximo ao centro da página, o título, destacado e em letras maiores: PETLitterārium; na linha seguinte, em letras menores e minúsculas: vivências poéticas, com um pequeno desnível entre essas duas palavras; e na linha abaixo, em letras ainda menores: volume 1. Na parte inferior da página, há a logo da Editora Insular. Na contracapa, observa-se a mesma imagem da explosão, mas de ponta-cabeça, localizada na parte mais superior. Na metade inferior, há um trecho da apresentação do livro em letras brancas. E, logo abaixo, o ISBN da obra. Na 1ª orelha, sobre um fundo vermelho e em letras brancas, localiza-se esta descrição. Na 2ª orelha, sobre o mesmo fundo e cor de letra, estão os nomes dos participantes da obra em ordem alfabética, um em cada linha, sob o título: PARTICIPANTES DO VOLUME 1. Na lombada, de fundo também vermelho, encontra-se, em letras brancas, na parte central: PETLitterārium vivências poéticas; na parte superior: volume 1; e na inferior: a logo da editora Insular. * utilize a descrição para tornar a imagem da capa acessível