Revista Preguiça do PET-Letras

03/09/2020 20:57

A revista do PET Letras está de volta!

Preguiça, a revista (des)acadêmica do PET Letras, foi pensada, inicialmente, para proporcionar a interação social e criativa dos alunos de diferentes fases dos cursos de Letras.

Surge, então, como um meio de divulgação local das produções literárias dos estudantes, oferecendo um estímulo à produção criativa, por disponibilizar um veículo institucionalizado para a divulgação de ideias dos alunos; e que gerasse reconhecimento e identificação dos seus autores.

Logo em sua primeira edição, a Revista Preguiça passou a receber textos escritos por alunos de todos os cursos de graduação da UFSC, possibilitando, então, a integração das mais diversas áreas, que se voltam para um mesmo objetivo, a produção literária.

A primeira edição da Preguiça foi lançada no ano de 2017 e contou com a colaboração de alunos dos cursos de Letras Inglês, Letras Português, Física e Jornalismo; e para que você possa conhecer esse projeto, disponibilizamos aqui o link para o acesso online na plataforma na qual a revista foi publicada e, também, o PDF para você baixar e ler quando e onde quiser!

Vem conhecer!

Em breve estará aberta a chamada para publicação na 2ª edição.

*Ilustração por Lara Norões Albuquerque 

#fotodescrição: Sequência de ilustrações em forma similar a de aquarela de três rostos do bicho-preguiça, da esquerda para a direita as ilustrações passam de tons mais escuros para tons mais claros, todas em escala de cinza.


PDF DA REVISTA AQUI

Tags: preguiça

“Inspiration porn” e o que você tem a ver com isso.

02/09/2020 15:05

Ana Maria Santiago,
Bolsista de Acessibilidade – PET-Letras
Letras – Português

Inspiration porn, ou pornô de inspiração em português, é um conceito informal cunhado pela australiana Stella Young. Pode ser um pouco difícil de explicá-lo, em um primeiro momento, mas com certeza você já o vivenciou de alguma forma. Caso seja uma pessoa com deficiência, esse conceito está ainda mais presente na sua vida. Mesmo que você não o entenda muito bem, certamente já sentiu os seus efeitos. Sei porque eu mesma já senti. E ainda sinto.

Perdi as contas de quantas vezes fui parabenizada por desconhecidos na rua. Pessoas que não sabem absolutamente nada sobre a minha vida constantemente me cumprimentam pela minha suposta força, coragem ou determinação. Sem me conhecer, repito. Acontece mesmo com quem me conhece. “Você é um exemplo de superação”, dizem colegas e professores. Sem eu ter feito nada de especial. Nada além de viver a minha vida. Isso é pornô de inspiração.

Foto do Arquivo Pessoal

Ainda está difícil de entender? Vamos por partes. A deficiência é entendida na sociedade como algo ruim. Assim, quem tem deficiência imediatamente leva uma vida ruim. Nessa lógica, se mesmo assim a pessoa faz coisas cotidianas, ela deve ser admirada porque, afinal, mesmo tendo essa vida péssima e cheia de problemas, ela vai para a faculdade, compra frutas, sai para comer. E, muitas vezes, faz isso tudo sozinha.

E o pornô de inspiração?

Você se inspira com isso. Isso te motiva. Faz você pensar que, se até mesmo aquela pessoa consegue, você também pode conseguir. Além de se ancorar em uma perspectiva meritocrática muito errada, ainda só faz sentido porque você já achava que aquela pessoa não tinha chance de conseguir nada. Quando ela consegue, te surpreende. Então você a parabeniza. Ao vê-la nos diferentes contextos, você pensa que a sua vida não é tão ruim assim. Pensa que deveria reclamar menos, já que tem sorte. Afinal, você poderia ter uma deficiência, não é? Poderia ser aquela pessoa. Aquela dos vídeos com música triste, das reportagens sensacionalistas e mensagens motivacionais. Todavia, e quando você é aquela pessoa? Eu sou. Sou a manifestação do que muitos consideram uma das piores possibilidades de existência. Isso te conforta? Porque me machuca.

O pornô de inspiração chama-se provocativamente “pornô” porque nos objetifica para que as pessoas sem deficiência se sintam melhor. É mais uma estrutura que oprime um grupo para que outro seja beneficiado. Não existo como pessoa, estudante, colega. Só como a sua inspiração. Isso me apaga, apaga minhas conquistas reais, me transforma em um objeto de superação. Os seus elogios capacitistas não me trazem nada de bom. Não é justo nos colocar nesse lugar, nem contribuir com isso. Ter uma deficiência não nos torna excepcionais, ao contrário do que querem que acreditemos. Usar as potencialidades do nosso corpo para viver nossas vidas não é ser um exemplo de superação. É fazer o que você faz todos os dias. Sim, temos bem mais dificuldade que você, mas isso vem muito mais das condições que não temos na sociedade do que de nós. Também lutamos pelo direito a uma vida ordinária. Pense melhor ao ver uma pessoa com deficiência como sua inspiração. Não estou aqui para inspirar você. Depois aproveite e veja o TED da Stela Young, que explica tudo isso bem melhor do que eu.

#fotodescrição: A foto registra o momento em que Ana está pegando onda. Ao fundo vemos o mar azul com uma pequena ilha ao longe, na linha do horizonte, e o céu com algumas nuvens. Em primeiro plano, Ana está sobre uma prancha amarela e branca em meio a espuma das ondas que acabaram de quebrar. Ana está sorrindo, tem as pernas levemente arqueadas e os braços abertos. Ela veste uma Neoprene preta e um biquini colorido. No canto inferior da foto, há uma logo, onde se lê, em letras maiúsculas pretas, ELF e, em letras menores, Everton Lourenço / Fotografia.

Tags: comunicaPET

Participe do Grupo de Estudos “Mulheres Feministas: Narrativas e Abstrações”

25/08/2020 11:05

O grupo de estudos Mulheres Feministas: Narrativas e Abstrações tem o intuito de criar um espaço onde discussões a respeito de autoras feministas possam ser realizadas e serem acessíveis aos alunos da graduação em Letras, além dos pós-graduandos e da comunidade em geral, a fim de contribuir e auxiliar no contato de mais indivíduos a essas literaturas e, desse modo, possibilitar aprendizados,  reflexões, e compartilhamento de experiências.

Clique aqui para se inscrever

(Fonte: Reprodução / PET-Letras)*

 

Propõe-se a leitura de contos e poesias, além de ensaios e artigos críticos das autoras Charlotte Perkins Gilman, Virginia Woolf, Simone de Beauvoir, Adrienne Rich, Audre Lorde, Alice Walker, Conceição Evaristo, e Chimamanda Ngozi Adichie. Os encontros serão semanais, e discutiremos a obra de uma autora por encontro. Cada membro do grupo poderá se voluntariar a conduzir uma das reuniões, e as leituras obrigatórias e opcionais serão divulgadas nas redes do PET Letras UFSC e serão conforme o cronograma:

Encontro Previsão de data Objetivos Tema
1 25/08
  • Compartilhar e consultar as expectativas dos participantes do grupo;
  • Apresentar o cronograma completo e detalhado;
  • Discutir o cronograma;
  • Definir quem vai moderar em cada reunião.
Introdução
2 01/09
  • Leitura obrigatória do conto “O Papel de Parede Amarelo
  • Leitura complementar: Capítulo 1 de “Women and Economics” (Mulheres e Economia)
Charlotte Perkins Gilman:

A política sexual das relações   entre homens e mulheres.

3 08/09
  • Leitura obrigatória do conto “Uma Sociedade
  • Leitura complementar: “Profissões para mulheres”; “Mulheres romancistas”; e “A posição intelectual das mulheres”.
Virginia Woolf: A presença da mulher no ambiente literário e intelectual.
4 15/09
  • Leitura obrigatória do conto: “A Mulher Desiludida
  • Leitura complementar: “De Beauvoir: O feminismo e a ética existencial”, de Jack Reynolds
Simone de Beauvoir: O feminismo existencialista e a destruição da mulher construída.
5 22/09
  • Leitura obrigatória de poemas: For the record”/”Para Registro”(Tradução de André Caramuru Aubert), “Storm warnings” (que ainda será traduzido). E pré leitura de “My mouth hovers across your breasts” (que será traduzida no momento da reunião
  • Leitura complementar: “Heterosexualidade compulsória e existência lésbica
Adrienne Rich: A heterosexualidade compulsória e o Feminismo
6 29/09
  • Leitura obrigatória dos poemas: “Para cada uma de vocês”; “Quem disse que seria fácil?”; e “Uma mulher fala”.
  • Leitura complementar: “Idade, raça, classe e sexo: as mulheres redefinem a diferença” e “Os usos da raiva: as mulheres reagem ao racismo”.
Audre Lorde: As múltiplas identidades e a raiva necessária de uma outsider.
7 06/09
  • Leitura obrigatória do conto: “Uso diário”.
  • Leitura complementar do ensaio “Em busca dos jardins de nossas mães”, e do ensaio autobiográfico “Beleza: Quando o meu par sou eu”.
Alice Walker: Ancestralidade, negritude, beleza, deficiência, e literatura.
8 13/10
  • Leitura obrigatória dos contos “Olhos D’Água” e “Maria”.
  • Leitura complementar: “Gênero e Etnia: uma escre(vivência) de dupla face”.
Conceição Evaristo: A escre(vivência) e as várias vidas da mulher negra na literatura.
9 20/10
  • Leitura obrigatória do conto: “No Seu Pescoço.
  • Leitura complementar: “Sejamos todos Feministas”.
Chimamanda Ngozi Adichie: O que é ser feminista e o perigo de uma História americana.
10 27/10
  • Compartilhar e ouvir experiências proporcionadas pelo grupo;
  • Sugestão de autoras a serem discutidas em outro momento;
  • Planejar próxima edição em conjunto.
Finalização

*Fotodescrição: Imagem de fundo bege com uma moldura de linha rosa. No centro, de cima para baixo, há a logo do PET Letras UFSC em preto e branco, acima de “Grupo de Estudos”, em bege com fundo rosa, que está acima dos dizeres maiores de “Mulheres Feministas: Narrativas e Abstrações” escrito em bege com sombra rosa, e abaixo está escrito “Carga horária: 15 horas. Com certificação. Início em 25 de Agosto de 2020, às 17 horas. Inscrições: inscricoes.ufsc.br/gepet02” em bege com um fundo rosa. Esses dizeres estão sobre várias imagens de mulheres em preto e branco. No topo, da esquerda para a direta, a foto de Conceição Evaristo, que é uma mulher negra que usa uma faixa no cabelo black power grasalho e um longo brinco na orelha direita e olha para a câmera; Alice Walker, mulher negra com cabelo com dreads meio presos, óculos, segurando flores nos braços; e Virginia Woolf, que tem a pele clara, olha para a esquerda, usa um coque no cabelo escuro e uma roupa branca. Na parte central da imagem, da esquerda para a direita, Simone de Beauvoir, que é branca, e usa uma roupa preta, o cabelo preso, e olha para a esquerda; e Adrienne Rich, que é uma mulher branca de cabelos curtos e escuros e usa um colar com duas voltas. Abaixo, da esquerda para a direita, temos Audre Lorde, que tem a pele negra e um black power baixo, ela olha diretamente para a câmera, Chimamanda Ngozi Adichie, negra com black power olhando para a direta, e Charlotte Gilman, que olha para nós, usa uma roupa branca e tem o cabelo preso e a pele clara. As imagens das mulheres têm uma leve transparência que permite ver suavemente páginas de livros ao fundo.

Mulheres negras para se aplaudir!

24/08/2020 19:03

Nicole da Cruz Rabello,
Bolsista PET-Letras
Letras – Inglês

Dia 25 de julho! Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e CaribenhaÉ com a referência essa data tão importante, e ainda pouco valorizada pela sociedade, que inicio mais um comunicaPET. Hoje, vou apresentar algumas mulheres negras, em todas as suas cores, formas, performances e valores para mostrar que o que define uma pessoa desse gênero não são os seios ou os órgãos sexuais, mas, sim, a identidade do ser mulher.

 Fonte: Site Geledés

Conhece CAROLINA MARIA DE JESUS?

Mulher, negra, pobre, favelada e escritora. Carolina nasceu em Sacramento no dia 14 de março de 1914 e morreu em São Paulo no dia 13 de fevereiro de 1977. Escreveu um diário sobre sua vida humilde de catadora de papéis, que foi publicado com o título “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” em 1960, sua obra foi traduzida para mais de 10 línguas. Carolina é considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras.

Sabe quem é BIA FERREIRA?

Mulher, negra, lésbica e musicista. Bia começou cedo na área da música, seus pais frequentavam a igreja evangélica, estimulando-a a tocar instrumentos. Posteriormente, Bia começa a divulgar seus trabalhos autorais, sendo o seu maior sucesso a música “Cota Não É Esmola” que a lançou no meio artístico e a fez alcançar o almejado reconhecimento. Hoje em dia, Bia já tem um álbum lançado de nome “Igreja Lesbiteriana, Um Chamado”.

Já ouviu falar de MEGG RAYARA?

Mulher, negra, travesti e doutora. Megg teve uma vida difícil, porém nunca desistiu. Ela foi a primeira travesti negra a receber o título de doutora no Brasil. Sua Tese: “O diabo em forma de gente: (r)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na educação” é um estudo sobre si mesma e a percepção que a sociedade tem sobre o corpo negro e travesti e como isso é demonizado e tido como não-natural. Megg Rayara é resistência, não só na sociedade, mas, também, na academia.

Já encontrou com a ALDELICE?

Mulher, negra, professora de dança afro e costureira. Aldelice trabalha na região da grande Florianópolis dando aulas de dança afro e divulgando seu trabalho como estilista de moda afro. Ela também é conhecida pelo apelido “pretinha” e é fortemente engajada no movimento social.

Já acessou o PAPO DE PRETA?

Duas mulheres negras e jornalistas incríveis, se juntaram para conversar e desabafar sobre suas vivências quanto mulheres negras e suas percepções sobre assunto polêmicos relacionados ao racismo, ao empoderamento feminino, à negritude etc. Elas criaram um canal no YouTube para divulgar as suas ideias e deu muito certo, hoje elas têm mais de 159 mil inscritos e fazem palestras pelo Brasil.

Já ouviu XÊNIA FRANÇA?

Mulher negra e cantora. Xênia é baiana e começou a sua vida profissional como modelo, até que começou a cantar em bares. Depois de um tempo entrou para uma banda como cantora até que o Emicida a convidou para participar de um projeto seu chamado “Sua Mina Ouve Meu Rap Também”. Em 2017, ela lançou seu primeiro álbum solo sendo indicada ao Grammy Latino de 2018 e, também, ao Woman Music Award de 2018. Xênia foi a primeira artista negra brasileira a se apresentar no famoso canal do YouTube “COLORS”.

Conhece NDEYE FATOU?

Mulher, negra e estudante. Fatou é descendente de imigrantes senegaleses e ficou conhecida, infelizmente, após sofrer atos de racismo pelos seus colegas estudantes em uma escola particular no Rio de Janeiro. Fatou não se calou e foi até a uma rede de jornal local denunciar as agressões feitos por essas pessoas. Com o sucesso e a popularidade, hoje, cria conteúdos antirracistas além de ter um quadro em seu Instagram chamado “Quintas com Fatou” onde convida personalidades e pessoas negras famosas para conversar e discutir sobre questões raciais, racismo e negritude. Fatou recentemente saiu na capa da revista “Veja Rio” juntamente com outras mulheres negras influentes na sociedade brasileira.

Já segue a PRETA ILUSTRE?

Mulher, preta e ilustradora. Pamella faz quadrinhos no Instagram satirizando e problematizando atitudes e ações “normalizadas” por pessoas brancas de maneira leve e didática. Hoje, ela tem mais de 4 mil seguidores em seu perfil.

Sabe quem é YANNA PORCINO?

Mulher, negra e surda. Yanna tem um perfil no Instagram chamado “meussinaisexpressam”. Atualmente, o perfil dela tem mais de 2 mil seguidores e ela produz conteúdos com temáticas gerais como: aceitação do corpo, sororidade, racismo e surdez.

Espero que tenha gostado de conhecer essas mulheres negras maravilhosas.

Até a próxima!

#fotodescrição: imagem de fundo bege, à esquerda em laranja os dizeres “Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.” E à direita em laranja uma imagem que remete a respingos de aquarela e sobre esta imagem rostos de mulheres negras.

 

Tags: comunicaPET

Audre Lorde e a importância da identidade

17/08/2020 15:47

Luciana dos Santos,
Bolsista PET-Letras
Letras – Inglês

Em seu livro “Irmã Outsider”, temos acesso a diversos ensaios e conferências de Audre Lorde, autora negra, lésbica, feminista, filha de imigrantes, educadora, e que durante sua vida também foi mãe de duas crianças e enfrentou o câncer. Os textos de Lorde demonstram o quanto essas identidades foram de suma importância para sua visão de mundo e para sua missão de vida e lembram que o pessoal é, também, político.

Fonte: Arquivo pessoal*

Além de ensaísta e ativista pelos direitos humanos, Lorde escrevia poesia, onde retratava sua vivência de mulher negra, diante de uma sociedade machista e racista, e um feminismo branco apático diante de suas questões. Audre Lorde colocou o feminismo negro em pauta e desafiou as estruturas que oprimiam ela e outras mulheres que compartilhavam suas identidades.

Como indicação, deixo aqui os textos encontrados no livro Irmã Outsider (em inglês, Sister Outsider):

“A Poesia não é um luxo”, onde a autora traz a importância da poesia enquanto instrumento para dar vazão a sentimentos com ideias que desafiam a diferenciação feita pela sociedade patriarcal racionalista: “Os patriarcas brancos nos disseram: ‘Penso, logo existo’. A mãe negra dentro de cada uma de nós – a poeta – sussurra em nossos sonhos: ‘Sinto, logo posso ser livre’.”(p. 46) A poesia é, portanto, uma ferramenta revolucionária de luta pela libertação.

“Idade, raça, classe e sexo: As mulheres redefinem a diferença”, texto em que a autora discute a diferenciação dos indivíduos e sua segregação entre grupos marginalizados e não marginalizados. De acordo com Lorde, não são nossas diferenças que nos separam, mas a relutância que temos em reconhecer que temos essas diferenças e em aprendermos a lidar com elas de forma mais efetiva. Há, portanto, a necessidade de trabalharmos com nossas identidades e de nos impormos em uma luta conjunta com os que são diferentes de nós.

Por fim, em “Os usos da raiva: As mulheres reagem ao racismo”, Audre Lorde aborda a relevância da raiva na luta contra o racismo. As mulheres negras foram muito discriminadas, principalmente nos movimentos feministas, ao expressarem sua reação ao racismo e ao colocarem suas questões em pauta, acusadas de fazerem uso demasiado da raiva. Para a autora, “não é a raiva de outras mulheres que vai nos destruir, mas nossa recusa em ficarmos quietas para ouvir seus ritmos, em aprender com ela, em irmos além da aparência e em direção à essência, em manipular a raiva como uma fonte importante de empoderamento” (p. 164).

Atualmente, quando a importância do uso de “rótulos”, para afirmarmos nosso lugar no mundo, conquistar e fazer valer direitos, é muitas vezes questionada, as palavras de Lorde reafirmam a necessidade de usar a identidade para ser ouvida a voz de quem a possui, aprendendo todos a encarar as diferenças sociais que nos foram impostas, mas que fazem parte de quem somos, para a usarmos em prol de nosso bem e, também, cabendo a nós elaborar o exercício de escuta quando necessário e, assim, evoluir.

Fonte: Poetry Foundation**

Audre Lorde é uma das autoras que serão discutidas em um grupo de estudos do PET Letras UFSC sobre autoras feministas que começará em breve. Acompanhe as nossas redes sociais para saber mais.

* Descrição 01: Imagem com fundo azul anil texturizado. No meio, um e-reader Kindle com a imagem em preto e branco da capa do livro “Irmã Outsider”. O título e o nome da autora Audre Lorde estão no meio alinhados para esquerda em branco. A imagem de fundo da capa é uma foto de Audre Lorde, ela veste uma camisa e tem um black power curto. Ao redor do kindle, há vários pedaços de papel branco. No topo, à esquerda, há um pedaço de papel escrito “Feminista” em verde com um percevejo dourado furando o papel, à direita, um pedaço de papel com o dizer “Lésbica” em azul, e um clip de papel em uma ponta. No meio à esquerda, um papel dizendo “Educadora” em azul e uma fita adesiva colada no topo, à direita, um papel dizendo “Negra” em vermelho com um clipe de metal preto. Abaixo, à esquerda, um papel escrito “Filha de imigrantes” em vermelho com três grampos pregados, e à direita, um papel escrito “Mãe” em verde com dois pedaços de fita crepe colados no papel.

** Descrição 02: Na foto em preto e branco, Audre Lorde está de pé à esquerda, usando uma camisa branca aberta sobre uma blusa de bolinhas pequenas, e uma calça preta. Ela tem pulseiras nos pulsos, um anel no indicador da mão esquerda, e segura um óculos com as duas mãos. Ela está com os as sobrancelhas levantadas e tem a pele negra e um black power médio. À direta na foto há um quadro negro com os dizeres “Women are powerful and dangerous” (em português, Mulheres são poderosas e perigosas).

Tags: comunicaPET

Gratidão aos Amigos de Quatro Patas

10/08/2020 17:54

Juliana Maggio,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

Especialmente, nos últimos meses, os animais domésticos passaram a ser ainda mais notados em nossas vidas. Certamente, você já deve ter ouvido que eles são os melhores amigos do Homem, talvez pelo fato de estarem ali para dar amor e atenção sem exigir nada em troca. É certo que eles diminuem os níveis de estresse e ansiedade, além de diminuírem os quadros de depressão e solidão e, até mesmo, serem ótimos “antialérgicos” para crianças pequenas, as quais criam anticorpos mediante o contato.

Não só de encantos e amores vive a relação homem-animal, nos últimos anos a área da Saúde veio estudando e adotando medidas terapêuticas como a Terapia Assistida por Animais, a chamada TAA. Essa terapia consiste na união saudável do animal ao ser humano, normalmente são pessoas com depressão, esquizofrenia, mal de Alzheimer, paralisia cerebral, síndrome de down, entre outros. Vale ressaltar que a TAA não substitui nenhum outro tratamento ou terapia tradicional. Além disso, ela deve ser acompanhada por uma equipe especializada e o animal estar devidamente preparado para a função terapêutica, ser dócil e obedecer a instruções.

A TAA é benéfica tanto para os humanos quanto para os animais. Para as pessoas, elas recobram e desenvolvem autoestima, sensação de confiança e responsabilidade, equilíbrio etc. Já para os animais, eles nos ajudam e em troca recebem carinho, atenção e dedicação, tanto por parte dos pacientes quanto da equipe.

Fonte: Azuka – Arquivo Pessoal de Juliana Maggio*

Não há uma espécie animal mais eficiente que outra para desempenhar a terapia, podemos ver cachorros, gatos, cavalos, galinhas e tantos outros animais. Basta necessariamente a pessoa gostar de animais e não possuir nenhum quadro alérgico. A equoterapia é um exemplo de terapia assistida por cavalos que é essencial para promover o equilíbrio, aumentar a concentração, contribuir com a força/tônus muscular e promover o respeito, tanto para com o animal quanto para com outras pessoas.

Pensar em nossas vidas sem esses amigos de quatro patas tem se tornado quase impossível. Como visto, eles estão cada vez mais presentes nos meios sociais. Por esta razão, muitas empresas como o Google, adotaram a visita de animais de seus funcionários em suas dependências, visando uma maior qualidade e desempenho no trabalho. Igualmente, alguns shoppings, hotéis e restaurantes passaram a permitir o acesso desses companheiros e, comumente, oferecem sacolas e álcool gel para higiene. Conhecemos essas medidas com o nome de Pet Friendly.

Ademais, estão ocorrendo diversas campanhas de adoção de animais. Em Florianópolis, por exemplo, você pode acessar sites de adoção e encontrar um novo amigo. O site Procure 1 Amigo é exemplo disso, bem como o Super Viralata que também oferece essa oportunidade, além de você poder ajudar com doações financeiras e de tempo, atuando de forma voluntária na ONG.

Como é sempre bom reforçar, a presença de um amigo de quatro patas é de suma importância. O carinho que permeia a relação pode ser poderoso e valioso, ajudando a saúde mental e a física. Se você tem um amigo desses, pode perceber o poder que eles exercem sobre nós, e se não tem, adote e descubra!

* FotoDescrição: A foto mostra o cão Azuka deitado no chão com uma bola de vôlei entre as patas da frente. Ele parece sorrir mostrando os dentes de baixo, sua cabeça levemente inclinada para cima, enquanto brinca com a bola. Azuka possui pelos brancos e macios, orelhas triangulares em pé, focinho marrom, olhos triangulares e pretos. A bola de vôlei possui as cores em tiras amarelas, brancas e azuis. De fundo vemos um chão amadeirado.

Tags: comunicaPET

Talvez começar a meditar seja realmente o que você precisa

04/08/2020 16:40

Ananda Henn,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

Nesse período de quarentena, tenho passado por um fenômeno estranho: por mais que eu tenha mais tempo livre do que o de costume, o que implicaria, normalmente, em mais tempo para ficar “à toa”, me vejo incapaz de passar um instante sequer sem estar fazendo alguma coisa. Como o de muitas pessoas, meu cérebro parece estar sendo interminavelmente estimulado por milhares de informações vindas de todos os cantos — tanto das notícias do “mundo lá fora” que afetam como nunca a minha vida imediata, quanto das coisas que eu faço para ocupar esse tempo e não pirar — e, juntando a isso uma boa dose de incerteza, angústia e impotência que o coronavírus trouxe às nossas vidas, muitas vezes, é difícil se desligar de tudo isso e, finalmente, relaxar, mesmo que por alguns minutos.

Se bem que, na minha experiência, verdadeiramente relaxar já era algo difícil antes mesmo da pandemia engolir as nossas vidas, com as milhares de notificações exigindo nossa atenção constante, infinitas telas que observamos quase 24 horas por dia e todos lugares para ir, coisas para fazer, pessoas para conhecer. Provavelmente, a maioria de nós só estava ocupada demais vivendo sua vida para notar a ansiedade latente que morava em si. Isso e o fato de que podíamos sair de casa.

Há alguns anos — provavelmente durante alguma férias de verão — eu topei com um minidocumentário no Youtube que me apresentou ao conceito de mindfulness (comumente traduzido como “atenção plena”). Não sei exatamente o porquê de eu ter começado a assistir aquilo, mas foi descobrindo a prática de mindfulness que tive a revelação de que estava vivendo a minha vida bem, “mindful-less”: ansiosa, preocupada e pensando em mil coisas ao mesmo tempo, inconscientemente fazendo as coisas por fazer, sem reservar um tempo para parar, respirar e estar presente. Eu nem sabia que “presente” era uma coisa que eu deveria querer estar. No vídeo, entre as recomendações de como passar a levar uma vida mais mindful (atenta), uma se destacava: a meditação.

Fonte: Imagem retirada da internet.*

Sendo sincera, até assistir aquilo eu era 100% o tipo de pessoa que se alguém chegasse em mim falando alguma variação de “por que você não tenta meditar?”, iria mentalmente revirar os olhos e pensar “uhum, tá” e imediatamente descartar a ideia. Eu achava que meditação era para monges budistas ou outros praticantes de filosofias orientais, para o povo que realmente se enquadra na categoria “zen” de forma não irônica, mas algo sem nenhum sentido para gente comum. Bem, no fim, acho que na verdade eu não tinha a mínima ideia do que era meditação. Obrigada ao Youtube e à ociosidade do verão pelas lições que eu nunca pensei precisar.

Eu mesma não estou aqui para te ensinar o que é meditação e como ela é, mas, sim, que é pra gente comum como você. O Youtube e a ociosidade da quarentena estão aí pra isso. Mas eu te garanto que não há melhor momento para começar a meditar do que agora, e que ela tem o potencial de te ajudar ou, no mínimo, te proporcionar uns 10 minutos de paz por dia. Meu encontro com a meditação se dá geralmente antes de dormir (embora o meu preferido seja cedo de manhã) — há anos tenho muita dificuldade de desligar minha mente e pegar no sono, não importa o quão cansada eu esteja, e meditar pra mim é um contar carneirinhos mais agradável e bem-sucedido —, mas ela vai te receber de braços abertos em qualquer momento do dia, seja logo depois de acordar, no meio da tarde ou no começo da noite.

Tipicamente, nós vivemos nossas vidas e 50% da nossa mente está distraída — então estamos andando pela rua mas pensando sobre a coisa que acabou de acontecer ali ao lado; nós estamos dirigindo nossos carros e não estamos focados na estrada, mas pensando sobre aonde estamos indo. Então precisamos de um exercício em que deixemos os afazeres da vida cotidiana e realmente aprendamos e pratiquemos esse processo de estar mais atento, mais consciente, e é isso que a meditação é. (Andy Puddicombe, criador do aplicativo Headspace, no vídeo já mencionado. Tradução minha).

“Ok então, como eu começo?”, você pode estar se perguntando. É exatamente pra isso que eu estou aqui! Meu primeiro contato com a meditação foi através do aplicativo recomendado no vídeo, pelo qual me apaixonei instantaneamente: Headspace. Ele é um app de meditação guiada, ou seja, você coloca o seu fone de ouvido, senta num lugar confortável e ouve as instruções (dadas em uma voz branda e amigável) do que fazer, como respirar, no que pensar ou não pensar e, enfim, meditar. Depois de alguns dias a voz macia do homem britânico que guiava as meditações já era pra mim como uma amiga benevolente dando conselhos por Whatsapp às 3 da manhã — só ao ouvir o primeiro “Hi” já me sentia amparada e pronta pra dar conta da minha vida.

Se você não quer conhecer meu amigo britânico e treinar seu inglês enquanto medita, sem problemas, o aplicativo já está disponível em português. Para garantir a qualidade da minha recomendação fui testar a voz da narração brasileira e ela pareceu ser igualmente agradável. O curso básico é gratuito e há a opção de pagar uma assinatura que garante outras minimeditações, exercícios para atenção e cursos de meditação para todo tipo de situação, de controle do estresse a ajuda para dormir. Esses minutinhos por dia têm me ajudado a parar e respirar no meio do caos, e talvez possam ajudar você, também, a não surtar (ou surtar menos) na quarentena — afinal, “por que você não tenta meditar?” provavelmente não vai ser a ideia mais maluca a passar pela sua cabeça esse ano.

*Fotodescrição: Fotografia de um homem meditando. Ele se encontra sentado em um sofá cinza com as pernas cruzadas de forma que o pé esquerdo encosta em sua coxa direita e a perna direita está na frente da perna esquerda, com as mãos encostando nos joelhos. Tem pele negra, cabelo dreadlock castanho na altura do pescoço e barba curta, e veste calça jeans preta, camisa polo de mangas longas xadrez rosa, verde, azul e preto, abotoada até a gola, e meias brancas. Ele está de olhos fechados utilizando um fone de ouvido branco conectado a um celular que repousa ao seu lado no sofá. Ao fundo, atrás do sofá, se observa outras outros móveis e algumas plantas com grandes folhas verdes.

Tags: comunicaPET

RESULTADO: CURSOS DE LÍNGUAS – EDIÇÃO REMOTA – PET-Idiomas 2020.2

03/08/2020 20:48

O PET-Letras torna público o resultado do sorteio das vagas para a edição remota dos cursos de línguas do PET-Idiomas. No dia 10/08/2020 será disponibilizado via e-mail o link para acesso à sala virtual. A confirmação da matrícula será no 1º dia de aula.

Abaixo você confere as listas com os(as) sorteados(as).

 

Espanhol – sex 15:10-16:40

Nayra Monyque Guimarães Reis

Tamara Ferreira do Nascimento

Katyanne Melo da Silva

Renan Luigi Cavalmoretti Marcelos

Rozali Araujo dos Santos

Aryadne Rodrigues Moreira

Michele Santos Ramos

Laura Sena Penalva de Souza

Idelma Almansa Concari

Larissa de Oliveira da Silva

Letícia de Almeida Faria Rocha

Lúcio Luciano de Barros Filho

 

Inglês – sex 09:10-10:40

Vitoria Olival Suda

Viviane Fabíola de Oliveira

Ariely Cauany Suptitz

Marieli Rosa

Eula Jurca Gomes

Nathalia Constante Roxo

Késia dos Santos Silva

Leandra Pinheiro Dias

Antônio de Lisboa de Andrade

Tarcisio Duarte Chagas

Maria Clara Leite Magalhães

Franciele Silveira Borges

 

Italiano – qui 18:30-20:00

Alvaro Micaio Santos Castelhano

Alice Ribeiro Dionizio

Rossana Cristina Salvador

Lyssa Karolina de Morais

Francesca Tatiana Albino

Vitória Peralta Salazar

Monalisa Pivetta da Silva

Durvalina Aparecida Guimaraes da Costa Jambassi

Lorena Martins Medronho

Ângelo Brignol de Oliveira Thomazi

Luiz Carlos Rodrigues

Michele Souza de Oliveira

 

Libras – qua 14:20-15:50

Hanna Kaline Torres Picanço Freitas

Amanda de Vargas de Oliveira

Angélica Janayna de Oliveira

Rafaela Oliveira de Souza

Maria Eduarda de Oliveira e Silva

Ana Paula Martins

Nayara Lima Araújo

Bruna Maria Ferreira Mota 

Jadson Pinheiro Ferreira

Yasmin Machado Marqueis

Anna Luisa Soares de Albuquerque

Natália Catarino Paulo

 

Português para estrangeiros – qua 16:20-17:50

Elisângela Martins da Silva

Caroline Fernanda Rangel

Fabricio Paolini

João Victor Souza Martins

Fabiola Beatriz Varas Alfaro

Suzana Pereira de Mendonça

Lina Maria Perez Medina

Mariana da Costa

Giselle Solange Varas Alfaro

Miltes Maria de Souza Iwassake

Andressa Suzane Almeida

Andrea Jeniree Rujano Rodriguez

Eu espero que você esteja bem

28/07/2020 10:38

Camila Vicentini Camargo,
Bolsista do PET-Letras
Letras – Italiano

Você deve conhecer aquele aviso que os passageiros de um voo recebem em caso de despressurização, de que máscaras cairão automaticamente e que se deve, primeiro, colocar a sua e, depois, ajudar outra pessoa. Bom… é sobre isso que eu quero falar hoje.

Nos tempos atuais, o simples ato de acordar pela manhã já é suficiente para nós percebermos que está tudo muito esquisito — de cabeça para baixo, eu diria. Tem coisas demais acontecendo e nós não damos conta. Não dá tempo de assimilar. O medo vai ganhando espaço, mas a vida continua e nós ficamos assim, imobilizados, esperando que isso passe logo e que tudo volte ao normal. Aliás, impossível dizer se as coisas realmente voltarão a ser como costumavam ser, mas esperemos que, de uma forma ou de outra, tudo seja, ao menos, mais humano.

hu·ma·no
(latim humanus, -a, -um)

adjetivo

  1. Do homem ou a ele relativo.
  2. Que mostra sentimentos de compaixão, benevolência ou solidariedade. = BENÉVOLO, BENFAZEJO, BONDOSO, COMPASSIVO, COMPREENSIVO.

Nesse cenário, existem muitas pessoas precisando de ajuda e nós temos como ajudar, e daqui a pouco eu conto como. Antes, eu queria que você tirasse um tempinho para pensar em você e naquilo que pode lhe ajudar, afinal, não é fácil estar ou querer estar o tempo todo aberto(a) e disponível para o outro e esquecer que nós também precisamos estar bem. Com isso, não quero propor extensas e complexas práticas de reconexão e autoconhecimento, mas apenas oferecer algumas ferramentas que podem ser legais num momento como esse, que pede uma pausa.

Vamos lá.

  • Há um grupo de psicólogas realizando atendimentos gratuitos para pessoas envolvidas com a Covid-19, ou seja, pacientes em isolamento, pacientes com Covid-19, equipe médica e de enfermagem, e familiares de pacientes com Covid-19. Portanto, se você faz parte ou conhece alguém que faça parte desse grupo e que esteja precisando de apoio emocional e/ou psicológico, fica a dica.
  • Sobre fazer uma pausa e tirar um tempo para respirar, recomendo a matéria que a nossa colega Ana Gabriela, daqui do PET-Letras, escreveu ensinando algumas respirações comuns em práticas de yoga, que podem lhe ajudar a, de fato, respirar com mais consciência e, assim, a conseguir encarar tudo com mais calma.
  • Você que está sozinho(a) e, sobretudo, se sente solitário(a), talvez se interesse pela ideia de passar um minuto conectado(a) por vídeo com alguém, sem dizer nem fazer nada, só estar ali, partilhando o tempo com o outro. Você pode fazer videochamadas com pessoas que já conhece, certamente, mas o espaço Human permite tal experiência com pessoas do mundo todo, e saber que do outro lado há outras pessoas sozinhas querendo estar ali com você, pode ajudar a levar o sentimento de solidão para longe. Faça uma tentativa!
  • Organizar os pensamentos e compartilhá-los com alguém é uma tarefa importante que pode servir para que nos sintamos mais leves, não é mesmo? Mas já pensou em escrever algo apenas para você? Qual foi a última vez que você colocou no papel aquilo que sente? No espaço FutureMe, você pode escrever uma carta para o futuro, pode programar o envio de um e-mail para a data que você escolher, para o endereço de e-mail que você quiser, com a diferença de que você não terá mais acesso ao que escreveu até a data programada. Imagine, daqui a uns anos, você lendo suas palavras de anos atrás, numa realidade já diferente da que vivemos hoje. Que tal?
  • Por fim, um pouquinho de arte não faz mal a ninguém, você concorda? E, como estamos em casa, esperando por tempos melhores, uma visita virtual a um museu não parece uma má ideia. Aqui, você encontra mais de 30 museus e exposições brasileiras para se perder navegando pela história e pela tecnologia. Vale a pena conferir!

 

Poesia escrita pelo cantor, compositor e escritor Castello Branco, em seu livro intitulado Simpatia.

Espero que essas dicas possam lhe ajudar de alguma forma. Entendo que as realidades em que nos encontramos podem ser muito diferentes e que cada pessoa vai encontrar o seu jeitinho de passar por isso tudo. Em meio a esse desgoverno, somos nós por nós. Precisamos estar presentes e atentos a nós todos, todas e todes.

Pensando, agora, no que está ao nosso alcance para ajudar os outros, eu gostaria de deixar um arquivo organizados pela artista e produtora Diana Salu, em que você encontrará links para diversos institutos, projetos e campanhas que estão apoiando a população trans e LGBQIA+, população negra, povos indígenas e, também, que estão arrecadando doações para o combate ao coronavírus. Se não puder doar, compartilhe. Juntos podemos fazer muita coisa! E se puder, fique em casa. Tudo vai melhorar.

 

Referências:

“humano”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/humano [consultado em 21-06-2020].

Simpatia, 2016, Castello Branco.

* Descrição da imagem: Na foto, uma página de folha bege claro, com escritos em preto. No canto superior esquerdo, levemente desfocado, temos o número 19 seguido de um ponto. Ao centro, a seguinte poesia: “Juntos, mas sós, cuidamos de nós, para cuidarmos de outros após.”

Tags: comunicaPET

INSCRIÇÕES: CURSOS DE LÍNGUAS – EDIÇÃO REMOTA – PET-Idiomas 2020.2

25/07/2020 15:08

 Quer aprender uma nova língua ou aperfeiçoar suas habilidades comunicativas?

RESULTADO – Clique aqui.

Então aproveite essa oportunidade: pocket cursos gratuitos de diferentes línguas!

As inscrições do PET-Idiomas estão abertas das 12h00 do dia 25 de JULHO de 2020 às 22h00 do dia 02 de AGOSTO de 2020.

1- As inscrições somente serão realizadas por meio do sistema de inscrições da UFSC no período indicado acima;

2- Cada candidato poderá se inscrever em SOMENTE UMA TURMA e cada turma terá o máximo de 10 alunos;

3- Os cursos são gratuitos e abertos a todos e todas;

4- Os cursos ocorrerão de forma remota online através da plataforma WebConf, na sala do PET Letras, cujo link será disponibilizado para os alunos no início das aulas;

5- As vagas serão distribuídas por meio de sorteio e o aluno deverá verificar as listas das turmas que serão disponibilizados neste site no dia 03 de AGOSTO a partir das 20h00;

6- Durante a primeira semana de aulas (ENTRE OS DIAS 10 E 17 DE AGOSTO), será realizada uma segunda chamada, caso haja desistências (será considerada desistência a ausência à primeira aula, sem justificativa oficialmente registrada);

7- As aulas têm início previsto para a semana do dia 10 de agosto de 2020 e término na metade de outubro de 2020, conforme o cronograma de cada turma;

8- A matrícula será realizada na primeira aula e o aluno deverá se comprometer a frequentar as aulas e concluir o curso, sob pena de não mais poder concorrer a vagas em atividades promovidas pelo PET-Letras;

9- A certificação será concedida mediante 75% de frequência aos encontros e aproveitamento satisfatório, avaliado pelo professor.

Abaixo você encontra a relação de turmas e horários.

Espanhol: Sexta 15:10 – 16:40, clique aqui para se inscrever

Inglês: Sexta 09:10 – 10:40, clique aqui para se inscrever

Italiano: Quinta 18:30 – 20:00, clique aqui para se inscrever

Libras: Quarta 14:20 – 15:50, clique aqui para se inscrever

Português para Estrangeiros: Quarta 16:20 – 17:50, clique aqui para se inscrever

A identificação de inscrições duplicadas em mais de uma turma implicará no cancelamento completo da inscrição.

ATENÇÃO: Neste semestre, excepcionalmente, só serão ofertadas turmas de NÍVEL 1.

Nível 1

Ao final do curso, espera-se que o participante seja capaz de:

  • compreender e utilizar algumas expressões do dia a dia, assim como frases simples relacionadas às necessidades imediatas, tais como fazer compras, entender e passar direções, dar informações pessoais simples etc.;
  • apresentar-se ou apresentar outras pessoas, abordando assuntos gerais, tais como idade, formação, local onde vive, quem conhece, o que lhe pertence, etc. e responder esse tipo de questões;
  • comunicar em situações correntes que apenas exijam trocas de informações simples e diretas sobre assuntos corriqueiros;
  • interagir de maneira simples com falantes da língua, se eles falarem pausadamente e com clareza.
Tags: petidiomas