Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • Edital | Vaga para bolsista de acessibilidade | Libras

    O PET-Letras da UFSC abre edital que disponibiliza 1 vaga para promoção da acessibilidade estudantil. A atuação será diretamente junto a estudantes surdes do PET Letras UFSC, para atividades de promoção da inclusão e acessibilidade, com vigência até o dia 28 de fevereiro de 2024.

     

    As inscrições acontecem entre 25 e 28 de setembro de 2023.

     

    O edital pode ser acessado aqui.

     

    RESULTADO DA PRIMEIRA ETAPA

    De acordo com as exigências do edital, está classificada para a segunda etapa, de entrevista, a candidata Lara Malafaia Vieira.

     

    A entrevista acontecerá on-line, no dia 29 de setembro, ao meio-dia. O link será enviado à candidata por email.

     

    RESULTADO FINAL

    Finalizada a entrevista, o resultado é:

     

    Lara Malafaia Vieira


  • Da rocha, um Cristal – veio tocar na sua ferida

    Por Angelo Perusso

    Bolsista – PET Letras

    Letras Português

    Cristal Rocha, nascida em 2002, é uma rapper porto-alegrense. Cristal vem do bairro Vila Nova, na zona sul da capital gaúcha. Estudou durante toda sua vida escolar no colégio particular e católico Santa Teresa de Jesus, lugar em que se via como uma das poucas pessoas pretas entre muitas pessoas brancas. No sétimo ano do ensino fundamental, o professor de português Caetano Manenti organizou uma competição de poesia em sua turma, em que venceriam um menino e uma menina. Os vencedores? Cristal Rocha e Angelo Perusso. Neste momento Cristal mostrou toda a potência dos seus versos, armados de suas dores e armaduras, do afeto e do ódio que ela trazia dentro de si. Além disso, Cristal se apresentou, no ano de 2017, no Sopapo Poético, tradicional sarau voltado para as pessoas e a cultura negra de Porto Alegre, local em que mais uma vez mostrou toda a potência dos seus versos que sempre abordaram o combate ao racismo, o feminismo negro, a experiência de ser uma pessoa negra no sul do país, mas, sobretudo, toda a força e beleza das pessoas, da cultura e da arte produzida pelas pessoas negras.

    Descrição de imagem: na imagem está Cristal, jovem negra, usando roupas em tons dourados e o cabelo em uma trança também nessa tonalidade. Na cabeça há ainda um acessório com diversos pingentes e um colar no pescoço. O fundo é amarelo.

     

    Motivada por esses movimentos e pelo apoio de sua família, repleta de artistas negros, Cristal se lançou no mundo do Slam, se consagrando campeã gaúcha ainda no ano de 2017 e competindo no Slam BR, competição nacional que reúne todos poetas campeões dos estados brasileiros. O feito atribuiu a ela caráter de sensação, promessa, revelação da poesia e da arte marginal gaúcha. Após se afirmar como um dos grandes nomes do Slam em Porto Alegre, Cristal migrou para o rap, espaço em que ganhou grande espaço e se tornou referência para o rap gaúcho. Já no seu segundo lançamento, Cristal emplacou um hit, chamado Ashley Banks, canção em que a cantora traça um paralelo entre a série estadunidense Um Maluco no Pedaço e a sua própria vida, e que já tem mais de 1,5 milhão de views no Spotify e quase 400 mil views no clipe lançado no Youtube. Após o sucesso desse trabalho, Cristal ganhou grande notoriedade, fazendo shows em grandes palcos, como o do festival Planeta Atlântida e gravou uma música com o Djonga, grande nome do rap nacional, chamada Deus Dará .

     

    Descrição de imagem: na imagem estão Cristal e Djonga, ambos jovens negros. Cristal está com uma camiseta das cores azul, amarelo e rosa e o cabelo preso em um rabo de cavalo, e está rimando. Djonga está sentado de lado para ela, ouvindo-a, está com blusa branca, calça verde e o cabelo curto pintado de rosa.

     

    Em 2021, só quatro anos após seu começo na poesia, e dois anos desde seu primeiro single, Cristal lançou um EP, chamado Quartzo, em que a artista demonstrou toda a sua maturidade musical e artística. O conceito do álbum é que cada música é de certa forma guiada por um cristal, como a ametista, a turmalina, o citrino, e os quartzos verde, rosa e azul. Após esse grande lançamento, Cristal assentou seu lugar como grande nome do Rap no Rio Grande do Sul, fazendo shows no Opinião, no Rap In Cena Festival, no Festival Cena 2k22, em São Paulo, no Bar de Raiz, em Florianópolis; nos dias 01 e 02 de abril de 2023, participou do show do rapper Emicida, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, um dos mais importantes palcos da música porto alegrense e que recebeu poucos (se tiver recebido algum) rappers locais na história. Além destes feitos, Cristal assinou contratos de patrocínio e publicidade, com marcas como a LRG Clothing, a 99POP e o Sport Club Internacional, seu time do coração. Outros momentos marcantes na sua carreira foram, por exemplo, a palestra-poesia que fez no TedX Laçador, em Porto Alegre, além de feats com MC Luanna, Tasha e Tracie, entre outros artistas da música nacional.

    Tive a honra de acompanhar de perto a maioria desses feitos, fazer primeira fila em vários shows, ouvir prévias de músicas, ir para o Slam junto com ela e posso depor que vi de perto que Cristal é uma pessoa com muita arte dentro de si, que possui um domínio especial das palavras e do ritmo, presença de palco e muito a dizer. Conheci Cristal na escola e hoje a vejo nos palcos e na TV com a mesma naturalidade com que a via na fila da cantina – talvez hoje seja até mais normal, porque a vejo ocupar os lugares que sua arte merece. Foi ela que me convenceu (com muito custo) a ir no primeiro Slam da minha vida, e foi uma grande virada de chave. A paixão pela poesia foi fundamental para que eu saísse de vários buracos e pudesse alçar minha voz no mundo e ela é diretamente responsável por isso. Em algum nível, Cristal pode ser o motivo de eu estar aqui hoje.

    Recentemente, Cristal lançou o single Kawo, confira aqui.

    Texto adaptado de uma atividade produzida na disciplina Estudos Afro-Brasileiros, ministrada pela professora Alexandra Alencar, no semestre 23.1. O texto original integra o acervo do projeto de pesquisa e extensão Ebó Epistêmico.

    Bibliografia

    CONHEÇA Cristal, rapper gaúcha que já gravou com Djonga e lança seu primeiro EP, 2021, Jornal Zero Hora. Disponível aqui.

     


  • Português para imigrantes e refugiados | Edital para professores e professoras

    O PET-Letras torna pública a abertura da seleção de professores e professoras voluntários (as/es) para Português para imigrantes e refugiados.

    As inscrições se iniciam em 11 de setembro de 2023.

    Confira AQUI o edital.

     

    NOVO!

     

    O PET-Letras UFSC publica a lista de inscritos e inscritas e os respectivos horários das entrevistas (que acontecerão dia 15/09):

     

    Ana Paula Nunes de Sousa –  (nível 1) – 12h

    Angelo Gabriel Cassariego Perusso –  (nível 1 ou 2) – 12h20min

    Marina Satriano Oliveira Serralheiro – (nível 1 ou 2) – 12h40min

    Pedro Albino Mezzari – (nível 1 ou 2) – 13h

    Jhonas Serafim Goulo –  (nível 1) – 13h20min

     

    RESULTADO DA SELEÇÃO

    O PET-Letras UFSC torna público o resultado final da seleção de professores e professoras voluntários (as/es):

    Ana Paula Nunes de Sousa

    Angelo Gabriel Cassariego Perusso

    Pedro Albino Mezzari

    Jhonas Serafim Goulo

     

    A organização entrará em contato com as pessoas aprovadas.


  • Literatura surda: os conceitos de Karnopp, Mourão e Sutton-Spence

    Por Franciane Ataide Rodrigues

    Letras Libras

    Bolsista PET-Letras

    Alguns autores conceituam a literatura surda e apresentam pontos para que uma produção seja considerada como tal. Para Karnopp (2010), a literatura surda é produzida em sinais e apresenta cultura e experiência surdas, possibilitando a tradução da experiência visual, representação e disseminação de conhecimento linguístico. Podem ser produzidos contos, lendas, fábulas, piadas, poemas sinalizados, anedotas etc:

    A expressão “literatura surda” é utilizada no presente texto para histórias que têm a língua de sinais, a identidade e a cultura surda presentes na narrativa. Literatura surda é a produção de textos literários em sinais, que traduz a experiência visual, que entende a surdez como presença de algo e não como falta, que possibilita outras representações de surdos e que considera as pessoas surdas como um grupo linguístico e cultural diferente (Karnopp, 2010, p. 161)

    Já para Sutton-Spence (2021), para ser considerado como literatura surda, um texto deve apresentar pelo menos um dos quatros critérios listados por ele: 1) ser feita por surdos, podendo ser criada e apresentada por surdos ou podendo ser elaborada originalmente por ouvintes, porém, posteriormente adaptado por surdos; 2) tratar da experiência de ser surdo e do conhecimento da cultura surda; 3) ter o objetivo de atingir principalmente o público surdo, mas também pode atingir os pais de crianças surdas ou professores que trabalham com alunos surdos, estudantes de Libras e outros participantes da comunidade surda; e 4) ser apresentada em Libras.

    Também temos a perspectiva da literatura surda apresentada por Mourão (2011), que diz que a literatura surda traz histórias de comunidades surdas ou processos sociais e as práticas discursivas relacionadas que circulam em diferentes lugares e em diferentes tempos. No processo de criação do material, ocorre o desenvolvimento da criatividade do indivíduo surdo, a reflexão sobre os valores e modelos presentes através de várias gerações e emoção. Para o autor as crianças surdas deveriam estar envolvidas com leituras e ler pessoas e objetos ao seu redor, elas necessitam de informações e conhecimentos de forma que conseguissem enxergar a sua própria língua, a língua de sinais, e o português como L2, para assim confiarem no mundo adulto surdo, e então surgiriam mais histórias: “[…] já se sabe há bastante tempo que a literatura tem poder de influenciar o público que lê, fazendo as pessoas viverem suas histórias e acreditarem nas representações. Mesmo que seja difícil comprovar como os livros produzem opiniões e comportamentos, o fato é que isso acontece com frequência” (Mourão; Silveira, 2009, p.2).

    Com isso, entende-se que existe uma série de critérios para que uma produção seja considerada literatura surda, e que não apenas a presença de personagem surdo ou de língua de sinais possa o definir como tal.

    Para melhor compreensão e divulgação de literaturas surdas/sinalizadas, seguem algumas indicações:

    • a editora Arara Azul disponibiliza a coleção Clássicos da Literatura, no formato CD-ROM em LIBRAS/Português, em que uma equipe de tradutores faz a tradução da língua portuguesa para a Libras, disponível em: http://www.editora-arara-azul.com.br/.
    • Alguns exemplos de literatura Surda infantil: Alice para Crianças (Carroll, 2013), O Velho da Horta (Vicente, 2004) e A Ilha do Tesouro (Stevenson, 2008).
    • Há também obras para jovens e adultos da literatura surda, tais como: Bolinha de ping-pong (Segala, 2009), Estrelas das mulheres (Pedroni, 2017) e O passarinho diferente (Pimenta, 1999). Estão disponíveis em: https://portal-libras.org/.

     

    REFERÊNCIAS

    A ILHA do Tesouro. Escrito por Robert Louis Stevenson. Tradução: Clélia Regina Ramos. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2008. 1 DVD.

    BOLINHA de ping-pong. Produção de Rimar Romano Segala. [S. l.: s. n.], 2009. 1 vídeo. Disponível em: https://portal-libras.org/ver-material/bolinha-de-ping-pong. Acesso em: 03 set. 2023. DURAÇÃO, LOCAL E 2009

    CARROLL, Lewis. Alice para Crianças. Tradução de Clélia Regina Ramos. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2013.

    ESTRELAS das mulheres. Produção de Victoria Pedroni. [S. l.: s. n.], 2017. 1 vídeo. Disponível em: https://portal-libras.org/ver-material/estrelas-das-mulheres. Acesso em: 03 set. 2023.

    O VELHO da Horta. Escrito por Gil Vicente. Tradução: Marlene Pereira do Prado e Juan Nascimento Guimarães. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2004. 1 CD-ROM.

    O PASSARINHO diferente. Produção de Nelson Pimenta. [S. l.: s. n.], 1999. 1 vídeo. Disponível em: https://portal-libras.org/ver-material/o-passarinho-diferente. Acesso em: 03 set. 2023.

    KARNOPP, Lodenir Becker.  Produções culturais de surdos: análise da literatura surda. Cadernos de Educação (UFPel), v. 19, p. 155-174, 2010.

    MOURÃO, Cláudio. Literatura Surda: produções culturais de surdos em Língua de Sinais. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

    MOURÃO, Cláudio; SILVEIRA, Carolina. Literatura infantil: música faz parte da cultura surda? Anais do Seminário Nacional: Educação Inclusiva e Diversidade – Taquara: FACCAT – Faculdades Integradas de Taquara, 2009. CD-ROM.

    SUTTON-SPENCE, Rachel. Literatura em Libras. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2021.

     


  • Impressões impressionadas sobre a confissão mentirosa de Lúcio

    Por Sofia Quarezemin

    Letras Português

    Bolsista Pet Letras

     

    Este pequeno comentário sobre a novela de Mário de Sá Carneiro é uma pretensão de organizar algumas impressões da obra, tentando compreender a interface entre os aspectos formais do texto e aquilo que é ininteligível nele, a própria aceitação da incompreensão e da inverdade como regra. O texto contém um singelo spoiler, que é de certa forma inevitável, já que a obra parte do pressuposto da morte.

    Em A confissão de Lúcio (1914), o personagem protagonista é um escritor português metido a parisiense, que redige uma longa e detalhada confissão acerca de um crime que ele alega não ter cometido. Ele lembra desse episódio após dez anos na prisão, tempo que deixou correr sem nem ao menos tentar se defender, e não o fez porque a vida, no tempo histórico em que estava inserido, não o interessava.

    Descrição da imagem: A imagem é composta por dois retratos de Mário de Sá Carneiro: uma de perfil e uma de frente. São fotos em preto e branco de busto, o escritor está vestindo uma camisa branca, gravata e blazer de lã. Possui grandes bochechas, sobrancelhas grossas e um olhar grave, acompanhado de uma expressão que nada diz. Usa os cabelos divididos ao meio.

    Logo no início do relato, Lúcio se compromete a fazer um mero registro semântico dos fatos, sem ter pretensão alguma em escrever uma novela. Compromete-se também somente com a verdade. Essa verdade, cabe perceber, é puramente psicológica, tendo passado por toda a leitura e maturação memorial do autor do crime por tantos anos, ou seja, uma verdade largamente incerta, na qual a narração se confunde por diversas vezes.

    Nessa altura, a confiança do leitor é posta em cheque (o que, para mim, é o fator mais interessante desse relato semântico). Como confiar num narrador como esse, que se perde em suas memórias, não tem certeza do que aconteceu e do que foi criação imaginária própria e que supostamente assassinou uma pessoa? Devemos acreditar nessa consciência perturbada quando o narrador pode estar apenas satisfazendo seu ego ao nos enganar?

    Ao distanciar-nos de Lúcio, Sá Carneiro nos coloca na posição de interlocutores ativos, nos dando a possibilidade de validar ou não a narrativa do escritor boêmio e talvez assassino. Ou seja, assim como todas as noções pré estabelecidas ficam abaladas aqui, a noção de verdade também fica.

    Tratando do enredo, Lúcio tem um grande amigo, Ricardo, com que despende muitas horas de conversa e boemia ao longo dos meses. Em uma declaração cheia de agústia, Ricardo sinaliza sua homossexualidade e paixão pelo amigo Lúcio em tom de repreensão, pouco tempo depois casando-se com Marta, uma mulher misteriosa de quem não se sabe nada além das aparências.

    Esse ar misterioso de Marta atrai a Lúcio com um tal magnetismo que só pode ser despertado pela curiosidade e, ainda mais, pelo ódio ao oculto. Tamanha curiosidade desperta em Lúcio uma paixão tremenda quando ele e Marta começam a ter relações íntimas diárias. Nesse sentido,  essa mulher parece não existir fora do âmbito amoroso e sexual: não tem uma vida para além de sua convivência com Ricardo e Lúcio.

    Com o passar dos meses, Lúcio tenta investigar a vida de Marta, mas nada descobre; é quando começamos a desconfiar que a personagem pode ser uma imaginação. O que corrobora com isso é o fato de que Ricardo, mesmo vendo as trocas de carícias entre Lúcio e Marta, não demonstra tipo algum de incômodo. Com isso, somos levados a pensar se poderia Marta ser uma projeção inventada por Ricardo para poder, através de uma figura feminina, relacionar-se com Lúcio. As barreiras entre o real e o imaginário vão ficando cada vez mais sutis ao longo da narrativa, ao ponto em que Ricardo e Marta vão parecendo cada vez mais se confundirem, serem um só. Alguns fatores que colaboram para essa névoa de irreais realidades são as pulsões que se manifestam em Lúcio, o desgosto pela sociedade francesa experienciando o modernismo nas escolhas autônomas e da vastidão das dúvidas, a infinita possibilidade de anseios, o meio artístico e burlesco em que se desenvolve o enredo, as multidões da cidade e a constatação da sua horrível e psicótica individualidade no meio de tudo isso.

    Lúcio então começa a nutrir uma desafeição enorme pelo amigo, enraivecido por ele não dar importância para o adultério de Marta, por não fazer questão de preservar sua honra. Como se o prazer das relações com Marta estivesse também relacionado à desaprovação de Ricardo –  que quando Lúcio percebe não existir, encontra-se desolado. Quando se intensifica o conflito entre os dois, Ricardo então saca uma pistola e dispara contra Marta, que estava sentada em uma poltrona próxima à janela. Sob o olhar de Lúcio, Marta repentinamente desaparece, a poltrona está vazie, e a estupefação do absurdo o distrai e ele percebe que quem está jogado aos seus pés desfalecido não é Marta, mas sim o próprio Ricardo, e quem está segurando a pistola é, na verdade ele mesmo, Lúcio.

    Essa confissão desacreditada, de algo que supostamente não aconteceu e cuja prova é material e mortíssima, interessa-me tanto porque parece ser o perfeito retrato da impossibilidade de confiança no sujeito moderno embebido de possibilidades e dilemas, totalmente desacreditado de si mesmo e das instituições, frustrado em todas as suas realizações e longe de alcançar alguma satisfação. Nisso que parece ser uma narrativa autorreferencial, considerando o infeliz histórico de abandono e insatisfação sexual do autor, Sá Carneiro expressa todo o seu olhar desiludido para a sociedade em que não se enxergava inserido.


  • PET-Varandão | Pretitudes | Existências pretas e resistências na UFSC

    O PET-Varandão vai realizar mais uma roda de conversa, aberta e democrática. Desta vez, o tema é Pretitudes | Existências pretas e resistências na UFSC.

     

    Vai acontecer 31 ago. 2023, 18h, no Varandão!

    Teremos interpretação em Libras!

    Convidades:
    Sandra Maura da Silva | Funcionária Tercerizada da UFSC
    Elisangela de Paula Pereira | Graduanda em Museologia
    Luck Yemonja Banke | Graduando em Filosofia
    Nôfa Rudy Malick | Graduando em Direito
    Kelly Silgado | Graduanda em Letras -Libras
    Chaiane Guterres | Graduanda em Serviço Social
    Camila Medeiros | Graduanda em Letras-Libras

    Mediação: Taynara Muller (bolsista acessibilidade PET-Letras | Graduanda Letras Libras)


  • Grupos de Interação e Estudos 2023.2 | Inscrições abertas

    O PET-Letras UFSC informa que foram selecionados os seguintes grupos para 2023.2:

    1

    Nome do grupo: CinePET apresenta: Fantasia

    Objetivo: exibir e comentar filmes do gênero fantasia

    Proponentes: Hanna Caroline Fanton Boassi, Manoela Beatriz dos Santos Raymundo, Luísa D Alberto Wierenicz

    Os encontros serão: presenciais

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 25

    Data de Início: 22/08/2023

    Data de término: 28/11/2023

    Carga horária total: 30h

    Horário do grupo: toda terça-feira das 18h30 às 20h30min

    Link de inscriçãohttp://inscricoes.ufsc.br/cinepetfantasia

    2

    Nome do grupo: Explorando os Fundamentos da Literatura Brasileira: do Barroco ao Modernismo

    Objetivo: o grupo de estudo proposto ‘Explorando os Fundamentos da Literatura Brasileira: do Barroco ao Modernismo.’ visa ao estudo da formação da literatura nacional, focando principalmente nas três primeiras Histórias da Literatura Brasileira escritas por Silvio Romero (1888), José Veríssimo(1916) e Ronald de Carvalho (1920), investigando o papel de Machado de Assis, como escritor representativo, essencial para autonomia de uma identidade cultural. Para uma análise geral do conteúdo proposto, não é o suficiente apenas apresentar um panorama das obras mencionadas, mas é necessário ter um ponto de partida seguro, uma obra referencial, que permita o desenvolvimento crítico e aplicação de uma abordagem metodológica para compreensão do passado, e para isso, trabalharemos os conceitos de Literatura para Antonio Candido, intelectual brasileiro que produziu trabalhos valorosos paras as Letras, pleiteando em suas obras, ‘A formação da Literatura Brasileira’ e ‘Literatura e Sociedade’, os críticos literários pioneiros.

    Proponentes: Laiara Machado Serafim (Letras – Língua Portuguesa e Literaturas DLLV/CCE/UFSC); Maria Heloisa Senatore (Licenciatura em Letras com Habilitação em Português e Inglês/ UNESP-FCL Campus de Assis – SP); Izabel Bayerl Bonatto (Letras – Língua Portuguesa e Literaturas DLLV/CCE/UFSC).

    Os encontros serão: remotos (link será repassado posteriormente)

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 35

    Data de Início: 06/09/2023

    Data de término: 22/11/2023

    Carga horária total: 20h

    Horário do grupo: toda quarta feira das 12h às 14h

    Link de Inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/explorandoliteratura

    3

    Nome do grupo: Leitura da obra de Roberto Piva

    Objetivo:  fazer uma análise da obra do poeta Roberto Piva, com debate entre os participantes, que devem fazer a leitura prévia dos poemas fornecidos pelo organizador dos encontros. O material servirá de subsídio para a tese de doutorado sobre o tema em andamento. Os encontros serão gravados e ficarão à disposição de todos os participantes. Após a fase de debates, haverá um encontro para comentar alguns textos da fortuna crítica do autor e, nos encontros finais, os participantes deverão apresentar um texto sobre um dos poemas.

    Proponentes: Sinval Paulino (UFSC/PPGLit/Doutorado em Literatura)

    Os encontros serão: remotos

    Público alvo: qualquer pessoa interessada, maiores de 18 anos.

    Nº máximo de participantes: 9

    Data de Início: 08/09/2023

    Data de término: 27/10/2023

    Carga horária total: 12h

    Horário do grupo: toda sexta-feira das 18h às 20h

    Link de inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/piva

     

    4

    Nome do grupo: Análise neomaterialista dos discursos

    Objetivo:  discutir as premissas teórico-metodológicas de uma análise neomaterialista dos discursos

    Proponentes: Prof. Dr. Atilio Butturi Junior (UFSC) e Profa. Dra Nathalia Müller Camozzato (UFSC)

    Os encontros serão: remotos

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 50

    Data de Início: 15/09/2023

    Data de término: 31/11/2023

    Carga horária total: 15h

    Horário do grupo: quinzenalmente, às quartas, entre 18h30min e 20h

    Link de inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/adneomaterialista


  • Idiomas | turmas 2023.2

    O PET-Idiomas informa sobre o resultado do sorteio de vagas para as turmas 2023.2 e o ensalamento:

     

    INGLÊS – sala 236A

    ESPANHOL – sala 238A –  turma cancelada

    LIBRAS – sala 252 A

    RUSSO – online

    JAPONÊS – sala  319A (no andar da Pós-Graduação)

    ITALIANO – sala 217A

    Importante: a presença na primeira aula é FUNDAMENTAL.  A pessoa que não estiver presente perderá, automaticamente, a vaga.

     

     

    O PET-Idiomas vai abrir seis turmas no segundo semestre de 2023. As inscrições estão abertas das 12h do dia 22 de agosto de 2023 até às 12h do dia 28 de agosto de 2023.

     

    Inglês Nível 1: segundas, das 10h20min as 11h50min (presencial)
    Professoras: Ingryd e Manoela
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/ingles1

    Espanhol Nível 1: segundas, das 10h20min as 11h50min (presencial)
    Professor: Pedro Pedrollo
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/espanhol2023

    Libras Nível 1: segundas, das 13h30 as 15h (misto – presencial e online)
    Professora: Andreza
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/libras2023

    Russo Nível 1: segundas, das 20h às 21h30min (online)
    Professora: Ekaterina
    Monitor: Fran
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/russo

    Japonês Nível 1: quintas, das 10h às 11h30min (presencial)
    Professora: Thayse
    Monitor: Sofia
    Início das aulas 07/09
    Fim das aulas 09/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/jap

    Italiano Nível 1: quintas, das 16h30 as 18h (presencial)
    Professora: Sofia
    Início das aulas 07/09
    Fim das aulas 09/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/ita

     

     

    Orientações e regulamento:

     

    1) as inscrições somente serão realizadas por meio do sistema de inscrições da UFSC no período indicado acima;

     

    2) cada candidato poderá se inscrever em SOMENTE UMA TURMA e cada turma terá o máximo de 25 alunos;

     

    3) os cursos são gratuitos e abertos a todes e compreendem 15 horas presenciais e 15 horas de desenvolvimento de estudos e aprendizagem extraclasse requeridas pelos professores;

     

    4) os cursos ocorrerão presencialmente na UFSC ou de forma remota, on-line, cujo link será disponibilizado para os alunos no início das aulas;

     

    5) as vagas serão distribuídas por meio de sorteio e o aluno deverá verificar as listas das turmas que serão disponibilizados neste site no dia 29 de agosto a partir das 18h.

     

    6) durante a primeira semana de aulas (ENTRE OS DIAS 4 E 7 DE SETEMBRO), será realizada uma segunda chamada, caso haja desistências (será considerada desistência a ausência à primeira aula, sem justificativa oficialmente registrada);

     

    7) as aulas têm início previsto para a semana do dia 4 de setembro de 2023 e término até o dia 9 de novembro de 2023, conforme o cronograma de cada turma;

     

    8) a matrícula será realizada na primeira aula e o aluno deverá se comprometer a frequentar as aulas e a concluir o curso, sob pena de não mais poder concorrer a vagas em atividades promovidas pelo PET-Letras;

     

    9) a certificação será concedida mediante 75% de frequência aos encontros,

     

    10) A identificação de inscrições duplicadas em mais de uma turma implicará no cancelamento completo da inscrição.


  • “Pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo”: Olga e o Movimento de Mulheres Olga Benário

    Por Paula Scalvin da Costa

     Letras Inglês

    Voluntária PET Letras UFSC

    É seguro dizer que as mulheres e identidades femininas são, desde sempre, linha de frente em inúmeras lutas, principalmente sociais. Trocas de experiências pessoais fortalecem a construção unitária coletiva contra o sistema opressor que nos limita, a fim de podermos, juntas, transformá-lo de fato. Trago por meio dessas linhas a apresentação breve sobre o Movimento de Mulheres Olga Benário, que tem sua base na luta das mulheres e identidades femininas trabalhadoras em todos os seus contextos no combate contra o sistema patriarcal e capitalista.

     

    Imagem: Marcha das Mulheres no Terceiro Encontro Internacional de Mulheres da América Latina e Caribe. Brasília/DF Julho, 2023

    Fonte: Foto por Paula Scalvin da Costa

     

    Olga Benário intitula o Movimento Brasileiro pela sua força revolucionária e resistente. Mulher alemã, nascida em 1908, já no início da adolescência teve interesse por leituras marxistas, para além delas, sua consciência revolucionária foi despertada com intensidade pela leitura dos processos que seu pai, Leo Benário –  advogado social-democrata –, defendia. Olga, com quinze anos, ingressou na Juventude Comunista Alemã (JCA) e integrou rapidamente a fileira no Partido Comunista da Alemanha. A “camarada” ganhou maior confiança de seu grupo ao assumir tarefas difíceis, sendo assim, uma militante fervorosa e destemida,  atuando em manifestações de rua, panfletagem nas portas das fábricas, apoio em greves operárias e pichações – além de sua rotina diária de fortalecimento de estudos com jovens trabalhadores (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Em meio a sua construção e avanço como militante, liderou movimentos ousados, como quando seu primeiro parceiro, Otto Braun – experiente militante veterano do Partido – foi preso como suspeito de “alta traição da pátria”, e Olga – também detida – solta dois meses depois, recebeu da direção do Partido a missão de construir uma equipe, chefiando-a pessoalmente com objetivo de tirar Otto da prisão de Moabit.

    No dia 11 de abril, a JCA, liderada por Benário, libertou Otto durante um julgamento no tribunal. Após o resgate, os envolvidos foram perseguidos por toda Alemanha, partindo dali em fuga para o primeiro país socialista do mundo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Uma vez lá, Olga passou a acompanhar a organização da Juventude Comunista em vários países da Europa e foi eleita para a direção da organização.

    Em 1934, Olga recebeu do secretariado da III Internacional, organização mundial comunista, a tarefa de acompanhar e dar segurança pessoal ao líder revolucionário latino-americano Luiz Carlos Prestes, que tinha decidido voltar para seu país e comandar uma revolução. Tal tarefa que Olga aceitou e organizou com destreza para que, em 1935, chegassem juntos ao Brasil. Uma vez aqui, encontraram o grande movimento Aliança Nacional Libertadora (ANL) acontecendo, o qual juntava camponeses, operários, estudantes que tinham interesses contrários ao modelo econômico capitalista no país (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    O Governo Getúlio Vargas decretou a ilegalidade da ANL, mas as massas reagiram. Infelizmente, o movimento de rebelião do Partido Comunista foi derrotado, desencadeando um período de estado de sítio, quando apoiadores e militantes foram presos e torturados. Benário e Prestes foram presos em março de 1936, no Rio de Janeiro.

    Olga foi presa grávida, o que pela Constituição Federal garantia sua permanência no país, mas foi entregue para Hitler por Getúlio Vargas. Dia 18 de outubro chegou à prisão da Gestapo, onde deu à luz a sua filha Anita Leocádia, que se tornou militante comunista como os pais e historiadora – resgatando a história de seus antecessores.

    Olga Benário foi conduzida primeiramente para o campo de concentração de Lichtenburg, seguido de Ravensbruck, mas não se desanimou ou se angustiou. Dentro do campo, conquistou a confiança das prisioneiras e as liderou, despertando suas consciências dando aulas e explicando o porquê de estarem ali. Desenhando, se preciso, para explicar a União Soviética e a guerra que acontecia – e o monstro nazifacista que dominava a sociedade na época, recebendo por conta disso inúmeras punições (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Ao completar 34 anos, Olga teve seu nome chamado, e antes que fosse conduzida a sair da cela e ir para o veículo que a levaria ao decesso escreveu um último bilhete registrando seu amor pelo marido e filha, com as últimas frases sendo: “Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Até o último momento manter-me-ei firme com a vontade de viver. Beijo-os pela última vez. Olga.”

    O Movimento de Mulheres Olga Benário se inspira e é nomeado pela alemã desde seu surgimento, intensificado pela necessidade de organização das mulheres brasileiras para a luta contra a violência, a opressão e a exploração da mulher – e das identidades femininas – e as injustiças existentes na nossa sociedade.  A organização nasceu por meio da delegação brasileira na 1º Conferência Mundial de Mulheres de Base, na Venezuela, em 2011, quando papel da delegação se deu como fundamental dentro da América Latina, assumindo junto com outros países a responsabilidade de organizar a Conferência de Mulheres das Américas.

    Imagem: Marcha das Mulheres no Terceiro Encontro Internacional de Mulheres da América Latina e Caribe. Brasília/DF Julho, 2023

    Fonte: Foto por Paula Scalvin da Costa

     

    Depois disso, o movimento só expandiu e cresceu cada vez mais. O Movimento de Mulheres Olga Benário atua em Santa Catarina, tendo núcleos fortalecidos em cada espaço fomentado por um grupo de militantes. Temos na Universidade Federal, o Núcleo UFSC, com o objetivo de centralizar as lutas das mulheres universitárias estando presentes nas organizações de atuação sobre o direito à creche e auxílio às mães universitárias, contra o assédio, pela ocupação de espaços de liderança e representação, pela realização de estudos coletivos para recordar e endereçar nossos combates, e também com o intuito de criar um lugar seguro e resistente de mulheres organizadas (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Assim, é importante concluir a apresentação chamando as mulheres e identidades femininas pretas, indígenas e LBTQIAP+  para se organizarem, participarem e conhecerem as lutas históricas com o objetivo de fortalecimento de nossa memória, uma vez que recordar é agir.

    Conheça o Movimento de Mulheres Olga Benário!

     

     

    REFERÊNCIA

    COORDENAÇÃO NACIONAL MOVIMENTO DE MULHERES OLGA BENÁRIO (org). Cartilha do Movimento de Mulheres Olga Benário. Brasil, 2017.

     

     

     


  • Edital | Voluntário/a/e no PET

    O PET-Letras torna público o processo seletivo para preenchimento de 2 (duas) vagas para estudante voluntário do Programa de Educação Tutorial. Podem se inscrever estudantes dos Cursos de Graduação em Letras da UFSC que tenham disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais e que atendam aos requisitos apresentados neste edital

    O período de inscrição será das 12h do dia 16 de agosto às 12h do dia 23 de agosto de 2023, exclusivamente via e-mail.

     

    O edital está disponível AQUI.

     

    RESULTADO FINAL

     

    O PET-Letras divulga o resultado final da seleção para voluntariado.

    A comissão de seleção decidiu abrir mais uma vaga, dada a qualidade das 5 candidaturas.

    As aprovadas e o aprovado são:

     

    Primeiro lugar: Monisse da Cunha Silva

    Segundo lugar: Anna Letícia de Abreu

    Terceiro lugar: Bruno Camargo

     

    RESULTADO DA PRIMEIRA ETAPA E DATAS/HORÁRIOS DAS ENTREVISTAS (ATUALIZADO)

    Estão aprovadas e aprovado na primeira etapa:
    Camily Rafaela Lorenz – 10
    Monisse da Cunha Silva – 9,5
    Bruno Camargo – 8,9
    Pedro Pedrollo dos Santos – 8,5
    Anna Letícia de Abreu – 8,0

     

    Data da segunda etapa: 29/08 (terça-feira), a partir do meio dia (12h), na sala do PET-Letras (221 Bloco A), na seguinte ordem:

    Camily Rafaela Lorenz – 12h
    Monisse da Cunha Silva – 12h15min
    Pedro Pedrollo dos Santos – 12h30min
    Anna Letícia de Abreu – 12h45min

    Bruno Camargo – 13h

     

     

    Da entrevista:
    A entrevista tem como objetivo conhecer melhor os(as) candidatos(as), suas habilidades comunicativas e interpessoais, o conhecimento que possuem sobre o PET, suas experiências e
    perspectivas futuras de formação em relação ao ensino, à pesquisa e à extensão, bem como suas possíveis contribuições ao desenvolvimento do Programa e dos demais colegas.

    4.1 Serão considerados na entrevista:
    a) interesses pessoais em relação ao ensino, à pesquisa e à extensão no PET;
    b) conhecimentos sobre o Programa de Educação Tutorial e o PET-Letras: objetivos, funções e história;
    c) apresentação de uma proposta por escrito (máximo de uma lauda) de contribuição ao desenvolvimento do PET-Letras e dos colegas, a ser enviada à banca por e-mail antes do início da
    entrevista – petletrasufsc@gmail.com;

    d) disponibilidade de tempo para se dedicar ao PET-Letras e motivações;

    e) perspectiva de permanência no PET-Letras (preferencialmente estudantes dos períodos iniciais.