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Resultado da primeira etapa do Edital 02/2020/PET – Seleção de Bolsistas
O PET-Letras torna pública a o resultado da primeira etapa do processo seletivo para preenchimento de 01 (uma) vaga para bolsista do Programa de Educação Tutorial, conforme os estabelecido no Edital 02/2020/PET.
Para acessar o resultado da primeira etapa, clique aqui!
Esteja atendo a publicação das informações e resultados das demais etapas:
Segunda Etapa: 28 de maio de 2020 (entrevista virtual), CONFORME O HORÁRIO APRESENTADO JUNTO AO RESULTADO.
As entrevistas serão na sala: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/carlos-henrique-6
Para evitar problemas, acesse a sala, no mínimo, 5 minutos antes do horário marcado. Leia as orientações presentes no item 4 do Edital 02/2020/PET.ATENÇÃO: A segunda etapa será realizada na plataforma Conferência Web da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. Será necessário acessar a plataforma no endereço que será disponibilizado. O candidato precisa dispor de computador conectado à internet com webcam, fones de ouvido e microfone, recomendamos não acessar a sala pelo celular).
Resultado Final: 29 de maio de 2020 após às 18h00min nesta página.
Equipe do PET-Letras.
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A História Secreta (1992) e O que te pertence (2016): leituras recomendadas
Ananda Henn,
Bolsista PET-Letras
Letras – PortuguêsAssim como muita gente que aproveitou o tempo livre da quarentena para atualizar as leituras, o que eu mais tenho feito nesse período é ler, ler e ler. Pensando nisso, vou apresentar e comentar dois romances contemporâneos que li recentemente e que gostei muito: A História Secreta (1992) e O que te pertence (2016). Os achei excelentes e, embora muito diferentes, os dois me envolveram completamente e me ajudaram a escapar, algumas horas por dia, da monotonia da quarentena.
Fonte: Arquivo pessoal – Ananda lendo O que te pertence*
A História Secreta, de Donna Tartt (1992)
Esse livro é o próprio meme “essa festa virou um enterro”. Romance de estreia da americana Donna Tartt, mais conhecida pelo seu lançamento de 2013, O Pintassilgo (cuja adaptação para o cinema ninguém assistiu ano passado [link]), foi publicada no Brasil pela editora Companhia das Letras com tradução de Celso Nogueira. A extensa narrativa acompanha um grupo de seis estudantes de uma universidade de elite americana que, sob a influência de um carismático professor de Clássicos, descobre uma maneira de pensar e viver que é distante da existência monótona de seus contemporâneos. Porém, depois de um evento que os leva além do limite da moralidade normal, acabam passando da obsessão à compulsão e traição, e, por fim, ao mal.
Por mais que o livro comece já revelando a terrível ação central da trama — uma das primeiras informações dada ao leitor é que Bunny Corcoran havia sido assassinado e os autores do crime foram o narrador e seus amigos —, eu me vi imersa de tal forma na dinâmica desse excêntrico grupo de personagens que o assassinato se tornou, em alguns momentos, quase que uma inevitabilidade irrelevante. Você quer saber como tudo aconteceu, é claro, e o porquê deles terem matado Bunny, mas, acima de tudo, espera uma justificativa, a exposição inevitável de um fato que justifique o ato, anule-o de sua perversidade; quase que cegamente você se pega esperando (melhor, desejando) nada menos que um final glorioso para os personagens, independente do horror de suas ações. A ruína — merecida ou não — parece impossível para aqueles jovens estudantes tão magnéticos e interessantes, pertencentes a um mundo de arte, de Clássicos, de intelectualidade e de riqueza. Você, assim como eles, quer acreditar na beleza da vida que vivem. Porém, como lhes é ensinado em uma aula de grego: “beleza é terror” e, diante de tudo o que chamamos de belo, estremecemos.
O que te pertence, de Garth Greenwell (2016)
Se no livro anterior o plano de fundo da narrativa era aquele de beleza, pureza e luz, nesse encontrei o contrário. Na narrativa, breve e também em primeira pessoa, são temas como vergonha, doença, violência e dor que predominam. Esse romance de autoficção — o primeiro do americano Garth Greenwell — chegou ao Brasil ano passado em uma edição belíssima da Todavia, com tradução de José Geraldo Couto. Seguindo uma ordem não linear, o enredo parte do relacionamento que um professor americano estabelece com o jovem Mitko, que encontra em um banheiro público do Palácio Nacional da Cultura na capital da Bulgária, e a quem paga para fazer sexo. Ele continua a voltar a Mitko repetidamente, atraído por desejo, solidão e risco, e se vê emaranhado em um relacionamento em que a luxúria leva à predação mútua e a ternura pode se transformar em violência. Enquanto luta para reconciliar seu desejo com a angústia que este cria, ele é forçado a lidar com sua própria história, o mundo de sua infância no sul dos EUA, sua sexualidade, e o relacionamento com seu pai.
Uma das maiores riquezas desse livro é, definitivamente, sua prosa. Eu poderia ficar falando extensamente sobre como fiquei maravilhada pelas escolhas formais tomadas pelo autor para melhor contar essa história, mas me atentarei apenas a comentar a narração introspectiva do personagem principal. Como leitores, além de fatos que compõem um enredo, temos acesso a um narrador extremamente sensível e consciente, que não somente rememora momentos de sua vida, mas os reflete, ou melhor, reflete a si mesmo. Com uma narrativa densa e de imensa intensidade lírica, o livro apresenta uma reflexão inigualável sobre a complexidade de nossos desejos.
Fonte: Reprodução (O que te pertence – Editora Todavia; autor Garth Greenwell; A História Secreta – Editora Companhia das Letras; autora Donna Tartt)**
Essas, então, são as minhas duas recomendações para quem está procurando por livros envolventes e interessantes para ler enquanto estamos todos presos em casa. Deixo aqui, também, a dica para explorarem os outros títulos desses autores: gosto muito d’O Pintassilgo (2013), da Tartt, e o recém-lançado Cleaness (2020), de Greenwell (infelizmente ainda sem previsão de publicação no Brasil), foi uma das minhas leituras favoritas desse ano.
*Descrição da imagem 01: Ananda está sentada em uma cadeira de vime marrom, com uma almofada azul nas costas, e lê o livro O que te pertence, que cobre a parte inferior do seu rosto. Veste calça e casaco de moletom preto, camiseta verde escura e touca de tricô listrada em tons de azul, e usa óculos de grau com armação quadrada, de cor vermelho escuro. Seus cabelos castanhos e cacheados estão soltos. Ao seu lado pode-se ver parte de um rack branco de sala de estar, coberto de vasos de plantas, e ao fundo uma cortina branca de tecido fino.
**Descrição da imagem 02: Imagens das capas e autores dos livros lado a lado. Da esquerda para direita, capa do livro O que te pertence, em que se vê, em preto e branco, a fotografia de um fragmento de uma cama com o lençol branco amarrotado, e ao fundo, em tons de cinza, parte de uma janela coberta por cortinas de pano liso bem fino; a imagem da capa é emoldurada por linhas de cor rosa claro, nas quatro extremidades do livro; no centro da capa lê-se “O QUE TE PERTENCE”, no mesmo tom de rosa; acima do título, centralizado no topo superior, o nome do autor “Garth Grenwell”, em branco, e abaixo, centralizado no topo inferior, a logomarca da editora Todavia, quatro figuras geométricas que representam as formas que a boca faz quando se pronuncia as sílabas to-da-vi-a, também em branco. Ao lado, fotografia do autor Garth Greenwell, em preto e branco, enquadrada até a altura do tórax; o autor está com o rosto levemente inclinado para a direita, apoiado na mão direita, cujo dedo polegar toca seu queixo e o indicador, sua mandíbula; Greenwell possui pele clara, cabelos lisos, curtos e claros, e veste uma camisa social escura, tendo o olhar direcionado para a câmera com as sobrancelhas levemente arqueadas, sem sorrir. Á direita, imagem da capa do livro A História Secreta, em que se vê a fotografia do rosto de uma escultura da Grécia Antiga, em mármore branco, com o olhar direcionado para baixo e a cabeça inclinada para a direita, em frente a um fundo cinza; a fotografia apresenta um corte em sentido diagonal que vai do canto direito da extremidade inferior até a metade da extremidade esquerda da foto, fragmentando a imagem da escultura e revelando, no espaço entre os dois fragmentos, um fundo vermelho que preenche também a parte inferior da capa, onde se lê, centralizado em branco, “A HISTÓRIA SECRETA”, e abaixo, “O primeiro best-seller da autora de O Pintassilgo”; centralizado no topo superior da capa, em cima do cabelo da escultura, se lê “Donna Tart”, em vermelho, e no pescoço da escultura, alinhado à esquerda, a logomarca da editora Companhia das Letras, em branco. Por fim, á direita, fotografia da autora Donna Tartt, em preto e branco, enquadrada até a altura da cintura; a autora encontra-se com um braço apoiado em cima do outro, e cada mão segura o cotovelo do braço oposto; possui a cabeça levemente inclinada para o lado direito e o olhar direcionado também para a direita, acima do nível da foto, com um sorriso discreto; Tartt veste um terno escuro com camisa social branca com listras pretas, tem o cabelo liso e escuro cortado na altura no queixo e pele clara.
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Homologação das inscrições Edital 02/2020/PET – Seleção de Bolsistas
O PET-Letras torna pública a homologação de inscrições para o processo seletivo para preenchimento de 01 (uma) vaga para bolsista do Programa de Educação Tutorial, conforme os estabelecido no Edital 02/2020/PET.
Para acessar a lista de inscrições homologadas e não homologadas, clique aqui.
Esteja atendo a publicação das informações e resultados das demais etapas:
Primeira etapa: 27 de maio de 2020 (sem a presença do candidato)
Resultado da primeira etapa: 27 de maio de 2020 após às 18h00min (divulgação do link para acesso a sala e horário da segunda etapa).
Segunda Etapa: 28 de maio de 2020 (entrevista virtual).
Resultado Final: 29 de maio de 2020 após às 18h00min nesta página.
Equipe do PET-Letras.
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As vantagens do Yoga para a vida cotidiana
Ana Gabriela Dutra Santos,
Bolsista de Acessibilidade
Letras – LibrasMuito se ouve falar sobre o Yoga atualmente. Há muitas aulas sendo ministradas, inclusive virtualmente, e diversos cursos sendo ofertados em todo o país. Entretanto, algumas perguntas ainda são bem comuns: o que é Yoga? Como surgiu? Qual o seu propósito? Como ele pode auxiliar, inclusive, em nossas leituras e estudos?
O Yoga é uma filosofia milenar que teve sua origem na civilização do vale do Indo, embora se acredite que o Yoga é muito mais antigo do que se pensa, os seus registros primeiros foram feitos há, aproximadamente, seis ou sete milênios. A palavra Yoga deriva do sânscrito Yog que, de tantos outros significados que possui, também pode significar “unir”. De forma bem simplificada, o Yoga pode ser definido como o caminho que leva ao autoconhecimento, à realização de quem verdadeiramente somos. Assim, o Yoga tem o propósito de nos conduzir ao autoconhecimento, à consciência — acredita-se que praticar o Yoga é um viver consciente.
Fonte: Arquivo pessoal – Ana Gabriela fazendo Yoga*
A prática de Yoga é um suporte ao crescimento pessoal, os asanas (posturas), os pranayamas (respirações) e as meditações são o meio para que possamos nos lapidar e buscar a plenitude. É através da prática que começamos a perceber nossos medos, inseguranças, inquietações, desequilíbrios, limites, entre outros. Assim, a prática nos permite conhecer e lidar com cada aspecto nosso, nos ajuda a vencer os medos, a aquietar a mente, a manter o equilíbrio, durante situações difíceis ou desafiadoras, e a superar limites.
O Yoga, como já mencionado anteriormente, consegue nos tranquilizar e acalmar. Entretanto, quando necessitamos estar mais dispostos e com mais energia, também podemos conseguir por meio das práticas. Por exemplo, em aulas realizadas pela manhã, onde teremos o dia todo pela frente com trabalho, estudos, encontros etc., podemos fazer práticas que nos deixarão melhor preparados e dispostos para as atividades do dia. Da mesma forma, podemos realizar práticas, inclusive à noite, para podermos acalmar e relaxar, preparando nosso corpo e mente para o sono.
Todos benefícios que o Yoga proporciona reverberam nas diversas áreas de nossas vidas, inclusive em nossos processos de aprendizagem. O Yoga na educação, desde o nível básico até o nível mais elevado, pode-se mostrar muito eficiente. Já existem alguns estudos que indicam que as práticas de Yoga proporcionam aos estudantes mais disposição, atenção e concentração para as atividades escolares. Assim, se você é estudante e deseja estar mais concentrado para fazer suas leituras, para escrever textos, para estudar aquele conteúdo desafiador para você, sugiro que busque melhor conhecer o Yoga e começar a praticá-lo, pois, certamente, isso vai te auxiliar física, emocional e mentalmente.
* Foto descrição: Foto tirada de perfil em uma praia. Ao fundo o mar, algumas pedras, o céu azul com poucas nuvens e montanhas bem distantes. Contrastando com o mar e com a areia da praia, no canto superior direito e esquerdo da foto há alguns galhos de árvore. Na areia a Ana Gabriela faz um asana (perna direita flexionada com o calcanhar abaixo da pélvis e a perna esquerda para trás. Com o tronco alinhado a mão direita elevada pela frente do corpo na altura dos ombros com os dedos polegar e indicador encostados e os dedos médio, anelar e mínimo estendidos. A perna de trás está flexionada para cima e a mão esquerda segura o meio do pé esquerdo. A cabeça está alinhada com o tronco e o olhar está direcionado para a frente). Ela está de olhos fechados usando uma legging preta e um top vermelho. Seus cabelos estão caídos em seus ombros e seu semblante está tranquilo.
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Memorial virtual conta histórias de vítimas da Covid-19 no Brasil
Moara Zambonim,
Bolsista PET-Letras
Letras – PortuguêsO Brasil já ultrapassa a marca de 22 mil vítimas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) na pandemia que já é uma das maiores crises sanitárias da história do país. Pensando em transformar a frieza das estatísticas e sensibilizar a população diante dos números, o projeto Inumeráveis tem reunido as histórias de centenas de brasileiros que perderam suas vidas em decorrência do vírus. O projeto também possui um perfil no Instagram: @inumeraveismemorial.
Fonte: imagem disponível no Instagram do Projeto*
No site do memorial, os nomes são exibidos em ordem alfabética, acompanhados da idade e de uma breve mensagem sobre cada uma das vítimas. Ao serem clicados, os nomes se tornam biografias, em geral curtas e leves, mas que buscam preservar um retrato íntimo e sensível dos homenageados:
Adonias Antunes Zebral, de 82 anos, era de
“poucas palavras, mas muitos sorrisos”.
Erika Regina Leandro dos Santos, de 39 anos, era a
“melhor amiga de infância de qualquer um em cinco minutos”.
O projeto atraiu mais de 60 mil seguidores nas redes sociais e já contou centenas de histórias, desde que foi lançado pelo artista visual Edson Pavoni no final do mês de abril, em colaboração com um grupo de jornalistas e outros artistas.
Para o trabalho ser feito, o memorial busca revisores e redatores voluntários que possam trabalhar com os relatos enviados por familiares das vítimas. Há também espaço para colaborar com checagem ou com pesquisa. Nesse último caso, o projeto incentiva que os voluntários localizem histórias, realizem entrevistas e, se houver consentimento, conte-as com “sensibilidade e delicadeza”.
“Não há quem goste de ser número, gente merece existir em prosa”, resume Pavoni, idealizador do projeto, em post publicado no Instagram em 29 de abril.
Fonte: Arquivo pessoal. Moara em seu espaço de estudos**
Saiba mais sobre o projeto, clique aqui!
Se gostou da iniciativa e quer contribuir, seja voluntário. Clique aqui e se informe.
Ah, você também pode homenagear uma vítima da COVID-19 adicionando uma história. Para saber como, clique aqui.
* Fotodescrição: imagem com fundo cinza claro. Na lateral esquerda há um raminho de folhas finas e pontiagudas. Ao centro, escrito em preto, em letras maiores e em quatro linhas: “Não vamos / deixar nenhuma / história virar / número”, seguido de: “Ajude a construir o Memorial das / vítimas do coronavírus no Brasil.”, em letras menores e em duas linhas.
** Fotodescrição: Moara está sentada em uma mesa de vidro redonda com um computador preto à sua frente e um caderno aberto à sua esquerda. O caderno está escrito nas duas páginas e tem uma caneta-bic azul em sua lombada. Ela está de vestido cinza claro, com mangas de comprimento médio, usa óculos rosa e tem uma mão apoiando o queixo, pode-se ver que tem as unhas pintadas de vermelho. Ao fundo, uma porta de madeira escura.
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Um canto pela Latino-América: música e resistência
Sarah Ortega,
Bolsista PET-Letras
Letras – EspanholApesar da proximidade geográfica, pouco sabemos sobre os países que compõe a América Latina. Considerando essa realidade, este texto não intenta apresentar questões e/ou estratégias coloniais relacionadas às potências mundiais, e, sim, recomendar algumas músicas como modo de se aproximar à língua e à cultura desses vizinhos, muitas vezes, misteriosos para nós e, deste modo, proporcionar a oportunidade de compartilharmos, por meio da música, alguns conhecimentos sobre eles.
Começo, pela América do Sul, com a banda Perotá Chingó, formada por músicos da Argentina, do Uruguai e do Brasil. Músicas gostosas de ouvir, tais como “Oh Mamãe”, o clássico “Ríe Chinito” e, para arrepiar com a força vocal das cantoras, “Reverdecer”.
Fonte: Montagem feita por Sarah Ortega, a partir de fotografias disponíveis na internet *
Não poderia deixar de mencionar Violeta Parra, uma mulher chilena com músicas que mostravam a beleza da arte camponesa e do folclore chileno com suas letras belíssimas de cunho social e político. Experimente ouvir “Volver a los 17” na voz de Mercedes Sosa, mulher argentina e com a voz incrível, que gravou duetos com Milton Nascimento, assim como com Chico Buarque, Daniela Mercury e alguns outros cantores que, nós brasileiros, nos orgulhamos em ter. Ademais, outra cantora que conquista corações com músicas que exaltam a cultura mexicana é Natalia Lafourcade, inclusive em seu recente álbum: Musas.
Por fim, não poderia faltar a voz do México, único país da América do Norte que também faz parte da Latino América, a cantora que revolucionou a ranchera mexicana: Chavela Vargas. Rompendo com a realidade tradicional de sua época, usava roupas ditas como masculinas e aos 81 anos se assumiu como lésbica na TV mexicana. Com certeza ela irá revolucionar os seus ouvidos com suas músicas, como, por exemplo, “Paloma Negra”.
Vale destacar que estas foram algumas cantoras que cantaram em prol da identidade de seus países, de sua vida e cultura. Suas músicas belíssimas nos permitem conhecer muito sobre a Latino América. Portanto, a última recomendação que deixo para você, nosso leitor, é:
se permita ouvir a América Latina na voz de seu povo
e desfrute dessa cultura única e tão rica.* fotodescrição: A imagem é uma colagem de cinco fotografias, em preto e branco, de mulheres. No lado esquerdo superior está Violeta Parra segurando um violão. Ela usa um lenço sobre a cabeça e uma regata por cima de uma camisa. No lado direito superior encontra-se Mercedes Sosa de mãos segurando-se uma a outra e próximas ao seu rosto. Ela tem cabelo preto e comprido e usa uma blusa de manga longa. No lado direito inferior, numa foto mais alongada que as demais, há Chavela Vargas sorrindo com a boca aberta, deitada em um gramado e vestindo um terno com uma flor pregada nele. Ao centro, no lado esquerdo, há a foto de Julia Ortiz com Dolores Aguirre encostada na sua face direita com um traço desenhado no buço, simulando um bigode, e, por fim, ao canto esquerdo inferior há Natalia Lafourcade olhando para cima. Ela possui cabelo curto e liso, usa um brinco de argola e veste uma camisa branca.
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Imagens em forma de texto: você sabe o porquê da descrição?
Ana Maria Santiago,
Bolsista de Acessibilidade
Letras – PortuguêsTalvez você já tenha notado que as fotos postadas nas redes sociais do PET-Letras sempre contam com uma descrição, um texto que explica o que aparece na imagem. Fazemos isso para garantir que mais pessoas possam ter acesso aos nossos conteúdos de forma mais equânime. Então, conheça um pouco mais sobre o assunto e junte-se a nós nesse movimento.
As pessoas cegas ou com baixa visão acessam computadores e celulares através de softwares e aplicativos chamados leitores de tela, que reconhecem as informações da tela e as convertem em fala através de uma voz sintetizada. No entanto, esses recursos ainda não são capazes de interpretar as imagens, daí a necessidade de descrevê-las. Além disso, pessoas com outras deficiências, como autismo, também podem se beneficiar das descrições.
Não é difícil descrever uma imagem. Que tal tentar? Aqui vão algumas dicas simples para começar:
- Descreva apenas o que você vê. Não emita opiniões ou faça interpretações pessoais sobre a imagem.
- Seja o mais objetivo possível, mantendo os detalhes importantes.
- Dizer as cores é importante, ainda mais se elas forem relevantes na imagem.
Agora uma orientação básica:
1. Comece com o tipo da imagem: foto, tirinha, folder etc.
2. Destaque os elementos: o quê, quem, quando e onde.
3. Use verbos para descrever ações ou circunstâncias (faz o quê, como).
4. Se houver texto, transcreva-o integralmente.
5. Utilize termos de acordo com o tom e a intenção da imagem.Como tudo na vida, descrever imagens também é um hábito. Quanto mais você faz, mais fácil fica. Não se preocupe se acontecer de você errar, às vezes, acontece. Entretanto, não tem segredo. Além disso, não espere ter amigos cegos ou com baixa visão para começar. Descrevendo você abre caminhos e ainda divulga a descrição de imagens para outras pessoas que nunca pensaram nisso.
Lembre-se, acessibilidade nas redes sociais não é um favor, mas sim a construção de uma consciência mais inclusiva que favorece quem a proporciona e quem recebe. Acessibilidade também é garantir o direito de todos terem acesso à imagem, já que se ela está ali, é por algum motivo, não é mesmo? Todos deveriam poder saber qual é esse motivo. Por isso, é tão importante descrever as imagens.
Colabore para tornar a internet um lugar mais confortável: descreva imagens!

Fonte: Arquivo do PET-Letras – Foto de uma oficina de Braille ministrada por Ana Maria Santiago no espaço Zahidé Muzart*
*Fotodescrição: Ana Maria Santiago veste a camisa cinza chumbo com a logomarca branca do PET-Letras e um short colorido. Ana está de pé na lateral de uma mesa com as mãos sobre ela. Dois homens e duas mulheres jovens estão sentados à mesa. Os homens à direita, de frente para a foto, e as mulheres à esquerda de Ana, de costas para a foto. Em primeiro plano, há outra mesa onde estão quatro jovens mulheres, duas de frente e duas de costas para a foto. As mulheres próximas à parede branca estão de cabelo preso com coque e as da esquerda tem cabelos soltos e bem cacheados. Sobre as mesas de madeira, é possível observar folhas, regletes e outros materiais. Ao fundo há um extintor de incêndio, uma parede de vidro refletindo a sala e o fotografo e, à direita, uma porta de vidro aberta. Além do vidro, há uma garota se movimentando e um rapaz sentado.
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O PET-Letras apoia o adiamento do ENEM 2020
Estamos passando por uma situação nova e desafiadora, frente à pandemia da COVID-19, e, assim como vem sendo proposto e defendido por diversas entidades estudantis e conselhos educacionais, o PET-Letras entende que o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2020) é necessário. As ações tomadas pelos municípios, pelos estados e pelo governo federal para o controle do novo corona vírus no país têm intensificado a desigualdade na preparação para o exame, tornando-o mais excludente.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros não têm acesso à internet, o que corresponde a cerca de 46 milhões de pessoas sem acesso à rede mundial de computadores. Assim, as ações de ensino remoto e de educação a distância que vêm sendo adotadas como forma de manter as atividades educacionais, não atende de modo equânime à população brasileira, intensificando a desigualdade de acesso à educação. Além disso, muitas instituições educacionais públicas não dispõem de um material didático-pedagógico adequado ao aprendizado externo ao ambiente escolar, nem dispõem de professores com condições e recursos apropriados para atuar diretamente com o ensino remoto ou com a educação à distância.
Fonte: Arquivo do PET-Letras (imagens dos petianos na campanha #AdiaEnem)*
Devido à nova realidade causada pela pandemia, diversos países — como China, França e Estados Unidos — têm suspendido alguns de seus principais exames e vestibulares. Essa parece ser a atitude mais prudente e coerente nesse momento, já que além da suspensão de aulas presenciais, muitos jovens estão enfrentando questões pessoais e familiares delicadas, as quais têm comprometido ainda mais a manutenção da saúde física e mental.
Portanto, considerando que o ENEM precisa ser um meio de democratização do acesso ao ensino superior brasileiro, como PET-Letras, defendemos que, enquanto persistir a situação incerta e instável provocada pela pandemia e não houver condições mínimas de os estudantes melhor se dedicarem à preparação para o exame, o ENEM 2020 não deve ser realizado.
O PET-Letras apoia #AdiaEnem.
* fotodescrição: Imagem 1 (superior da esquerda) – Uma combinação de fotos de três petianas em uma moldura branca, onde se vê, da esquerda para a direita, as petianas: Sarah, Ananda e Ana Gabriela, sendo que na parte inferior da imagem, ao lado da foto da Ana Gabriela encontra-se a logo do PET-Letras. As petianas estão segurando cartazes com os seguintes dizeres: “PET-Letras UFSC apoia o #AdiaEnem”. No centro da moldura, na horizontal, à direita, há a seguinte frase: #AdiaEnem, em um retângulo preto com letras em cor branca.
fotodescrição: Imagem 2 (superior da direita) – Uma combinação de fotos de seis petianxs em uma moldura branca, onde se vê, da esquerda para a direita, os petianxs: Felipe, Andreia, Daniel, Luciana, Vitor e Camila, segurando cartazes com os seguintes dizeres: “PET-Letras UFSC apoia o #AdiaEnem”. No centro da moldura, na horizontal, separando três fotos na parte superior e três fotos na parte inferior, há a logo do PET-Letras, à esquerda, e a seguinte frase, à direita: #AdiaEnem, em um retângulo preto com letras em cor branca.
fotodescrição: Imagem 3 (inferior) – Uma combinação de fotos de três petianas em uma moldura branca. Duas fotos estão dispostas na parte de cima e uma abaixo. Na parte superior direita, a petiana Juliana e na parte inferior direita a petiana Moara junto a seguinte frase, na lateral direita e em vertical: #AdiaEnem em um retângulo preto com letras brancas. Na parte superior esquerda, a petiana Nicole e na inferior esquerda encontra-se a logo do PET-Letras. As petianas estão segurando cartazes com os seguintes dizeres: “PET-Letras UFSC apoia o #AdiaEnem”.
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Você conhece Grace Nichols e sua obra?
Nicole Rabello,
Bolsista PET-Letras
Letras – InglêsGrace Nichols é uma mulher negra nascida em Georgetown na Guiana em 1950. Ela se tornou famosa depois de ganhar o prêmio Commonwealth Poetry Prize pelo seu primeiro livro de poesias, publicado em 1983, chamado I is a Long-Memoried Woman (em português, Eu,uma mulher com longa memória). A obra foi adaptada para rádio pela BBC e, também, para o cinema.
Então, como ainda não conhecemos Grace e suas obras? Bom, esta pergunta é respondida por muitos escritores negros que têm seus trabalhos invisibilizados, não só pela academia, mas, também, pela mídia. As obras da Grace não têm tradução para o português brasileiro e muitas das pesquisas acadêmicas sobre ela acabam, infelizmente, restritas ao universo acadêmico.
Considerando esse processo de invisibilização e o fato de não termos as obras de Nichols em português brasileiro, apresentaremos para vocês, brevemente, essa mulher negra transbordando de vivências culturais e algumas de suas obras.
Grace Nichols se formou na Universidade de Guiana e trabalhou como professora e jornalista. Neste período, ela viveu, durante um período, em áreas remotas da Guiana, o que teria influenciado muito em sua escrita. Alguns dos temas recorrentes em suas obras são contos do povo guianês, mitos ameríndios e as antigas civilizações sul-americanas, como os Astecas e os Incas. Muitos desses temas estão em suas obras infanto-juvenis, como Come on into My Tropical Garden de 1988 (em português, Entre em meu Jardim Tropical) e Give Yourself a Hug de 1994 (em português, Abrace-se).
Além das obras acima, vale apena citar algumas outras, tais como: The Fat Black Woman’s Poems de 1984 (em português, Poemas de uma Mulher Negra Gorda), Lazy Thoughts of a Lazy Woman de 1989 (em português, Pensamentos preguiçosos de uma Mulher Preguiçosa), e Sunris de 1996 (em português, Amanhecer).
Conheci a Grace Nichols através de um professor de Literatura Inglesa durante a minha graduação em Letras-Inglês na UFSC. Ele trabalhou alguns autores de língua inglesa que não eram britânicos, americanos ou neozelandeses. Por isso, a importância de se apresentar essas autoras dentro academia, já que é uma maneira de graduados conhecê-los e, consequentemente, apresenta-los, em seus respectivos campos de atuação, para a comunidade externa. Grace Nichols, assim como outros autores, escreve sobre sua cultura de maneira rica trazendo seus pontos de vista sobre a sociedade e a cultura. O poema que lemos com o professor de literatura se chamava Epilogue (em português, Epílogo) e foi um dos mais recentes publicados por Grace, ele pertence a coletânea chamada I Have Crossed an Ocean: Selected Poems de 2010 (em português, Eu Cruzei um Oceano: Poemas Selecionados).
E aí, gostou de conhecer mais uma autora?
Ficou curioso e quer saber mais sobre essa mulher maravilhosa?
Acesse o site: https://literature.britishcouncil.org/writer/grace-nichols e encontre mais informações sobre ela.

Fonte: British Council – Mike Park**Fotodescrição: Imagem de Grace Nichols em fundo azul. Ela é uma mulher negra de cabelos crespos curtos. Usa óculos com lentes retangulares, brincos com pingentes verdes, casaco preto e um colar composto por pequenas argolas em dourado e azul.
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SELEÇÃO DE BOLSISTAS – EDITAL 02/2020/PET
O PET-Letras torna público o processo seletivo para preenchimento de 01 (uma) vaga para bolsista do Programa de Educação Tutorial. Podem se inscrever estudantes dos Cursos de Graduação em Letras da UFSC que tenham disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais e que atendam aos requisitos apresentados no Edital 02/2020/PET.
Período de inscrição: 12h00min do dia 18 de maio às 12h00min do dia 26 de maio 2020.
Divulgação das inscrições homologadas: 26 de maio de 2020, após as 18h00min nesta página.
Primeira etapa: 27 de maio de 2020 (sem a presença do candidato)
Resultado da primeira etapa: 27 de maio de 2020 após às 18h00min (divulgação do link para acesso a sala e horário da segunda etapa).
Segunda Etapa: 28 de maio de 2020 (entrevista virtual).
Resultado Final: 29 de maio de 2020 após às 18h00min nesta página.
Antes de se inscrever, leia atentamente o Edital.
Conheça mais o PET-Letras, assista ao vídeo (legendas disponíveis).








