Gratidão aos Amigos de Quatro Patas

10/08/2020 17:54

Juliana Maggio,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

Especialmente, nos últimos meses, os animais domésticos passaram a ser ainda mais notados em nossas vidas. Certamente, você já deve ter ouvido que eles são os melhores amigos do Homem, talvez pelo fato de estarem ali para dar amor e atenção sem exigir nada em troca. É certo que eles diminuem os níveis de estresse e ansiedade, além de diminuírem os quadros de depressão e solidão e, até mesmo, serem ótimos “antialérgicos” para crianças pequenas, as quais criam anticorpos mediante o contato.

Não só de encantos e amores vive a relação homem-animal, nos últimos anos a área da Saúde veio estudando e adotando medidas terapêuticas como a Terapia Assistida por Animais, a chamada TAA. Essa terapia consiste na união saudável do animal ao ser humano, normalmente são pessoas com depressão, esquizofrenia, mal de Alzheimer, paralisia cerebral, síndrome de down, entre outros. Vale ressaltar que a TAA não substitui nenhum outro tratamento ou terapia tradicional. Além disso, ela deve ser acompanhada por uma equipe especializada e o animal estar devidamente preparado para a função terapêutica, ser dócil e obedecer a instruções.

A TAA é benéfica tanto para os humanos quanto para os animais. Para as pessoas, elas recobram e desenvolvem autoestima, sensação de confiança e responsabilidade, equilíbrio etc. Já para os animais, eles nos ajudam e em troca recebem carinho, atenção e dedicação, tanto por parte dos pacientes quanto da equipe.

Fonte: Azuka – Arquivo Pessoal de Juliana Maggio*

Não há uma espécie animal mais eficiente que outra para desempenhar a terapia, podemos ver cachorros, gatos, cavalos, galinhas e tantos outros animais. Basta necessariamente a pessoa gostar de animais e não possuir nenhum quadro alérgico. A equoterapia é um exemplo de terapia assistida por cavalos que é essencial para promover o equilíbrio, aumentar a concentração, contribuir com a força/tônus muscular e promover o respeito, tanto para com o animal quanto para com outras pessoas.

Pensar em nossas vidas sem esses amigos de quatro patas tem se tornado quase impossível. Como visto, eles estão cada vez mais presentes nos meios sociais. Por esta razão, muitas empresas como o Google, adotaram a visita de animais de seus funcionários em suas dependências, visando uma maior qualidade e desempenho no trabalho. Igualmente, alguns shoppings, hotéis e restaurantes passaram a permitir o acesso desses companheiros e, comumente, oferecem sacolas e álcool gel para higiene. Conhecemos essas medidas com o nome de Pet Friendly.

Ademais, estão ocorrendo diversas campanhas de adoção de animais. Em Florianópolis, por exemplo, você pode acessar sites de adoção e encontrar um novo amigo. O site Procure 1 Amigo é exemplo disso, bem como o Super Viralata que também oferece essa oportunidade, além de você poder ajudar com doações financeiras e de tempo, atuando de forma voluntária na ONG.

Como é sempre bom reforçar, a presença de um amigo de quatro patas é de suma importância. O carinho que permeia a relação pode ser poderoso e valioso, ajudando a saúde mental e a física. Se você tem um amigo desses, pode perceber o poder que eles exercem sobre nós, e se não tem, adote e descubra!

* FotoDescrição: A foto mostra o cão Azuka deitado no chão com uma bola de vôlei entre as patas da frente. Ele parece sorrir mostrando os dentes de baixo, sua cabeça levemente inclinada para cima, enquanto brinca com a bola. Azuka possui pelos brancos e macios, orelhas triangulares em pé, focinho marrom, olhos triangulares e pretos. A bola de vôlei possui as cores em tiras amarelas, brancas e azuis. De fundo vemos um chão amadeirado.

Tags: comunicaPET

Talvez começar a meditar seja realmente o que você precisa

04/08/2020 16:40

Ananda Henn,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

Nesse período de quarentena, tenho passado por um fenômeno estranho: por mais que eu tenha mais tempo livre do que o de costume, o que implicaria, normalmente, em mais tempo para ficar “à toa”, me vejo incapaz de passar um instante sequer sem estar fazendo alguma coisa. Como o de muitas pessoas, meu cérebro parece estar sendo interminavelmente estimulado por milhares de informações vindas de todos os cantos — tanto das notícias do “mundo lá fora” que afetam como nunca a minha vida imediata, quanto das coisas que eu faço para ocupar esse tempo e não pirar — e, juntando a isso uma boa dose de incerteza, angústia e impotência que o coronavírus trouxe às nossas vidas, muitas vezes, é difícil se desligar de tudo isso e, finalmente, relaxar, mesmo que por alguns minutos.

Se bem que, na minha experiência, verdadeiramente relaxar já era algo difícil antes mesmo da pandemia engolir as nossas vidas, com as milhares de notificações exigindo nossa atenção constante, infinitas telas que observamos quase 24 horas por dia e todos lugares para ir, coisas para fazer, pessoas para conhecer. Provavelmente, a maioria de nós só estava ocupada demais vivendo sua vida para notar a ansiedade latente que morava em si. Isso e o fato de que podíamos sair de casa.

Há alguns anos — provavelmente durante alguma férias de verão — eu topei com um minidocumentário no Youtube que me apresentou ao conceito de mindfulness (comumente traduzido como “atenção plena”). Não sei exatamente o porquê de eu ter começado a assistir aquilo, mas foi descobrindo a prática de mindfulness que tive a revelação de que estava vivendo a minha vida bem, “mindful-less”: ansiosa, preocupada e pensando em mil coisas ao mesmo tempo, inconscientemente fazendo as coisas por fazer, sem reservar um tempo para parar, respirar e estar presente. Eu nem sabia que “presente” era uma coisa que eu deveria querer estar. No vídeo, entre as recomendações de como passar a levar uma vida mais mindful (atenta), uma se destacava: a meditação.

Fonte: Imagem retirada da internet.*

Sendo sincera, até assistir aquilo eu era 100% o tipo de pessoa que se alguém chegasse em mim falando alguma variação de “por que você não tenta meditar?”, iria mentalmente revirar os olhos e pensar “uhum, tá” e imediatamente descartar a ideia. Eu achava que meditação era para monges budistas ou outros praticantes de filosofias orientais, para o povo que realmente se enquadra na categoria “zen” de forma não irônica, mas algo sem nenhum sentido para gente comum. Bem, no fim, acho que na verdade eu não tinha a mínima ideia do que era meditação. Obrigada ao Youtube e à ociosidade do verão pelas lições que eu nunca pensei precisar.

Eu mesma não estou aqui para te ensinar o que é meditação e como ela é, mas, sim, que é pra gente comum como você. O Youtube e a ociosidade da quarentena estão aí pra isso. Mas eu te garanto que não há melhor momento para começar a meditar do que agora, e que ela tem o potencial de te ajudar ou, no mínimo, te proporcionar uns 10 minutos de paz por dia. Meu encontro com a meditação se dá geralmente antes de dormir (embora o meu preferido seja cedo de manhã) — há anos tenho muita dificuldade de desligar minha mente e pegar no sono, não importa o quão cansada eu esteja, e meditar pra mim é um contar carneirinhos mais agradável e bem-sucedido —, mas ela vai te receber de braços abertos em qualquer momento do dia, seja logo depois de acordar, no meio da tarde ou no começo da noite.

Tipicamente, nós vivemos nossas vidas e 50% da nossa mente está distraída — então estamos andando pela rua mas pensando sobre a coisa que acabou de acontecer ali ao lado; nós estamos dirigindo nossos carros e não estamos focados na estrada, mas pensando sobre aonde estamos indo. Então precisamos de um exercício em que deixemos os afazeres da vida cotidiana e realmente aprendamos e pratiquemos esse processo de estar mais atento, mais consciente, e é isso que a meditação é. (Andy Puddicombe, criador do aplicativo Headspace, no vídeo já mencionado. Tradução minha).

“Ok então, como eu começo?”, você pode estar se perguntando. É exatamente pra isso que eu estou aqui! Meu primeiro contato com a meditação foi através do aplicativo recomendado no vídeo, pelo qual me apaixonei instantaneamente: Headspace. Ele é um app de meditação guiada, ou seja, você coloca o seu fone de ouvido, senta num lugar confortável e ouve as instruções (dadas em uma voz branda e amigável) do que fazer, como respirar, no que pensar ou não pensar e, enfim, meditar. Depois de alguns dias a voz macia do homem britânico que guiava as meditações já era pra mim como uma amiga benevolente dando conselhos por Whatsapp às 3 da manhã — só ao ouvir o primeiro “Hi” já me sentia amparada e pronta pra dar conta da minha vida.

Se você não quer conhecer meu amigo britânico e treinar seu inglês enquanto medita, sem problemas, o aplicativo já está disponível em português. Para garantir a qualidade da minha recomendação fui testar a voz da narração brasileira e ela pareceu ser igualmente agradável. O curso básico é gratuito e há a opção de pagar uma assinatura que garante outras minimeditações, exercícios para atenção e cursos de meditação para todo tipo de situação, de controle do estresse a ajuda para dormir. Esses minutinhos por dia têm me ajudado a parar e respirar no meio do caos, e talvez possam ajudar você, também, a não surtar (ou surtar menos) na quarentena — afinal, “por que você não tenta meditar?” provavelmente não vai ser a ideia mais maluca a passar pela sua cabeça esse ano.

*Fotodescrição: Fotografia de um homem meditando. Ele se encontra sentado em um sofá cinza com as pernas cruzadas de forma que o pé esquerdo encosta em sua coxa direita e a perna direita está na frente da perna esquerda, com as mãos encostando nos joelhos. Tem pele negra, cabelo dreadlock castanho na altura do pescoço e barba curta, e veste calça jeans preta, camisa polo de mangas longas xadrez rosa, verde, azul e preto, abotoada até a gola, e meias brancas. Ele está de olhos fechados utilizando um fone de ouvido branco conectado a um celular que repousa ao seu lado no sofá. Ao fundo, atrás do sofá, se observa outras outros móveis e algumas plantas com grandes folhas verdes.

Tags: comunicaPET

RESULTADO: CURSOS DE LÍNGUAS – EDIÇÃO REMOTA – PET-Idiomas 2020.2

03/08/2020 20:48

O PET-Letras torna público o resultado do sorteio das vagas para a edição remota dos cursos de línguas do PET-Idiomas. No dia 10/08/2020 será disponibilizado via e-mail o link para acesso à sala virtual. A confirmação da matrícula será no 1º dia de aula.

Abaixo você confere as listas com os(as) sorteados(as).

 

Espanhol – sex 15:10-16:40

Nayra Monyque Guimarães Reis

Tamara Ferreira do Nascimento

Katyanne Melo da Silva

Renan Luigi Cavalmoretti Marcelos

Rozali Araujo dos Santos

Aryadne Rodrigues Moreira

Michele Santos Ramos

Laura Sena Penalva de Souza

Idelma Almansa Concari

Larissa de Oliveira da Silva

Letícia de Almeida Faria Rocha

Lúcio Luciano de Barros Filho

 

Inglês – sex 09:10-10:40

Vitoria Olival Suda

Viviane Fabíola de Oliveira

Ariely Cauany Suptitz

Marieli Rosa

Eula Jurca Gomes

Nathalia Constante Roxo

Késia dos Santos Silva

Leandra Pinheiro Dias

Antônio de Lisboa de Andrade

Tarcisio Duarte Chagas

Maria Clara Leite Magalhães

Franciele Silveira Borges

 

Italiano – qui 18:30-20:00

Alvaro Micaio Santos Castelhano

Alice Ribeiro Dionizio

Rossana Cristina Salvador

Lyssa Karolina de Morais

Francesca Tatiana Albino

Vitória Peralta Salazar

Monalisa Pivetta da Silva

Durvalina Aparecida Guimaraes da Costa Jambassi

Lorena Martins Medronho

Ângelo Brignol de Oliveira Thomazi

Luiz Carlos Rodrigues

Michele Souza de Oliveira

 

Libras – qua 14:20-15:50

Hanna Kaline Torres Picanço Freitas

Amanda de Vargas de Oliveira

Angélica Janayna de Oliveira

Rafaela Oliveira de Souza

Maria Eduarda de Oliveira e Silva

Ana Paula Martins

Nayara Lima Araújo

Bruna Maria Ferreira Mota 

Jadson Pinheiro Ferreira

Yasmin Machado Marqueis

Anna Luisa Soares de Albuquerque

Natália Catarino Paulo

 

Português para estrangeiros – qua 16:20-17:50

Elisângela Martins da Silva

Caroline Fernanda Rangel

Fabricio Paolini

João Victor Souza Martins

Fabiola Beatriz Varas Alfaro

Suzana Pereira de Mendonça

Lina Maria Perez Medina

Mariana da Costa

Giselle Solange Varas Alfaro

Miltes Maria de Souza Iwassake

Andressa Suzane Almeida

Andrea Jeniree Rujano Rodriguez

Eu espero que você esteja bem

28/07/2020 10:38

Camila Camargo,
Bolsista do PET-Letras
Letras – Italiano

Você deve conhecer aquele aviso que os passageiros de um voo recebem em caso de despressurização, de que máscaras cairão automaticamente e que se deve, primeiro, colocar a sua e, depois, ajudar outra pessoa. Bom… é sobre isso que eu quero falar hoje.

Nos tempos atuais, o simples ato de acordar pela manhã já é suficiente para nós percebermos que está tudo muito esquisito — de cabeça para baixo, eu diria. Tem coisas demais acontecendo e nós não damos conta. Não dá tempo de assimilar. O medo vai ganhando espaço, mas a vida continua e nós ficamos assim, imobilizados, esperando que isso passe logo e que tudo volte ao normal. Aliás, impossível dizer se as coisas realmente voltarão a ser como costumavam ser, mas esperemos que, de uma forma ou de outra, tudo seja, ao menos, mais humano.

hu·ma·no
(latim humanus, -a, -um)

adjetivo

  1. Do homem ou a ele relativo.
  2. Que mostra sentimentos de compaixão, benevolência ou solidariedade. = BENÉVOLO, BENFAZEJO, BONDOSO, COMPASSIVO, COMPREENSIVO.

Nesse cenário, existem muitas pessoas precisando de ajuda e nós temos como ajudar, e daqui a pouco eu conto como. Antes, eu queria que você tirasse um tempinho para pensar em você e naquilo que pode lhe ajudar, afinal, não é fácil estar ou querer estar o tempo todo aberto(a) e disponível para o outro e esquecer que nós também precisamos estar bem. Com isso, não quero propor extensas e complexas práticas de reconexão e autoconhecimento, mas apenas oferecer algumas ferramentas que podem ser legais num momento como esse, que pede uma pausa.

Vamos lá.

  • Há um grupo de psicólogas realizando atendimentos gratuitos para pessoas envolvidas com a Covid-19, ou seja, pacientes em isolamento, pacientes com Covid-19, equipe médica e de enfermagem, e familiares de pacientes com Covid-19. Portanto, se você faz parte ou conhece alguém que faça parte desse grupo e que esteja precisando de apoio emocional e/ou psicológico, fica a dica.
  • Sobre fazer uma pausa e tirar um tempo para respirar, recomendo a matéria que a nossa colega Ana Gabriela, daqui do PET-Letras, escreveu ensinando algumas respirações comuns em práticas de yoga, que podem lhe ajudar a, de fato, respirar com mais consciência e, assim, a conseguir encarar tudo com mais calma.
  • Você que está sozinho(a) e, sobretudo, se sente solitário(a), talvez se interesse pela ideia de passar um minuto conectado(a) por vídeo com alguém, sem dizer nem fazer nada, só estar ali, partilhando o tempo com o outro. Você pode fazer videochamadas com pessoas que já conhece, certamente, mas o espaço Human permite tal experiência com pessoas do mundo todo, e saber que do outro lado há outras pessoas sozinhas querendo estar ali com você, pode ajudar a levar o sentimento de solidão para longe. Faça uma tentativa!
  • Organizar os pensamentos e compartilhá-los com alguém é uma tarefa importante que pode servir para que nos sintamos mais leves, não é mesmo? Mas já pensou em escrever algo apenas para você? Qual foi a última vez que você colocou no papel aquilo que sente? No espaço FutureMe, você pode escrever uma carta para o futuro, pode programar o envio de um e-mail para a data que você escolher, para o endereço de e-mail que você quiser, com a diferença de que você não terá mais acesso ao que escreveu até a data programada. Imagine, daqui a uns anos, você lendo suas palavras de anos atrás, numa realidade já diferente da que vivemos hoje. Que tal?
  • Por fim, um pouquinho de arte não faz mal a ninguém, você concorda? E, como estamos em casa, esperando por tempos melhores, uma visita virtual a um museu não parece uma má ideia. Aqui, você encontra mais de 30 museus e exposições brasileiras para se perder navegando pela história e pela tecnologia. Vale a pena conferir!

 

Poesia escrita pelo cantor, compositor e escritor Castello Branco, em seu livro intitulado Simpatia.

Espero que essas dicas possam lhe ajudar de alguma forma. Entendo que as realidades em que nos encontramos podem ser muito diferentes e que cada pessoa vai encontrar o seu jeitinho de passar por isso tudo. Em meio a esse desgoverno, somos nós por nós. Precisamos estar presentes e atentos a nós todos, todas e todes.

Pensando, agora, no que está ao nosso alcance para ajudar os outros, eu gostaria de deixar um arquivo organizados pela artista e produtora Diana Salu, em que você encontrará links para diversos institutos, projetos e campanhas que estão apoiando a população trans e LGBQIA+, população negra, povos indígenas e, também, que estão arrecadando doações para o combate ao coronavírus. Se não puder doar, compartilhe. Juntos podemos fazer muita coisa! E se puder, fique em casa. Tudo vai melhorar.

 

Referências:

“humano”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/humano [consultado em 21-06-2020].

Simpatia, 2016, Castello Branco.

* Descrição da imagem: Na foto, uma página de folha bege claro, com escritos em preto. No canto superior esquerdo, levemente desfocado, temos o número 19 seguido de um ponto. Ao centro, a seguinte poesia: “Juntos, mas sós, cuidamos de nós, para cuidarmos de outros após.”

Tags: comunicaPET

INSCRIÇÕES: CURSOS DE LÍNGUAS – EDIÇÃO REMOTA – PET-Idiomas 2020.2

25/07/2020 15:08

 Quer aprender uma nova língua ou aperfeiçoar suas habilidades comunicativas?

RESULTADO – Clique aqui.

Então aproveite essa oportunidade: pocket cursos gratuitos de diferentes línguas!

As inscrições do PET-Idiomas estão abertas das 12h00 do dia 25 de JULHO de 2020 às 22h00 do dia 02 de AGOSTO de 2020.

1- As inscrições somente serão realizadas por meio do sistema de inscrições da UFSC no período indicado acima;

2- Cada candidato poderá se inscrever em SOMENTE UMA TURMA e cada turma terá o máximo de 10 alunos;

3- Os cursos são gratuitos e abertos a todos e todas;

4- Os cursos ocorrerão de forma remota online através da plataforma WebConf, na sala do PET Letras, cujo link será disponibilizado para os alunos no início das aulas;

5- As vagas serão distribuídas por meio de sorteio e o aluno deverá verificar as listas das turmas que serão disponibilizados neste site no dia 03 de AGOSTO a partir das 20h00;

6- Durante a primeira semana de aulas (ENTRE OS DIAS 10 E 17 DE AGOSTO), será realizada uma segunda chamada, caso haja desistências (será considerada desistência a ausência à primeira aula, sem justificativa oficialmente registrada);

7- As aulas têm início previsto para a semana do dia 10 de agosto de 2020 e término na metade de outubro de 2020, conforme o cronograma de cada turma;

8- A matrícula será realizada na primeira aula e o aluno deverá se comprometer a frequentar as aulas e concluir o curso, sob pena de não mais poder concorrer a vagas em atividades promovidas pelo PET-Letras;

9- A certificação será concedida mediante 75% de frequência aos encontros e aproveitamento satisfatório, avaliado pelo professor.

Abaixo você encontra a relação de turmas e horários.

Espanhol: Sexta 15:10 – 16:40, clique aqui para se inscrever

Inglês: Sexta 09:10 – 10:40, clique aqui para se inscrever

Italiano: Quinta 18:30 – 20:00, clique aqui para se inscrever

Libras: Quarta 14:20 – 15:50, clique aqui para se inscrever

Português para Estrangeiros: Quarta 16:20 – 17:50, clique aqui para se inscrever

A identificação de inscrições duplicadas em mais de uma turma implicará no cancelamento completo da inscrição.

ATENÇÃO: Neste semestre, excepcionalmente, só serão ofertadas turmas de NÍVEL 1.

Nível 1

Ao final do curso, espera-se que o participante seja capaz de:

  • compreender e utilizar algumas expressões do dia a dia, assim como frases simples relacionadas às necessidades imediatas, tais como fazer compras, entender e passar direções, dar informações pessoais simples etc.;
  • apresentar-se ou apresentar outras pessoas, abordando assuntos gerais, tais como idade, formação, local onde vive, quem conhece, o que lhe pertence, etc. e responder esse tipo de questões;
  • comunicar em situações correntes que apenas exijam trocas de informações simples e diretas sobre assuntos corriqueiros;
  • interagir de maneira simples com falantes da língua, se eles falarem pausadamente e com clareza.
Tags: petidiomas

Podcast: o que é, para que serve e como ouvir?

13/07/2020 15:40

Vítor Pluceno Behnck
Bolsista PET-Letras
Letras – Inglês

Você provavelmente já deve ter ouvido falar deles em algum lugar: os podcasts, mídia em ascensão na internet, têm conquistado muitos usuários e produtores de conteúdo. De acordo com o UOL, um levantamento da plataforma Deezer registrou que o consumo nacional de podcasts cresceu 67% só em 2019. Mas afinal, você sabe o que é um podcast?

Sabemos que muitas vezes as tendências que surgem por aí nada mais são do que uma repaginação de algo que já existiu no passado. Com os podcasts a situação não é muito diferente. Um podcast é como um programa de rádio que você pode ouvir em diferentes plataformas de streaming, como Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, dentre outras.

A maior diferença é que, diferentemente do rádio, o podcast pode ser reproduzido de maneira assíncrona, ou seja: você pode escutar os programas de seu interesse em qualquer lugar e a qualquer momento, desde que você tenha um dispositivo com acesso à internet. Isso permite que você baixe os episódios e ouça-os enquanto lava a louça, limpa a casa ou até mesmo banha os pacotes do mercado com álcool gel.

Fonte: Acervo pessoal (Imagem de livros e revista do petiano Vítor)*

A melhor parte dos podcasts é que você simplesmente encontra todos os tipos de assuntos por lá. Pra quem curte cultura pop e arte, o Take 2 Podcast e VIVIOUVI podem ser uma boa. Quem tem interesse em ouvir mais sobre história e política, Tese Onze e PETcast História (do PET História da Universidade Federal Fluminense) podem te agradar. E pra quem busca algo na área de Letras, eu recomendo o Parafraseando (do PET Letras da Universidade Federal de Pernambuco) e a Rádio Companhia, da editora Companhia das Letras.

Last, but not least, deixo a indicação dos meus podcasts favoritos, que são o Foro de Teresina, podcast de política da Revista Piauí; o Teaching in Critical Times, produzido pelos professores Leonardo da Silva (IFSC) e Priscila Fabiane Farias (UFSC); e obviamente o podcast do PET-Letras UFSC, onde você pode encontrar todas nossas matérias do comunicaPET em formato de áudio. Gosta de podcasts? Tem alguma sugestão de tema para nossos episódios? Entre em contato pelo nosso Instagram @petletras.ufsc ou pelo email petletrasufsc@gmail.com e acompanhe nosso podcast!

*Fotodescrição: Imagem formada por uma composição de três livros e uma revista encostados uns aos outros sobre uma mesa de madeira. A imagem tem um aspecto envelhecido de filme analógico, com um efeito de queima de filme no lado esquerdo. No topo da imagem há o livro “Sapiens: Uma Breve História da humanidade”, de Yuval Noah Harari, que possui uma capa branca com o título centralizado e uma imagem da evolução do gênero Homo; ao lado a revista Dossiê Super Interessante – Freud, que possui um fundo preto e em destaque a face de Sigmund Freud estilizada com um aspecto de pintura. Sobre o olho esquerdo de Freud há uma caixa de texto branca com o título “Freud” e o subtítulo “Para entender de uma vez”. Abaixo, há o livro “Caderno H” de Mário Quintana, que possui um fundo laranja, o título está em preto na parte inferior do livro e o nome do autor na parte superior em branco. Ao lado esquerdo deste livro e embaixo do livro Sapiens, há o livro “Viva a Língua Brasileira” de Sérgio Rodrigues. O livro está virado 90 graus à esquerda, e possui capa com fundo azul. No topo da imagem há o desenho de um homem falando com um megafone, e dele saem várias expressões do português brasileiro. Abaixo, há o título em destaque em letras laranjas, e mais abaixo o nome do autor e da editora Companhia das Letras também em laranja. Acima do livro Sapiens há um potinho de álcool gel, e acima da capa da revista de Freud há dois fones de ouvido, um em cada orelha dele.

Tags: comunicaPET

Ajude as comunidades indígenas a sobreviverem à pandemia!

06/07/2020 19:37

Moara Zambonim,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

“Enterrar o corpo de um Yanomami é arrancá-lo do mundo dos humanos”.

É assim que a reportagem de Eliane Brum, publicada pelo El país Brasil, começa a nos explicar como uma das etnias indígenas mais afetadas pela pandemia de COVID-19 enxerga a morte.  O corpo Yanomami deve ser cremado e meses depois, terá suas cinzas diluídas em um mingau para “que se dissipe no corpo de todos”. A importância desse ritual está na compreensão de que todos compõem uma unidade e, ao se enterrar aquele que se foi, a unidade seria perdida para sempre.

Foi o que aconteceu com três bebês Yanomami, em maio. Infectados pela COVID-19 num hospital em Boa Vista, seus corpos desapareceram e possivelmente enterrados. As mães, desesperadas, buscam reaver seus filhos — e buscam também os culpados.

No 14° episódio do programa de jornalismo humorístico Greg News, o apresentador Gregório Duvivier descreve o descaso governamental que territórios e populações indígenas vêm sofrendo desde muito antes da propagação do vírus, por meio da falta de acesso à cidadania, aos serviços de saúde ou à proteção territorial. A crise de saúde pública atual, segundo o programa, tem sido aproveitada como mais uma ferramenta de fragilização e extermínio desses povos originários. Hoje, dia 06 de julho de 2020, são 11385 casos de COVID-19 confirmados, 426 indígenas mortos pela doença e 122 povos afetados. Os dados são do site “COVID-19 e os povos indígenas”, uma das poucas e mais completas plataformas que tem levantado os números de contaminação e mortes nas comunidades indígenas do país.

Henry Bugalho, filósofo e youtuber, também traz uma reflexão acerca do comportamento do presidente Bolsonaro em relação aos povos indígenas. Segundo o comunicador, Bolsonaro tem um projeto de aculturamento dessas populações, com o objetivo final de apropriação de terras. Em um dos seus vídeos, Bugalho apresenta depoimentos de indígenas sobre a destruição de suas etnias e o que eles esperam de um governo responsável – como uma política de demarcação efetiva de suas terras.

Fonte: Imagem da campanha*

Retomando o vídeo de Duvivier, é importante destacar que ele termina seu vídeo divulgando a campanha de doação “Amazônia contra a COVID-19”, que pretende arrecadar dinheiro para ajudar dez etnias indígenas, mais de 1200 famílias, a não morrerem de fome durante essa pandemia. O objetivo é comprar cestas básicas e produtos de higiene pessoal por seis meses e ajudar famílias indígenas que estão fora das aldeias. Inicialmente, a campanha tinha como meta garantir apoio para três meses, mas o projeto viralizou e muita gente está contribuindo.

Então ajude você também!

Apoie, doe e compartilhe!

* Fotodescrição – Na imagem, vemos a parte de cima de uma casa em primeiro plano e árvores ao redor compondo o cenário, em diversos tons de verde. Ao centro, lê-se em letras brancas estilizadas “AMAZÔNIA CONTRA A COVID-19”, nome da campanha. Ao lado esquerdo, há o desenho de dois ramos folhosos, também em branco, os quais formam um coração. Abaixo da escrita, há uma faixa horizontal branca formada por desenhos indígenas e, embaixo dela, lê-se em letras brancas “AJUDA HUMANITÁRIA AOS POVOS DA FLORESTA”. Ainda mais embaixo, centralizado e em cor branca, lemos “Doe agora e garanta que comunidades indígenas da Amazônia possam enfrentar a Covid-19 e a fome!”

Tags: comunicaPET

Você conhece ou já consultou algum glossário em Libras?

03/07/2020 18:51

Daniel Guilherme Gonçalves,
Bolsista PET-Letras
Letras – Libras

Atualmente, temos diversos glossários em Libras disponíveis na internet. Esses glossários costumam ser organizados a partir de áreas temáticas específicas. Temos os glossários da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que reúnem sinais do curso de Letras Libras e das áreas de Arquitetura, Cinema, Psicologia e Literatura; e os glossários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) que disponibilizam sinais da área de Português e Literatura e termos técnicos de Design, Animação e Fotografia.

Fonte: Interface do Glossário da UFSC – Internet. *

Fonte: Interface de um Glossário do IFSC – Internet. **

Além desses glossários, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, o IFSC – Campus Palhoça Bilíngue, também possui um glossário multimídia que utiliza inclusive o registro em SignWriting (Escrita de Sinais). Tenho tido a oportunidade de acompanhar um grupo de colegas surdos que estão trabalhando com um esse projeto. O Campus Palhoça Bilíngue (clique aqui para conhecer mais sobre o campus) é bastante conhecido pela Comunidade Surda e tem os cursos oferecidos a partir de dois itinerários formativos: o de multimídia e o de educação bilíngue. Diante disso, temos muitos surdos no IFSC e a área de multimídia tem sido bem explorada nesse contexto, contribuindo para a criação e divulgação de novos sinais por meio de glossários em Libras.

Há algumas termos relacionados à multimídia que já possuem sinal em Libras, porém, há outros que ainda não possuem sinais. E, então, os alunos surdos juntamente com os intérpretes que fazem uso desses termos em sala de aula, criam os sinais que precisam ser registrados. Assim, identificamos os termos importantes da área de multimídias e o processo de criação de sinais, no intuito de ampliar o Glossário do Campus Palhoça Bilíngue. Nesse sentido, esses sinais são registrados em Libras em vídeo e, também, por meio da escrita de sinais (SignWriting).

Fonte: Arquivo Pessoal de Daniel – Alguns termos em escrita de sinais (signwriting)***

Portanto, os termos são criados e registrados por meio de um processo bem organizado, no qual alunos, professores e intérpretes de Libras-Português refletem sobre qual seria o sinal mais adequado em Libras para aquele termo. Com os sinais já convencionados pelo grupo, usamos a escrita de sinais para seu registro. Assim, a escrita de sinais é importante nesse processo, pois auxilia aos professores, aos alunos e aos intérpretes que podem registrar os sinais e facilmente consultá-los. Esse projeto ainda é inicial e continuará sendo desenvolvido, já que temos muito ainda para pesquisar e muitos sinais para serem registrados.

Por fim, os glossários são um importante recursos de organização e disponibilização de um vocabulário específico de uma determinada área. Embora eu tenha citado apenas os glossários da UFSC e do IFSC Palhoça Bilíngue, temos diversos outros disponíveis na internet e em várias línguas de sinais.

* fotodescrição 1: Interface do Glossário da UFSC. Na parte superior em cinco retângulos azuis está escrito em branco, respectivamente em cada um deles, Envie Sinais, Contato, Equipe, História e Admin. No canto superior direito está a logo da UFSC. E no lado esquerda da imagem, abaixo do retângulos azuis está um ícone de uma lupa focando uma mão branca de contorno azul com o escrito Glossário, na cor preta, e abaixo, LIBRAS, na cor azul. Em letras pretas pequenas está escrito a seguir, alinhado à esquerda: “Bem vindo ao Glossário de Libras / O conteúdo está dividido nos temas abaixo:”. Então temos seis diferentes ícones, com o seguinte escrito abaixo de cada um, respectivamente: Letras Libras (sob o icone do Letras Libras); Arquitetura (sob o desenho de um sinal de arquitetura em Libras); Cinema (sob o desenho do sinal de cinema em Libras); Psicologia (sob o desenho do sinal de psicologia em Libras); Literatura (sob a escrita de sinais do sinal de Literatura em Libras) e Mais em breve… (sob três quadradinhos pequenos simulando reticencias).Na parte inferior há uma margem verde ondulada.

* fotodescrição 2: Interface do Glossário do IFSC da parte de Design. Na parte superior há uma imagem de uma mesa vista de cima com alguns objetos diversificados espalhados por ela e em letras maiúsculas brancas no centro da imagem está escrito: DESIGN. Logo abaixo, há, a esquerda um vídeo com uma garota tocando a cabeça com o indicador, e no alto do vídeo está escrito ao lado de um pequeno ícone amarelo: Brainstorm (Libras). À direita o termo se repete seguido de uma explicação e de um exemplo (uma imagem com uma serie de palavras ligadas como um mapa conceitual). O mesmo se repete na linha de baixo:  há, a esquerda um vídeo com uma garota tocando a mão direita com a esquerda em frente ao seu corpo, e no alto do vídeo está escrito ao lado de um pequeno ícone amarelo: Briefing (Libras). À direita o termo se repete seguido de uma explicação e de um exemplo (uma série de tópicos ordenados).

*** fotodescrição 3: a imagem apresenta alguns termos em escrita de sinais. Na parte superior da imagem estão enumerados quatro termos, os quais estão escritos em português ou inglês com a escrita de sinais abaixo de cada um deles, a saber 1. Multimidia; 2. ENGENHEIRO DE S.; 3. Design interface; 4. Java, escritos na cor azul dentro de retângulos e destacados com cinza. Na parte inferior da imagem temos mais três termos, em inglês com a escrita de sinais abaixo, a saber: 5. Sulime; 6- Adobe Premiere pra CS6 e 7- After Effects, escritos na cor azul dentro de retângulos e destacados com cinza.

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¿Depresión y ansiedad? ¿Qué es ser feliz?

02/07/2020 21:24

Andrés Leonardo Salas Garcés,
Bolsista PET-Letras
Letras – Libras

La depresión y la ansiedad han sido temas que se han venido tocando en estos últimos años. Ahora, en estos tiempos de cuarentena, la preocupación de que más personas padezcan estos trastornos ha subido exponencialmente en las redes sociales. Por lo tanto, en este texto, se hablará sobre la felicidad del individuo en la sociedad, pero con un enfoque más científico, basándose en estudios del área de la psicología, biología e historia. ¿Qué es la felicidad; es dinero, libertad, salud, o es vivir en un país con democracia o es la igualdad y equidad social, la virtud; es encontrar el amor de tu vida? Las ideologías y programas políticos hoy en día se basan en ideas bastante triviales acerca del origen real de la felicidad humana(HARARI, 2017, p. 413). 

Los comunistas, aseguran que la felicidad se encuentra en una sociedad donde hay igualdad y equidad. Los nacionalistas dicen que es cuestión de autodeterminación política. Los capitalistas dicen que el libre mercado es el camino para la deseada felicidad, la cual gozará la mayoría, ya que da crecimiento económico y abundancia de material, enseña a la gente a confiar en sí misma y ser emprendedora. Décadas recientes, psicólogos y biólogos han aceptado el reto de estudiar científicamente lo que hemos estado llamando de “felicidad”. La definición generalmente aceptada de este es <<bienestar subjetivo>>. La felicidad según esta concepción es algo que siento en mi interior, una sensación o bien de placer inmediato, o bien de satisfacción a largo plazo con la manera en cómo se desarrolla mi vida.

Con estos primeros estudios se llegaron a unas conclusiones bastante interesantes (HARARI, 2017, p. 416). Al parecer el dinero y la salud (siempre y cuando no sea algo que deteriore a la persona progresivamente, dolor o debilitamiento a lo largo de la vida) tienen gran influencia en el bienestar subjetivo de las personas, pero al parecer efímero. Esto varía mucho dependiendo de las situaciones. Pero imagine usted una persona que considerada adinerada, se gana la lotería. Seguramente estará emocionada, su bienestar subjetivo estará por los cielos, se comprará un mejor carro, una casa más grande, viajará, etc. Todo para intentar sentirse realizada, pero es muy probable que en cuestión de dos semanas normalice esa situación y deje de ser especial para ella. Lo mismo para una persona diagnosticada con diabetes; al principio será muy complicado cambiar su rutina, el nivel de bienestar subjetivo estará muy abajo, pero con el tiempo se acostumbrara a su nuevo estilo de vida y dejará de sentirse con desgracia.

La familia y comunidad también parece ser un factor, incluso, más influyente que el dinero y la salud, hay una fuerte relación entre mayor nivel de bienestar subjetivo de personas que vienen de una familia estable o de una comunidad estructurada, ya sea por cuestión de identidad o ¿quizá genética?  Partiendo de esto, objetivamente hay tres tipos de mensajeros químicos responsables de que sintamos aquella sensación que llamamos de “felicidad”: la serotonina, dopamina y la oxitocina. Expertos bioquímicos tienden a comparar el sistema de neurotransmisores con los niveles de un aire acondicionado común, estas máquinas normalmente se fijan en un grado determinado, irán a oscilar en una cierta margen dependiendo de una oleada de calor o frío, pero siempre irán a retornar a su estado predeterminado (HARARI, 2017). Como punto importante para intentar entender lo que es el bienestar subjetivo, se llegó a la conclusión de que es el resultado de algo objetivo (como el dinero, la salud, familia, etc.) y expectativas subjetivas

“Así como se fijan aires acondicionados a 25 grados, otros se fijan a 20 grados. Los sistemas que condicionan la felicidad de los humanos también difieren de una persona a otra, en una escala de 1 a 10 algunas personas nacen con un sistema bioquímico alegre que permite que su humor oscile entre los niveles 6 y 10, y que con el tiempo se estabilice en 8.” (HARARI, 2017, p. 423) En general, este tipo de personas tienden a vivir una vida más feliz, satisfactoria, así tengan un accidente, vivan en una ciudad grande, sean millonarias o pobres. De la misma forma hay personas que tienen una genética que hace su humor oscilar entre los niveles 3 y 7, y que con el tiempo se estabilice en 5. Una persona infeliz como esta, estará fácilmente deprimida, así goce de una familia estable, gane millones en la lotería o esté tan saludable como un atleta olímpico. 

Fonte: Imagen tomada de internet – Edad de la felicidade*

¿Pero qué sentido tiene esa búsqueda insaciable de algo que desaparece apenas llega? ¿Vale la pena tanto esfuerzo por una recompensa efímera? Es esta recompensa la responsable de que nos rasquemos la pierna, compremos cosas innecesarias, incluso crear guerras mundiales. En esa búsqueda de la felicidad, el budismo ha sido una de las religiones que a través de muchos años se ha enfocado en conocer y entender la felicidad del individuo. “Según el budismo, la raíz del sufrimiento no es ni la sensación de dolor ni la tristeza, ni siquiera la falta de sentido. Más bien, el origen real del sufrimiento es la búsqueda continua e inútil de sensaciones fugaces que hace que estemos en un estado de tensión constante de desazón e insatisfacción” (HARARI, 2017, p. 431). “La gente se libera del sufrimiento no cuando experimenta este o aquel placer pasajero, sino cuando comprende la naturaleza no permanente de todas sus sensaciones y dejar de anhelarlas” (HARARI, 2017, p. 423).

Por otro lado, durante muchos años los filósofos, religiosos y pensadores, han entrado en el equívoco intentando definir el placer (dopamina, como tipo de recompensa, instinto de reproducción) y el amor (serotonina, sensación de conformidad, tranquilidad, confianza) como el mismo sentimiento. Mensajeros químicos diferentes, siendo una efímera y la otra más duradera, explicado por Robert H. Lustig en su libro Brain Washed (LUSTIG, 2018). 

Para concluir, como se mencionó anteriormente, es importante resaltar que la sociedad o las personas que nos rodean también son un factor de nuestro bienestar subjetivo, normalmente tendemos a rodearnos de personas que siguen nuestra misma línea de discurso, ya que esto nos genera un sentimiento de tranquilidad; este grupo social es también el responsable de determinar lo que está bien y lo que no. Cuando seguimos esas reglas pre-determinadas, la sociedad tiende a recompensarnos dándonos reconocimiento, colocándonos como ejemplo y catalogándonos como personas de “bien”. Por la búsqueda de ese reconocimiento, nos vemos con la necesidad de comprar los mejores carros, ropa que está a la moda cada 6 meses, ir a los restaurantes más prestigiosos y exhibirlo en las redes sociales, incluso también, estudiar carreras universitarias que tengan un cierto estatus social, ser culto y esforzarnos por tener una posgraduación.

Tal vez en una sociedad llena de insatisfacciones y exponencialmente sensible a imperfecciones e incomodidades, donde los países de estructuras sociales de primer mundo son el ejemplo a seguir para otras muchas naciones “menos desarrolladas”, teniendo algunos de estos países una tasa de suicidios más altos que muchos considerados de tercer mundo, es importante intentar entender los factores de la “felicidad”, ese algo que nos dicen que debemos encontrar en cosas objetivasCon ayuda de la ciencia,  ahora podemos acercarnos un poco más a entender lo que quizá sea necesario para poder combatir esta oleada de depresión de la que muchos jóvenes hoy en día enfrentan en este periodo de pandemia. Y tal vez, considerar hacer uso del conocimiento que el Budismo como alternativa de tratamiento a la depresión antes que los antidepresivos o estimulantes químicos.

Bibliografía

HARARI, Y. N. Sapiens – de animales a dioses, breve historia de la humanidad , 2017

LUSTIG, R. H. Brain Washed, 2018

ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Prevención del suicidio: un imperativo global. Washington, DC: OPS, 2014.

 

* fotodescrição: Foto de um homem de costas com os braços abertos e as mãos levemente abertas olhando para o sol que aparece sobre seu ombro direito. A luz do sol faz com que se veja apenas a silhueta do homem que está sobre um alto de frente para um vale com a paisagem coberta por neblina. O céu limpo e as cores predominantes na fotos são os tons de laranja e amarelo comuns ao entardecer. À esquerda do homem e ao fundo da imagem observam-se montanhas, mais embaixo algumas árvores cobertas pela neblina. Do lado direito, montanhas menores e algumas copas de árvores que ultrapassam a neblina.

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Já se Perguntou Sobre a Sua Existência?

23/06/2020 19:13

Andreia Gomes Araújo,
Bolsista PET-Letras
Letras – Português

Você já deve ter feito algumas perguntas, tais como: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Há um Deus ou vários deuses? Se sim, com o que se pareceria(m)? Será que essa aparência tem alguma semelhança com aquelas criadas pelo homem, as quais podem ser facilmente encontradas em templos, igrejas, santuários, terreiros etc. de diversas religiões e credos? Na verdade, quem nunca se questionou sobre os mistérios que nos cercam, não é mesmo?

Fonte: Foto de Deborah Ory/Ken Browar (https://portaldocurta.wordpress.com/)*

Entretanto, podemos encontrar muitos que imaginam que esse tipo de questionamento não passa de um conjunto de perguntas inúteis que não nos levam a nada. Pode até ser que tenham alguma razão, mas como saberemos se essas perguntas não são de fato importantes? E qual seria a motivação para deixarmos de fazê-las? Entendo que essas perguntas nos possibilitam pensar sobre a nossa existência e, inclusive, a dar sentidos a ela.

A compreensão de nossa existência é algo que nos instiga. Perguntar-se sobre sua realidade, sobre si mesmo, é uma forma de estar no mundo, é um modo de buscar motivações e possibilidades para o viver. É por meio de perguntas que iniciamos nossas buscas e reflexões em direção a descoberta diária do novo. É nessa constante procura que as coisas começam a se encaixar; é que as peças vão formando o quebra-cabeça de nossa vida.

Curiosamente, tenho buscado informações sobre a realidade na física quântica, já que a religião que eu conhecia não me deu as respostas que eu queria. Agora, estou explorando outras possibilidades de explicação e compreensão da realidade e sinto que estou no caminho certo. Existe um livro, cujo título é “O universo autoconsciente”, do físico quântico Amit Goswami (referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade), que pode até ser visto por alguns como mero livro de autoajuda, mas, que tem o propósito de apresentar algumas descobertas da física quântica em relação à compreensão da realidade e às crenças das quais, muitas vezes, fazemos parte. Sugiro a leitura, pois vale muito a pena.

Fonte: Site sincronicidade mágica: você é o que  sincroniza**

Além de compartilhar essas descobertas da física quântica, Goswami menciona a religião, dizendo que “[…] em todas as grandes religiões existem tendências dualistas. Na maioria delas, ocorre o endeusamento de um dado mestre ou a promulgação de um dado sistema de ensinamentos ou crenças. No cômputo final, estes têm que ser transcendidos. Dessa maneira, no estágio final de desenvolvimento, o esquema idealista deve transcender todas as religiões, credos, sistemas de crenças, e mestres” (1998, p. 310). Interessante a visão que ele apresenta, não é mesmo? Então, se ficou curioso indico que o leia, pois não vou dar spoiler.

Por fim, há um documentário também muito interessante, do qual, inclusive, o Amit participa como entrevistado: “Quem somos nós”. Como são feitas muitas críticas a esse documentário, ele se torna ainda mais interessante. O documentário mexe com certas estruturas tradicionais do sistema social e, por sua vez, vai de encontro a muitas crenças que nos foram socialmente ensinadas. Então, se você já se fez e ainda se faz muitas perguntas sobre o que é e como funciona nossa realidade e, consequentemente, está em sua busca por respostas, deixo essas duas boas sugestões: o livro “O universo autoconsciente” e o documentário “Quem somos nós”.

Referência:

GOSWAMI, Amit; REED Richard E.; GOSWAMI, Maggie. O universo Autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. Tradução de Ruy Jungmann. 2. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1998.

*fotodescrição: Na imagem um homem suspenso no ar em posição frontal, sua cabeça está levemente inclinada para a sua esquerda, assim com sua mão esquerda (como se estivesse dando a mão para alguém), está com semblante de paz e olhos fechados. O homem, branco de cabelos lisos e escuros, veste uma cueca tipo boxer branca. Sua musculatura é sarada.  A imagem está em preto e branco.

**fotodescrição: É uma imagem do livro “O universo autoconsciente”, a cor predominante é azul marinho, bem escuro, quase preto. Na parte superior, mais para esquerda, uma cabeça, que mostra mais o rosto (virada para baixo) de um humano, não dá para saber se é homem ou mulher, apesar de se aproximar da imagem de um homem. Não dá para saber direito porque onde seria o cabelo tem flechas de luz. Este rosto está em cor branca luminosa que transcende a cabeça. O livro está levemente inclinado para sua direita. Na parte inferior esquerda, de cima para baixo, está escrito: “O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material”, depois estão os nomes dos autores: “Amit Goswami (autor do best seller a física da alma) com Richard E. Reed e Maggie Goswami”. Na lateral de baixo para cima temos o símbolo da editora e o título “Universo autoconsciente” e o nome do físico Amit Goswami.

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