Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina
  • Impressões impressionadas sobre a confissão mentirosa de Lúcio

    Por Sofia Quarezemin

    Letras Português

    Bolsista Pet Letras

     

    Este pequeno comentário sobre a novela de Mário de Sá Carneiro é uma pretensão de organizar algumas impressões da obra, tentando compreender a interface entre os aspectos formais do texto e aquilo que é ininteligível nele, a própria aceitação da incompreensão e da inverdade como regra. O texto contém um singelo spoiler, que é de certa forma inevitável, já que a obra parte do pressuposto da morte.

    Em A confissão de Lúcio (1914), o personagem protagonista é um escritor português metido a parisiense, que redige uma longa e detalhada confissão acerca de um crime que ele alega não ter cometido. Ele lembra desse episódio após dez anos na prisão, tempo que deixou correr sem nem ao menos tentar se defender, e não o fez porque a vida, no tempo histórico em que estava inserido, não o interessava.

    Descrição da imagem: A imagem é composta por dois retratos de Mário de Sá Carneiro: uma de perfil e uma de frente. São fotos em preto e branco de busto, o escritor está vestindo uma camisa branca, gravata e blazer de lã. Possui grandes bochechas, sobrancelhas grossas e um olhar grave, acompanhado de uma expressão que nada diz. Usa os cabelos divididos ao meio.

    Logo no início do relato, Lúcio se compromete a fazer um mero registro semântico dos fatos, sem ter pretensão alguma em escrever uma novela. Compromete-se também somente com a verdade. Essa verdade, cabe perceber, é puramente psicológica, tendo passado por toda a leitura e maturação memorial do autor do crime por tantos anos, ou seja, uma verdade largamente incerta, na qual a narração se confunde por diversas vezes.

    Nessa altura, a confiança do leitor é posta em cheque (o que, para mim, é o fator mais interessante desse relato semântico). Como confiar num narrador como esse, que se perde em suas memórias, não tem certeza do que aconteceu e do que foi criação imaginária própria e que supostamente assassinou uma pessoa? Devemos acreditar nessa consciência perturbada quando o narrador pode estar apenas satisfazendo seu ego ao nos enganar?

    Ao distanciar-nos de Lúcio, Sá Carneiro nos coloca na posição de interlocutores ativos, nos dando a possibilidade de validar ou não a narrativa do escritor boêmio e talvez assassino. Ou seja, assim como todas as noções pré estabelecidas ficam abaladas aqui, a noção de verdade também fica.

    Tratando do enredo, Lúcio tem um grande amigo, Ricardo, com que despende muitas horas de conversa e boemia ao longo dos meses. Em uma declaração cheia de agústia, Ricardo sinaliza sua homossexualidade e paixão pelo amigo Lúcio em tom de repreensão, pouco tempo depois casando-se com Marta, uma mulher misteriosa de quem não se sabe nada além das aparências.

    Esse ar misterioso de Marta atrai a Lúcio com um tal magnetismo que só pode ser despertado pela curiosidade e, ainda mais, pelo ódio ao oculto. Tamanha curiosidade desperta em Lúcio uma paixão tremenda quando ele e Marta começam a ter relações íntimas diárias. Nesse sentido,  essa mulher parece não existir fora do âmbito amoroso e sexual: não tem uma vida para além de sua convivência com Ricardo e Lúcio.

    Com o passar dos meses, Lúcio tenta investigar a vida de Marta, mas nada descobre; é quando começamos a desconfiar que a personagem pode ser uma imaginação. O que corrobora com isso é o fato de que Ricardo, mesmo vendo as trocas de carícias entre Lúcio e Marta, não demonstra tipo algum de incômodo. Com isso, somos levados a pensar se poderia Marta ser uma projeção inventada por Ricardo para poder, através de uma figura feminina, relacionar-se com Lúcio. As barreiras entre o real e o imaginário vão ficando cada vez mais sutis ao longo da narrativa, ao ponto em que Ricardo e Marta vão parecendo cada vez mais se confundirem, serem um só. Alguns fatores que colaboram para essa névoa de irreais realidades são as pulsões que se manifestam em Lúcio, o desgosto pela sociedade francesa experienciando o modernismo nas escolhas autônomas e da vastidão das dúvidas, a infinita possibilidade de anseios, o meio artístico e burlesco em que se desenvolve o enredo, as multidões da cidade e a constatação da sua horrível e psicótica individualidade no meio de tudo isso.

    Lúcio então começa a nutrir uma desafeição enorme pelo amigo, enraivecido por ele não dar importância para o adultério de Marta, por não fazer questão de preservar sua honra. Como se o prazer das relações com Marta estivesse também relacionado à desaprovação de Ricardo –  que quando Lúcio percebe não existir, encontra-se desolado. Quando se intensifica o conflito entre os dois, Ricardo então saca uma pistola e dispara contra Marta, que estava sentada em uma poltrona próxima à janela. Sob o olhar de Lúcio, Marta repentinamente desaparece, a poltrona está vazie, e a estupefação do absurdo o distrai e ele percebe que quem está jogado aos seus pés desfalecido não é Marta, mas sim o próprio Ricardo, e quem está segurando a pistola é, na verdade ele mesmo, Lúcio.

    Essa confissão desacreditada, de algo que supostamente não aconteceu e cuja prova é material e mortíssima, interessa-me tanto porque parece ser o perfeito retrato da impossibilidade de confiança no sujeito moderno embebido de possibilidades e dilemas, totalmente desacreditado de si mesmo e das instituições, frustrado em todas as suas realizações e longe de alcançar alguma satisfação. Nisso que parece ser uma narrativa autorreferencial, considerando o infeliz histórico de abandono e insatisfação sexual do autor, Sá Carneiro expressa todo o seu olhar desiludido para a sociedade em que não se enxergava inserido.


  • PET-Varandão | Pretitudes | Existências pretas e resistências na UFSC

    O PET-Varandão vai realizar mais uma roda de conversa, aberta e democrática. Desta vez, o tema é Pretitudes | Existências pretas e resistências na UFSC.

     

    Vai acontecer 31 ago. 2023, 18h, no Varandão!

    Teremos interpretação em Libras!

    Convidades:
    Sandra Maura da Silva | Funcionária Tercerizada da UFSC
    Elisangela de Paula Pereira | Graduanda em Museologia
    Luck Yemonja Banke | Graduando em Filosofia
    Nôfa Rudy Malick | Graduando em Direito
    Kelly Silgado | Graduanda em Letras -Libras
    Chaiane Guterres | Graduanda em Serviço Social
    Camila Medeiros | Graduanda em Letras-Libras

    Mediação: Taynara Muller (bolsista acessibilidade PET-Letras | Graduanda Letras Libras)


  • Grupos de Interação e Estudos 2023.2 | Inscrições abertas

    O PET-Letras UFSC informa que foram selecionados os seguintes grupos para 2023.2:

    1

    Nome do grupo: CinePET apresenta: Fantasia

    Objetivo: exibir e comentar filmes do gênero fantasia

    Proponentes: Hanna Caroline Fanton Boassi, Manoela Beatriz dos Santos Raymundo, Luísa D Alberto Wierenicz

    Os encontros serão: presenciais

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 25

    Data de Início: 22/08/2023

    Data de término: 28/11/2023

    Carga horária total: 30h

    Horário do grupo: toda terça-feira das 18h30 às 20h30min

    Link de inscriçãohttp://inscricoes.ufsc.br/cinepetfantasia

    2

    Nome do grupo: Explorando os Fundamentos da Literatura Brasileira: do Barroco ao Modernismo

    Objetivo: o grupo de estudo proposto ‘Explorando os Fundamentos da Literatura Brasileira: do Barroco ao Modernismo.’ visa ao estudo da formação da literatura nacional, focando principalmente nas três primeiras Histórias da Literatura Brasileira escritas por Silvio Romero (1888), José Veríssimo(1916) e Ronald de Carvalho (1920), investigando o papel de Machado de Assis, como escritor representativo, essencial para autonomia de uma identidade cultural. Para uma análise geral do conteúdo proposto, não é o suficiente apenas apresentar um panorama das obras mencionadas, mas é necessário ter um ponto de partida seguro, uma obra referencial, que permita o desenvolvimento crítico e aplicação de uma abordagem metodológica para compreensão do passado, e para isso, trabalharemos os conceitos de Literatura para Antonio Candido, intelectual brasileiro que produziu trabalhos valorosos paras as Letras, pleiteando em suas obras, ‘A formação da Literatura Brasileira’ e ‘Literatura e Sociedade’, os críticos literários pioneiros.

    Proponentes: Laiara Machado Serafim (Letras – Língua Portuguesa e Literaturas DLLV/CCE/UFSC); Maria Heloisa Senatore (Licenciatura em Letras com Habilitação em Português e Inglês/ UNESP-FCL Campus de Assis – SP); Izabel Bayerl Bonatto (Letras – Língua Portuguesa e Literaturas DLLV/CCE/UFSC).

    Os encontros serão: remotos (link será repassado posteriormente)

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 35

    Data de Início: 06/09/2023

    Data de término: 22/11/2023

    Carga horária total: 20h

    Horário do grupo: toda quarta feira das 12h às 14h

    Link de Inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/explorandoliteratura

    3

    Nome do grupo: Leitura da obra de Roberto Piva

    Objetivo:  fazer uma análise da obra do poeta Roberto Piva, com debate entre os participantes, que devem fazer a leitura prévia dos poemas fornecidos pelo organizador dos encontros. O material servirá de subsídio para a tese de doutorado sobre o tema em andamento. Os encontros serão gravados e ficarão à disposição de todos os participantes. Após a fase de debates, haverá um encontro para comentar alguns textos da fortuna crítica do autor e, nos encontros finais, os participantes deverão apresentar um texto sobre um dos poemas.

    Proponentes: Sinval Paulino (UFSC/PPGLit/Doutorado em Literatura)

    Os encontros serão: remotos

    Público alvo: qualquer pessoa interessada, maiores de 18 anos.

    Nº máximo de participantes: 9

    Data de Início: 08/09/2023

    Data de término: 27/10/2023

    Carga horária total: 12h

    Horário do grupo: toda sexta-feira das 18h às 20h

    Link de inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/piva

     

    4

    Nome do grupo: Análise neomaterialista dos discursos

    Objetivo:  discutir as premissas teórico-metodológicas de uma análise neomaterialista dos discursos

    Proponentes: Prof. Dr. Atilio Butturi Junior (UFSC) e Profa. Dra Nathalia Müller Camozzato (UFSC)

    Os encontros serão: remotos

    Público alvo: qualquer pessoa interessada

    Nº máximo de participantes: 50

    Data de Início: 15/09/2023

    Data de término: 31/11/2023

    Carga horária total: 15h

    Horário do grupo: quinzenalmente, às quartas, entre 18h30min e 20h

    Link de inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/adneomaterialista


  • Idiomas | turmas 2023.2

    O PET-Idiomas informa sobre o resultado do sorteio de vagas para as turmas 2023.2 e o ensalamento:

     

    INGLÊS – sala 236A

    ESPANHOL – sala 238A –  turma cancelada

    LIBRAS – sala 252 A

    RUSSO – online

    JAPONÊS – sala  319A (no andar da Pós-Graduação)

    ITALIANO – sala 217A

    Importante: a presença na primeira aula é FUNDAMENTAL.  A pessoa que não estiver presente perderá, automaticamente, a vaga.

     

     

    O PET-Idiomas vai abrir seis turmas no segundo semestre de 2023. As inscrições estão abertas das 12h do dia 22 de agosto de 2023 até às 12h do dia 28 de agosto de 2023.

     

    Inglês Nível 1: segundas, das 10h20min as 11h50min (presencial)
    Professoras: Ingryd e Manoela
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/ingles1

    Espanhol Nível 1: segundas, das 10h20min as 11h50min (presencial)
    Professor: Pedro Pedrollo
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/espanhol2023

    Libras Nível 1: segundas, das 13h30 as 15h (misto – presencial e online)
    Professora: Andreza
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/libras2023

    Russo Nível 1: segundas, das 20h às 21h30min (online)
    Professora: Ekaterina
    Monitor: Fran
    Início das aulas 04/09
    Fim das aulas 06/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/russo

    Japonês Nível 1: quintas, das 10h às 11h30min (presencial)
    Professora: Thayse
    Monitor: Sofia
    Início das aulas 07/09
    Fim das aulas 09/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/jap

    Italiano Nível 1: quintas, das 16h30 as 18h (presencial)
    Professora: Sofia
    Início das aulas 07/09
    Fim das aulas 09/11
    Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/ita

     

     

    Orientações e regulamento:

     

    1) as inscrições somente serão realizadas por meio do sistema de inscrições da UFSC no período indicado acima;

     

    2) cada candidato poderá se inscrever em SOMENTE UMA TURMA e cada turma terá o máximo de 25 alunos;

     

    3) os cursos são gratuitos e abertos a todes e compreendem 15 horas presenciais e 15 horas de desenvolvimento de estudos e aprendizagem extraclasse requeridas pelos professores;

     

    4) os cursos ocorrerão presencialmente na UFSC ou de forma remota, on-line, cujo link será disponibilizado para os alunos no início das aulas;

     

    5) as vagas serão distribuídas por meio de sorteio e o aluno deverá verificar as listas das turmas que serão disponibilizados neste site no dia 29 de agosto a partir das 18h.

     

    6) durante a primeira semana de aulas (ENTRE OS DIAS 4 E 7 DE SETEMBRO), será realizada uma segunda chamada, caso haja desistências (será considerada desistência a ausência à primeira aula, sem justificativa oficialmente registrada);

     

    7) as aulas têm início previsto para a semana do dia 4 de setembro de 2023 e término até o dia 9 de novembro de 2023, conforme o cronograma de cada turma;

     

    8) a matrícula será realizada na primeira aula e o aluno deverá se comprometer a frequentar as aulas e a concluir o curso, sob pena de não mais poder concorrer a vagas em atividades promovidas pelo PET-Letras;

     

    9) a certificação será concedida mediante 75% de frequência aos encontros,

     

    10) A identificação de inscrições duplicadas em mais de uma turma implicará no cancelamento completo da inscrição.


  • “Pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo”: Olga e o Movimento de Mulheres Olga Benário

    Por Paula Scalvin da Costa

     Letras Inglês

    Voluntária PET Letras UFSC

    É seguro dizer que as mulheres e identidades femininas são, desde sempre, linha de frente em inúmeras lutas, principalmente sociais. Trocas de experiências pessoais fortalecem a construção unitária coletiva contra o sistema opressor que nos limita, a fim de podermos, juntas, transformá-lo de fato. Trago por meio dessas linhas a apresentação breve sobre o Movimento de Mulheres Olga Benário, que tem sua base na luta das mulheres e identidades femininas trabalhadoras em todos os seus contextos no combate contra o sistema patriarcal e capitalista.

     

    Imagem: Marcha das Mulheres no Terceiro Encontro Internacional de Mulheres da América Latina e Caribe. Brasília/DF Julho, 2023

    Fonte: Foto por Paula Scalvin da Costa

     

    Olga Benário intitula o Movimento Brasileiro pela sua força revolucionária e resistente. Mulher alemã, nascida em 1908, já no início da adolescência teve interesse por leituras marxistas, para além delas, sua consciência revolucionária foi despertada com intensidade pela leitura dos processos que seu pai, Leo Benário –  advogado social-democrata –, defendia. Olga, com quinze anos, ingressou na Juventude Comunista Alemã (JCA) e integrou rapidamente a fileira no Partido Comunista da Alemanha. A “camarada” ganhou maior confiança de seu grupo ao assumir tarefas difíceis, sendo assim, uma militante fervorosa e destemida,  atuando em manifestações de rua, panfletagem nas portas das fábricas, apoio em greves operárias e pichações – além de sua rotina diária de fortalecimento de estudos com jovens trabalhadores (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Em meio a sua construção e avanço como militante, liderou movimentos ousados, como quando seu primeiro parceiro, Otto Braun – experiente militante veterano do Partido – foi preso como suspeito de “alta traição da pátria”, e Olga – também detida – solta dois meses depois, recebeu da direção do Partido a missão de construir uma equipe, chefiando-a pessoalmente com objetivo de tirar Otto da prisão de Moabit.

    No dia 11 de abril, a JCA, liderada por Benário, libertou Otto durante um julgamento no tribunal. Após o resgate, os envolvidos foram perseguidos por toda Alemanha, partindo dali em fuga para o primeiro país socialista do mundo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Uma vez lá, Olga passou a acompanhar a organização da Juventude Comunista em vários países da Europa e foi eleita para a direção da organização.

    Em 1934, Olga recebeu do secretariado da III Internacional, organização mundial comunista, a tarefa de acompanhar e dar segurança pessoal ao líder revolucionário latino-americano Luiz Carlos Prestes, que tinha decidido voltar para seu país e comandar uma revolução. Tal tarefa que Olga aceitou e organizou com destreza para que, em 1935, chegassem juntos ao Brasil. Uma vez aqui, encontraram o grande movimento Aliança Nacional Libertadora (ANL) acontecendo, o qual juntava camponeses, operários, estudantes que tinham interesses contrários ao modelo econômico capitalista no país (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    O Governo Getúlio Vargas decretou a ilegalidade da ANL, mas as massas reagiram. Infelizmente, o movimento de rebelião do Partido Comunista foi derrotado, desencadeando um período de estado de sítio, quando apoiadores e militantes foram presos e torturados. Benário e Prestes foram presos em março de 1936, no Rio de Janeiro.

    Olga foi presa grávida, o que pela Constituição Federal garantia sua permanência no país, mas foi entregue para Hitler por Getúlio Vargas. Dia 18 de outubro chegou à prisão da Gestapo, onde deu à luz a sua filha Anita Leocádia, que se tornou militante comunista como os pais e historiadora – resgatando a história de seus antecessores.

    Olga Benário foi conduzida primeiramente para o campo de concentração de Lichtenburg, seguido de Ravensbruck, mas não se desanimou ou se angustiou. Dentro do campo, conquistou a confiança das prisioneiras e as liderou, despertando suas consciências dando aulas e explicando o porquê de estarem ali. Desenhando, se preciso, para explicar a União Soviética e a guerra que acontecia – e o monstro nazifacista que dominava a sociedade na época, recebendo por conta disso inúmeras punições (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Ao completar 34 anos, Olga teve seu nome chamado, e antes que fosse conduzida a sair da cela e ir para o veículo que a levaria ao decesso escreveu um último bilhete registrando seu amor pelo marido e filha, com as últimas frases sendo: “Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Até o último momento manter-me-ei firme com a vontade de viver. Beijo-os pela última vez. Olga.”

    O Movimento de Mulheres Olga Benário se inspira e é nomeado pela alemã desde seu surgimento, intensificado pela necessidade de organização das mulheres brasileiras para a luta contra a violência, a opressão e a exploração da mulher – e das identidades femininas – e as injustiças existentes na nossa sociedade.  A organização nasceu por meio da delegação brasileira na 1º Conferência Mundial de Mulheres de Base, na Venezuela, em 2011, quando papel da delegação se deu como fundamental dentro da América Latina, assumindo junto com outros países a responsabilidade de organizar a Conferência de Mulheres das Américas.

    Imagem: Marcha das Mulheres no Terceiro Encontro Internacional de Mulheres da América Latina e Caribe. Brasília/DF Julho, 2023

    Fonte: Foto por Paula Scalvin da Costa

     

    Depois disso, o movimento só expandiu e cresceu cada vez mais. O Movimento de Mulheres Olga Benário atua em Santa Catarina, tendo núcleos fortalecidos em cada espaço fomentado por um grupo de militantes. Temos na Universidade Federal, o Núcleo UFSC, com o objetivo de centralizar as lutas das mulheres universitárias estando presentes nas organizações de atuação sobre o direito à creche e auxílio às mães universitárias, contra o assédio, pela ocupação de espaços de liderança e representação, pela realização de estudos coletivos para recordar e endereçar nossos combates, e também com o intuito de criar um lugar seguro e resistente de mulheres organizadas (Coordenação Nacional Movimento de Mulheres Olga Benário, 2017).

    Assim, é importante concluir a apresentação chamando as mulheres e identidades femininas pretas, indígenas e LBTQIAP+  para se organizarem, participarem e conhecerem as lutas históricas com o objetivo de fortalecimento de nossa memória, uma vez que recordar é agir.

    Conheça o Movimento de Mulheres Olga Benário!

     

     

    REFERÊNCIA

    COORDENAÇÃO NACIONAL MOVIMENTO DE MULHERES OLGA BENÁRIO (org). Cartilha do Movimento de Mulheres Olga Benário. Brasil, 2017.

     

     

     


  • Edital | Voluntário/a/e no PET

    O PET-Letras torna público o processo seletivo para preenchimento de 2 (duas) vagas para estudante voluntário do Programa de Educação Tutorial. Podem se inscrever estudantes dos Cursos de Graduação em Letras da UFSC que tenham disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais e que atendam aos requisitos apresentados neste edital

    O período de inscrição será das 12h do dia 16 de agosto às 12h do dia 23 de agosto de 2023, exclusivamente via e-mail.

     

    O edital está disponível AQUI.

     

    RESULTADO FINAL

     

    O PET-Letras divulga o resultado final da seleção para voluntariado.

    A comissão de seleção decidiu abrir mais uma vaga, dada a qualidade das 5 candidaturas.

    As aprovadas e o aprovado são:

     

    Primeiro lugar: Monisse da Cunha Silva

    Segundo lugar: Anna Letícia de Abreu

    Terceiro lugar: Bruno Camargo

     

    RESULTADO DA PRIMEIRA ETAPA E DATAS/HORÁRIOS DAS ENTREVISTAS (ATUALIZADO)

    Estão aprovadas e aprovado na primeira etapa:
    Camily Rafaela Lorenz – 10
    Monisse da Cunha Silva – 9,5
    Bruno Camargo – 8,9
    Pedro Pedrollo dos Santos – 8,5
    Anna Letícia de Abreu – 8,0

     

    Data da segunda etapa: 29/08 (terça-feira), a partir do meio dia (12h), na sala do PET-Letras (221 Bloco A), na seguinte ordem:

    Camily Rafaela Lorenz – 12h
    Monisse da Cunha Silva – 12h15min
    Pedro Pedrollo dos Santos – 12h30min
    Anna Letícia de Abreu – 12h45min

    Bruno Camargo – 13h

     

     

    Da entrevista:
    A entrevista tem como objetivo conhecer melhor os(as) candidatos(as), suas habilidades comunicativas e interpessoais, o conhecimento que possuem sobre o PET, suas experiências e
    perspectivas futuras de formação em relação ao ensino, à pesquisa e à extensão, bem como suas possíveis contribuições ao desenvolvimento do Programa e dos demais colegas.

    4.1 Serão considerados na entrevista:
    a) interesses pessoais em relação ao ensino, à pesquisa e à extensão no PET;
    b) conhecimentos sobre o Programa de Educação Tutorial e o PET-Letras: objetivos, funções e história;
    c) apresentação de uma proposta por escrito (máximo de uma lauda) de contribuição ao desenvolvimento do PET-Letras e dos colegas, a ser enviada à banca por e-mail antes do início da
    entrevista – petletrasufsc@gmail.com;

    d) disponibilidade de tempo para se dedicar ao PET-Letras e motivações;

    e) perspectiva de permanência no PET-Letras (preferencialmente estudantes dos períodos iniciais.


  • Ser ou não ser herói: uma breve comparação entre “Édipo Rei” e “Hamlet”

    Por Luísa Wierenicz D’Alberto

    Letras Português

    Bolsista PET-Letras

    Segundo o filósofo grego Aristóteles, o gênero trágico é considerado de maior prestígio em comparação aos outros gêneros poéticos. Esse modo artístico tem como base a mímesis, que apresenta-se como a imitação das ações do homem, o que significa que os personagens dramáticos agem por conta própria, de forma direta. Além disso, destaca-se como característica da tragédia a sequência dos atos durante as peças, como fator desenvolvedor de caráter dos personagens, caráter esse que influencia o destino final de cada um. Logo, encontram-se nesse gênero personagens de ações duvidosas e, com consequência, uma apreensão recorrente na trama e teoricamente uma restauração de equilíbrio – a catarse – como remate da peça.

    Édipo Rei, escrita pelo dramaturgo Sófocles, é considerada pela perspectiva aristotélica, em Poética, como a  representação ideal do gênero trágico. A peça foi escrita por volta de 427 a. C., na Grécia Antiga. Nela, Édipo recebe uma profecia: está destinado a matar seu pai, casar-se com sua mãe e tornar-se cego. Na tentativa de evitar os acontecimentos, Édipo toma uma série de decisões impulsivas. O protagonista afasta-se de seu pai para evitar sua morte, assassina homens que encontra na estrada por um simples desentendimento, depara-se com a esfinge e não hesita em decifrá-la, e por fim, quando toma consciência de que o infortúnio que assola Tebas é causado pelo assassino do rei anterior a ele, Laio, Édipo começa sua investigação.

    A partir disso, o personagem percebe que, ao tentar fugir de seu destino cósmico, suas ações apenas concretizaram seu propósito que já havia sido estabelecido, entrando em uma epifania trágica. Édipo é classificado como o clássico herói grego, visto que falha e tem como causa de sua queda suas próprias ações. O homem, apesar de inicialmente ignorante em relação à própria história, é um tomador de decisões e possui agência, pois é um investigador, o que exemplifica a questão da ação como característica dramática. Édipo tem como parte de sua personalidade características de arrogância e orgulho, além de ser o causador de problemas do enredo.

     

    Descrição da imagem: a imagem é um pdf da capa do livro Édipo Rei, de Sófocles. O fundo é preto. Na parte superior, “Sófocles” escrito em uma fonte alaranjada. Logo abaixo, “Édipo Rei” escrito num tom bem claro de amarelo. Embaixo das duas palavras, uma imagem que remete à Grécia Antiga. Um círculo laranja com um homem de chapéu e vestimentas gregas, representando Édipo, e a esfinge, uma forma humana com asas, patas e rabo, sentada em cima de um pilar. Embaixo da imagem, o nome da editora, em letras pequenas, “L&PM Pocket”.

     

    Uma outra obra fundamental da literatura pode ser aproximada de Édipo Rei: Hamlet. Escrita pelo poeta William Shakespeare, na Inglaterra, por volta de 1600, a peça, apesar de ser uma tragédia, possui diferenças notórias em relação à obra de Sófocles. Hamlet apresenta-se como um sintoma de um mundo em crise, visto que, na época, o Renascimento trouxe uma onda de pensamentos antropocêntricos para a sociedade. Nesse sentido, Édipo tinha um destino traçado pelo oráculo, ou seja, uma influência mitológica, enquanto que na época de Hamlet, ter como mundo ideal, um mundo em que há um ser divino superior, já não era mais tão tradicional.

     

    Descrição da imagem: a imagem é um pdf do livro Hamlet, de Shakespeare. O fundo é num tom de vinho, com uma rachadura no meio, como se imitasse uma parede rachada. Centralizado, “Hamlet” escrita em branco. Abaixo do título, com uma letra menor, “William Shakespeare”, também em branco. Na parte inferior da imagem, em letras pequenas “Tradução Geraldo Carneiro”.

     

    A história de Hamlet consiste em um jovem que acabou de perder seu pai, antigo rei da Dinamarca. Quando ele aparece em forma de fantasma para o príncipe, Hamlet recebe a informação que o rei, seu tio Cláudio, era o assassino de seu pai. A partir dessa informação, o protagonista começa uma série de divagações acerca do assassinato; Hamlet não tem um destino traçado, portanto, ele é causador da sua felicidade ou infelicidade. É ele quem tem que decidir se está disposto a sofrer consequências ou não, quais seriam essas consequências etc. O personagem é pensador, hesitante e questionador. Ademais, Hamlet não demonstra traços de remorso em nenhuma de suas ações. No desenvolver da peça, a primeira vítima fatal é Polônio, personagem que não tinha relação direta com o assassinato do rei. Portanto, apesar de Hamlet ter como intenção fazer justiça ao seu pai, suas ações se contrapõem a partir do momento que não se demonstra um personagem empático, tornando custosa a percepção de seu lado bom como herói.

    Depreende-se, portanto, que a maior diferença em relação a Hamlet e Édipo Rei, como heróis, é o contexto histórico em que a peça está inserida. Na tragédia de Sófocles, está em vigor um mundo mítico, traçando o destino de Édipo, onde ele realiza suas tentativas falhas de sucesso contra a profecia. Já em Hamlet, o contexto histórico abre margem para o homem pensar além do mítico. Não há um destino traçado ao príncipe; logo, existem inúmeras ações que o personagem pode cometer como humano, realizando as decisões, por si só. Todavia, as duas peças encaixam-se no gênero drama-trágico admirado por Aristóteles, não obstante suas pontualidades.


  • Edital | Proposta de Grupos para 2023.2

    Estão abertas as propostas de Grupos de Estudo ou Interação para o segundo semestre! Os Grupos podem ser remotos ou presenciais!

     

    Confira o o edital AQUI

     

    Inscrições de 31 de julho a 15 de agosto!

     

     


  • Posso olhar o cardápio, por favor? – Resenha de “Jantar Secreto”, de Raphael Montes

    Por Hanna Boassi

    Letras – Português

    Bolsista PET-Letras

    Jantar Secreto é um romance publicado em 2016 pela editora Companhia das Letras. Escrito pelo autor brasileiro Raphael Montes que, além de escritor é advogado e também autor dos livros Suicidas (2010), Dias Perfeitos (2014), O Vilarejo (2015) e Bom Dia, Verônica (2016) – este último, que ganhou uma adaptação para uma série na Netflix em 2020.

    A narrativa de Jantar Secreto ocorre no ponto de vista de um dos protagonistas Dante, estudante de administração, que se muda do interior do Paraná para o Rio de Janeiro. Junto de seus amigos, alugam um apartamento e começam a dividir as despesas. Para se manter na cidade, Dante passa a trabalhar em uma livraria em seu tempo livre. Dos outros protagonistas temos: Miguel, estudante de medicina, Hugo, chefe gastronômico e Leitão, estudante de computação.

     

    Descrição da imagem: em um fundo branco, no centro se vê um prato, também branco, sujo de sangue. Sobre o prato, em preto, se lê “Jantar Secreto” e abaixo, em letras vermelhas, o nome do autor “Raphael Montes”. Mais abaixo, em letras menores e cinzas, “autor de Dias Perfeitos”. Centralizado, na parte superior da capa, lê-se “Raphael Montes é capaz de alias a atmosfera de suspense se um filme de Alfred Hitchcock ao humor negro de Quentin Tarantino – THE GUARDIAN”. E, por fim, centralizado na parte inferior, a logo da editora Companhia das Letras em cinza.

     

    A história se inicia alguns anos depois de se mudarem para o Rio, quando Dante recebe uma ligação do corretor do apartamento informando que o aluguel não estava sendo pago há seis meses; o corretor informa que se não pagassem a dívida teriam que deixar o apartamento.

    Desesperados por uma solução, Hugo conta de um site que chefes proporcionam experiências gastronômicas dentro de suas casas direcionadas à elite carioca e propõe que os amigos o ajudem a organizar alguns jantares para que possam juntar o dinheiro necessário. Todos concordam e cada um ficaria encarregado de uma tarefa para que os jantares ocorressem. Hugo cozinharia, Dante e Miguel recepcionaram e serviriam os convidados e Leitão ficaria encarregado da divulgação no site. Os amigos só não esperavam que a tarefa de Leitão os colocaria em uma situação difícil.

    O livro é bem construído, Dante é um ótimo narrador, faz que o leitor se envolva na história junto com ele. Raphael consegue construir a narrativa de forma fluida. O livro é rico em detalhes e cheio de reviravoltas. Não o achei previsível em nenhum momento, o que fez com que me prendesse mais a cada página. A construção dos capítulos se intercala entre a narrativa de Dante, cartas, conversas de WhatsApp, listas e etc. Isso faz com que o contexto seja muito mais completo e interessante.

    Não é um livro para pessoas sensíveis, mas se você procura por uma história de suspense que prenda sua atenção, sugiro que reserve sua cadeira para esse jantar de tirar o fôlego.


  • DE FÉRIAS COM O PET | Três jogos para se divertir sem se esforçar muito

    Por Izabel Bayerl Bonatto

    Letras – Português

    Bolsista PET – Letras

    As férias estão quase acabando e isso parece ser o impulso que precisava para aproveitar os últimos dias restantes no conforto do seu lar, porque talvez você, assim como eu, também prefira aproveitar esse tempinho de folga sem ter muita movimentação na sua rotina. Por esse motivo, vim recomendar três jogos para se divertir, talvez até passar um pouquinho de raiva, e curtir o tempo livre com baixa probabilidade de ter que usar muito o cérebro para fazer qualquer coisa.

     

    1. The Sims 4

    Descrição de Imagem 1: a imagem mostra quatro bonecos do jogo the sims. Da esquerda para a direita, o primeiro deles é uma garota de pele branca e cabelo rosa longo, com um pequeno coque que prende uma parte do cabelo. Ela veste uma jaqueta de cor amarela  e sorri olhando para o lado. O segundo é uma garota de pele branca e cabelo loiro com franja. Ela usa uma touca azul e veste uma camisa verde. O terceiro é um garoto com cabelo castanho. Ele veste uma camisa branca, um casaco azul, um cachecol cinza e usa diversas pulseiras coloridas no braço. Ele também está segurando uma câmera fotográfica com a mão direita. O quarto é uma garota de pele negra e cabelo preto curto. Ela veste uma jaqueta laranja, segura um celular na mão e olha com interesse para o lado direito. O fundo da imagem mescla dois tons de azul, um claro e outro mais escuro. Acima dos bonecos está escrito em letras brancas “The Sims 4”, e ao lado direito do nome, o símbolo verde dos sims.

     

    The Sims 4 é um jogo de simulação de vida criado pela Electronic Arts, o qual dá ao jogador o poder de criar e controlar tudo a respeito de seus personagens Sims. Nele existem diversas possibilidades jogáveis, que permitem ao jogador explorar sua criatividade; é possível construir casas, criar familias, definir sua carreira profissional e universitária, realizar tarefas do dia a dia dos Sims, entre diversas outras.

    O jogo básico do The Sims 4 está disponível gratuitamente em diversas plataformas como PCs, algumas versões da PlayStation e do Xbox, porém seus pacotes de expansão, que trazem mais opções de vida para os Sims, são pagos.

     

    1. BTS Island: In The SEOM

    Descrição de Imagem 2: o fundo geral é azul claro, na parte de baixo o azul escuro imita o mar e na parte de cima está o nome do jogo na cor branca “BTS Island: In The SEOM”. No centro da imagem está uma baleia roxa e em cima dela quatro membros do grupo, um de cabelo azul claro e blusa preta e short azul claro; um de cabelo preto, blusa verde e branca e short azul claro (tem um gato marrom claro na sua cabeça); outro de cabelo castanho médio, blusa branca e short azul claro segurando uma vara de pesca (tem um gato branco do seu lado); o outro tem cabelo claro e usa uma blusa branca. Do lado direito há um integrante do grupo com o cabelo loiro e short azul apoiado numa bola de praia em tom de amarelo e branco e tem um gato marrom claro e escuro perto dele; do lado direito há os dois últimos integrantes. Um deles está segurando a ponta da vara de pesca e tem cabelo castanho e usa uma blusa azul, uma camisa florida rosa e short azul; e o último tem cabelo castanho escuro e usa camiseta laranja, está dentro de uma boia de praia laranja mais escuro e segura outro gato branco.

     

    BTS Island é um jogo feito para Android e IOS que te dá possibilidade de desfrutar de uma experiência única na ilha com o BTS. É um jogo projetado para você conhecer mais sobre a história do grupo enquanto decora a ilha com seu próprio gosto; para isso, é preciso jogar um match-3, onde basicamente você precisa combinar 3 ou mais da mesma cor para coletar as estrelas e utilizá-las para realizar as missões que envolvem diálogos e cutscenes com os membros do BTS.

     

    1. Amor Doce

    Descrição de Imagem 3: o fundo é azul escuro com um efeito de raio solar em tom de azul mais claro e pontos de luz brancos espalhados pela imagem, além de três pequenos corações duplos vermelhos e brancos. No centro, está a logo do jogo, “Amor Doce” em vermelho, branco e marrom; do lado direito da logo, há o desenho de um cupcake vermelho branco e marrom e um coração vermelho com contorno branco.

    Por último, temos Amor Doce. É um jogo de simulador de romance e paquera, disponível para Android, IOS e PCs, onde seu objetivo é conquistar os seus personagens favoritos enquanto vive aventuras românticas ao longo dos episódios. Dependendo das suas escolhas, a história final é alterada.  É um jogo que cativa tanto meninos quanto meninas, pois existe a possibilidade de paquerar personagens masculinos e uma personagem feminina (University Life).

    Atualmente, existem divisões jogáveis da vida da sua personagem, com paqueras novos e alguns repetidos. Em ordem cronológica: High School Life, University Life e Love Life, mas ainda existem três versões alternativas para paqueras três personagens que não aparecem na versão original do University Life: Alternate Life – Lysandre, Alternate Life – Kentin e Alternate Life – Armin.